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Petrobras vai desativar plataformas com 25 ou mais anos de uso.

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 20/02/2019 às 05:00 Atualizado em 20/02/2019 às 09:17

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A Petrobras irá iniciar o processo de desmobilização das plataformas antigas este ano.

A Petrobras deve começar a desativar plataformas antigas este ano. O descomissionamento já estava nos planos da Petrobras e oito plataformas seriam desmobilizadas até 2021 na Bacia de Campos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), se enquadram como plataformas antigas e provável necessidade de desmobilização pelo menos 41% delas que estão em atividade – isso representaria algo em torno de 60 unidades com 25 ou mais anos de uso.  Com isso, novas plataformas deverão ser construídas para substituir as existentes.

A tragédia ocorrida na barragem de Brumadinho (MG) pode acelerar o programa. Com 169 mortes confirmadas, o rompimento da barragem I da Vale na Mina Córrego do Feijão levantou um debate sobre o tamanho da fragilidade da cultura da segurança, no país, sobretudo em ativos em fase final de vida útil. O descomissionamento é uma atividade nova no Brasil e envolve ativos em águas profundas, ambiente por si só desafiador. Mas mesmo em águas rasas o assunto possui complexidades.

Para o coordenador-geral do Sindipetro Norte Fluminense, Tezeu Bezerra, o descomissionamento é um agravante para um quadro já preocupante. Segundo ele, a redução do efetivo embarcado e o corte de custos preocupam. “Quando se coloca ativos à venda, eles saem da prioridade de investimentos. O descomissionamento é uma preocupação a mais, porque vai acontecer principalmente em ativos que estão sendo vendidos para empresas menores”, disse.

A Petrobras esclareceu que segue todos os regulamentos “visando manter a integridade das unidades, independente da idade“. Sobre os riscos associados ao descomissionamento, a empresa disse que os riscos são “devidamente avaliados nas etapas de planejamento” e “controlados e reavaliados constantemente até a conclusão das atividades”. “A Petrobras atende aos requisitos legais e prioriza a integridade dos ativos e segurança nas operações em todas as etapas do ciclo de vida dos empreendimentos, inclusive na fase de descomissionamento”, informou.

A ANP esclareceu que atua em três grandes frentes regulatórias, relativas à segurança operacional, sendo a primeira delas a fiscalização (a agência fiscaliza cada instalação a cada dois anos).  O tripé é formado, ainda, pelo debate permanente com o mercado, e pelo desenvolvimento de um arcabouço regulatório com foco em sistemas de gestão que incentivam a “melhoria contínua e ao desenvolvimento de boas práticas”.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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