Petrobras estuda vender a metade de seu mercado de refino

Petrobras estuda vender a metade de seu mercado de refino

fevereiro 18, 2019 Off Por Renato Oliveira

Conforme declaração do atual presidente da Petrobras a meta é reduzir ainda mais a participação de 60% que era o objetivo da gestão anterior

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, continua com seus planos de desinvestimentos para a companhia. O fato de ter praticamente o monopólio do setor de refino no Brasil continua incomodando muito o executivo.
Conforme suas declarações, a Petrobras vai reduzir para 50% a participação da Petrobras no setor e que isto representa vender, em alguns casos, 100% de algumas refinarias.

Segundo o presidente da companhia, não é concebível que apenas uma empresa tenha 98 por cento da capacidade de refino do país, e que esse monopólio inclusive, foi alvo de ações do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e alvo de críticas da sociedade como no caso da greve dos caminhoneiros no ano passado.

Ao tomar posse no início do ano, Castello Branco já havia declarado que “o relevante é ser forte e não ser gigante” e que monopólios são “inadmissíveis” em sociedades livres.

Superando meta da gestão anterior

A meta do atual presidente da Petrobras é ousada, se levarmos em conta as metas da gestão anterior de Ivan Monteiro, que era vender 60% de participação em quatro refinarias, sendo duas no Nordeste e duas no Sul e ficaria assim com 60% da capacidade de refino do país.

A meta significaria ampliar consideravelmente o programa de venda de ativos do segmento de refino. Tal medida é considerada imprescindível para atrair investimento privado para o setor.
Estaria garantida assim, para os investidores, a não interferência da Petrobras na formação dos preços e causar assim distorções no mercado.

Nas gestões de Pedro Parente e Ivan Monteiro, que antecederam Castello Branco, a expectativa era atrair sócio para concluir a refinaria do Comperj e vender 60%  das refinarias Rlam e Rnest (polo Nordeste) e Refap e Repar (polo Sul), só essas quatro refinarias correspondem a 36% da capacidade nacional de refino.

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