Nesta terça-feira, 03, MP Pension informou que venderá sua participação em 10 das maiores empresas de petróleo do mundo, uma delas é a Petrobras.
Em busca de excluir importantes fontes de emissões de carbono de seu portfólio, o grupo dinamarquês MP Pension, informou nesta terça-feira, 03 de setembro, que vai vender sua participação em 10 das maiores empresas de petróleo do mundo. No Brasil, a Petrobras está focando seus esforços em exploração e produção de petróleo e gás natural, enquanto coloca em prática um ambicioso programa de venda de ativos considerados não essenciais pela atual gestão.
Segundo a companhia, as empresas que a mesma deseja excluir suas participações são as petroleiras: ExxonMobil, BP, Chevron, PetroChina, Rosneft, Shell, Sinopec, Total, Petrobras e Equinor.
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De acordo com o comunicado da MP Pension “O desinvestimento ocorre porque a MP avalia que os modelos de negócios de longo prazo das empresas são incompatíveis com as metas climáticas estabelecidas no Acordo de Paris”.
Cerca de 200 países concordaram em limitar o aumento da temperatura média global para bem abaixo de 2 graus Celsius acima dos tempos pré-industriais. O acordo foi feito em Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas – Paris em 2015.
As políticas atuais colocam o mundo no caminho para um aumento de pelo menos 3°C até o final do século.
O desinvestimento totaliza 644 milhões de coroas dinamarquesas (96,24 milhões de dólares), informou a MP Pension em comunicado.
Segundo o chefe de investimentos da MP Pension, Anders Schelde.”A demanda por petróleo cairá à medida que a transição verde ganhar velocidade”,
De acordo com o parecer do MP Pension, as empresas – BP, Shell, Total e Equinor – mostraram sinais de progresso, enquanto as seis restantes fizeram pouco progresso na mudança para uma energia mais verde.
Recentemente, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, reafirmou que os investimentos da Petrobras na área de renováveis estarão voltados a pesquisa e desenvolvimento.
Ele também questionou o nível de envolvimento das concorrentes petroleiras com iniciativas voltadas a energia limpa.
“Existe muito marketing e na realidade poucas ações de fato. Se formos ver as companhias europeias que focam em renováveis, a projeção de renováveis em suas receitas em 2030 é de 1% ou no máximo 1,5%. Na prática, não é tudo isso.”
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