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Petrobras e outras gigantes petroleiras são excluídas de Fundo dinamarquês

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 05/09/2019 às 01:00 Atualizado em 04/09/2019 às 19:40

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Petrobras
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Nesta terça-feira, 03, MP Pension informou que venderá sua participação em 10 das maiores empresas de petróleo do mundo, uma delas é a Petrobras.

Em busca de excluir importantes fontes de emissões de carbono de seu portfólio, o grupo dinamarquês MP Pension, informou nesta terça-feira, 03  de setembro, que vai vender sua participação em 10 das maiores empresas de petróleo do mundo. No Brasil, a Petrobras está focando seus esforços em exploração e produção de petróleo e gás natural, enquanto coloca em prática um ambicioso programa de venda de ativos considerados não essenciais pela atual gestão.

Segundo a companhia, as empresas que a mesma deseja excluir suas participações são as petroleiras: ExxonMobil, BP, Chevron, PetroChina, Rosneft, Shell, Sinopec, Total, Petrobras e Equinor.

De acordo com o comunicado da MP Pension “O desinvestimento ocorre porque a MP avalia que os modelos de negócios de longo prazo das empresas são incompatíveis com as metas climáticas estabelecidas no Acordo de Paris”.

Cerca de 200 países concordaram em limitar o aumento da temperatura média global para bem abaixo de 2 graus Celsius acima dos tempos pré-industriais. O acordo foi feito em Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas –  Paris em 2015.

As políticas atuais colocam o mundo no caminho para um aumento de pelo menos 3°C até o final do século.

O desinvestimento totaliza 644 milhões de coroas dinamarquesas (96,24 milhões de dólares), informou a MP Pension em comunicado.

Segundo o chefe de investimentos da MP Pension, Anders Schelde.”A demanda por petróleo cairá à medida que a transição verde ganhar velocidade”,

De acordo com o parecer do MP Pension, as empresas – BP, Shell, Total e Equinor – mostraram sinais de progresso, enquanto as seis restantes fizeram pouco progresso na mudança para uma energia mais verde.

Recentemente, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, reafirmou que os investimentos da Petrobras na área de renováveis estarão voltados a pesquisa e desenvolvimento.

Ele também questionou o nível de envolvimento das concorrentes petroleiras com iniciativas voltadas a energia limpa.

“Existe muito marketing e na realidade poucas ações de fato. Se formos ver as companhias europeias que focam em renováveis, a projeção de renováveis em suas receitas em 2030 é de 1% ou no máximo 1,5%. Na prática, não é tudo isso.”

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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