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OVNIs em formação a 800 km/h apareceram no sensor infravermelho de uma plataforma militar americana, e o relatório oficial só conseguiu chamar os seis pontos de “aparentemente ágeis” e sem explicação

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 20/09/2026 às 01:42 Atualizado em 20/09/2026 às 01:43
Assista o vídeoO grupo de pontos brilhantes registrado pelo sensor infravermelho da plataforma militar no Oriente Médio, em 2025.
O grupo de pontos brilhantes registrado pelo sensor infravermelho da plataforma militar no Oriente Médio, em 2025. Foto: Reprodução/Departamento de Guerra dos EUA
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O vídeo de OVNIs liberado pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos mostra um minuto de imagem térmica gravada no Oriente Médio em 2025, com seis objetos esféricos agrupados cruzando a tela perto de uma torre, e traz na parte de baixo um aviso de que a divulgação do caso foi adiada por decreto

O sexto lote de documentos liberados pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos trouxe um vídeo curto que voltou a ligar o assunto OVNIs no Brasil. Nele aparecem seis objetos captados durante um monitoramento militar no Oriente Médio, em janeiro de 2025.

Os militares americanos enviaram o caso ao Escritório de Resolução de Anomalias de Todos os Domínios, o AARO, e o relatório estimou a velocidade dos objetos em aproximadamente 800 km/h, informa a CNN Brasil.

Baixamos o arquivo original divulgado pelo Departamento de Guerra e assistimos ao vídeo inteiro, que tem um minuto exato de imagem em infravermelho. O que se vê é menos hollywoodiano e mais estranho do que a descrição sugere.

O que aparece no vídeo oficial dos OVNIs, segundo a segundo

A imagem do registro de OVNIs é térmica, em preto e branco, e começa com uma estrutura alta, parecida com uma torre, plantada no meio de uma superfície plana, com uma mancha quente brilhando ao lado, conforme o arquivo do Departamento de Guerra. A mira do sensor fica fixa no centro da tela.

A ampliação do trecho em que os objetos aparecem alinhados, como descreve o relatório DOW-UAP-D108.
A ampliação do trecho em que os objetos aparecem alinhados, como descreve o relatório DOW-UAP-D108. Foto: Reprodução/Departamento de Guerra dos EUA
O começo do vídeo oficial: a torre, a mancha quente e o aviso de adiamento impresso na imagem.
O começo do vídeo oficial: a torre, a mancha quente e o aviso de adiamento impresso na imagem. Foto: Reprodução/Departamento de Guerra dos EUA

Nos primeiros segundos não há nada além da torre e do calor do chão. A câmera então sobe, o enquadramento perde a estrutura e a tela vira um campo cinza uniforme, com faixas verticais de ruído do próprio sensor infravermelho.

É por volta da metade do vídeo que o grupo aparece, conforme a gravação oficial. Quatro a seis pontos brancos, alinhados e quase colados uns nos outros, atravessam o quadro logo abaixo da mira, brilhando mais que qualquer coisa em volta.

A diferença de brilho é o que chama atenção no infravermelho, porque o sensor lê calor, e não luz. Pontos assim tão claros significam corpos mais quentes que o ar e que o chão em volta naquele instante, é o que mostra a própria escala de cinza da imagem.

“Seis pequenos objetos esféricos agrupados”: o que diz o relatório

A descrição escrita está num relatório de missão complementar identificado como DOW-UAP-D108, que caracteriza o fenômeno como “seis pequenos objetos esféricos agrupados”, conforme a CNN Brasil.

O mesmo documento classifica o comportamento dos objetos como “aparentemente ágil” e diz que eles estavam “mudando de direção frequentemente”, conforme a CNN Brasil, e a descrição bate com o que se vê no trecho em que o grupo cruza a tela.

Vale reparar no tamanho da descrição oficial, que é curta demais para um registro militar. Não há menção a formato exato, material, altitude ou distância, o que ajuda a explicar por que o caso de OVNIs ficou sem resposta, na leitura desta redação.

O arquivo oficial no acervo do Departamento de Guerra tem nome de catálogo, DOW-UAP-PR135, Unresolved UAP Report, Middle East, 2025, e traz a etiqueta que resume o caso: não resolvido.

O aviso escrito na barra preta do vídeo

Tem um detalhe escrito na própria imagem, na tarja preta embaixo do vídeo do Departamento de Guerra, conforme a gravação que baixamos do acervo oficial.

O vídeo oficial liberado pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos, com um minuto de imagem térmica. Vídeo: Reprodução/Departamento de Guerra dos EUA

A frase diz que a divulgação pública daquela informação foi adiada, e cita o artigo 44 do código americano, seção 2107, item 1843, além de um código de adiamento de caso de fenômeno não identificado ligado a uma ordem executiva.

Traduzindo o juridiquês, na leitura desta redação: o material saiu, mas o governo americano continua segurando parte do que sabe sobre aquele registro específico, e isso está impresso na própria gravação.

Por que esses casos de OVNIs viraram vídeo público

A liberação desse tipo de material não é iniciativa de um escritório técnico, é decisão política. A ordem para revelar os arquivos de OVNIs à população partiu do presidente Donald Trump no início de 2026, informa a CNN Brasil.

O critério de publicação também está explicado. Os materiais divulgados se referem a casos não resolvidos, aqueles em que o governo não consegue determinar a natureza dos objetos, por motivos como falta de dados.

O Departamento de Guerra informou que vai continuar divulgando relatórios e que fará documentos separados para os casos considerados resolvidos, o que na prática separa as duas pilhas: o que tem explicação e o que segue no escuro.

Assista o vídeo
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O que significa 800 km/h para seis esferas em formação

O número da velocidade é o dado mais concreto do relatório enviado ao AARO, conforme a CNN Brasil, e vale colocar em perspectiva. Os 800 km/h estimados equivalem a cerca de 480 milhas por hora, na conversão desta redação.

É a velocidade de cruzeiro de um avião comercial de carreira, algo entre 800 e 900 km/h. A diferença é que um avião de linha não voa em grupo de seis, colado, mudando de direção com frequência, como descreve o relatório.

Drone comercial também não chega perto dessa marca, porque os modelos civis mais rápidos ficam bem abaixo dessa faixa de velocidade. É o tipo de comparação que entra na triagem antes de um caso virar arquivo público, conforme o critério divulgado com os documentos.

Nada disso prova origem extraterrestre, e o próprio governo americano não faz essa afirmação em momento algum do material liberado, conforme o texto que acompanha a divulgação.

A plataforma, a torre e o que a imagem não mostra

O vídeo não identifica a plataforma militar que gravou as imagens, nem a posição exata no Oriente Médio, e as bordas do quadro trazem retângulos pretos de censura que cobrem dados do sensor infravermelho, conforme a gravação oficial.

Na leitura desta redação, esses retângulos escondem justamente a régua que permitiria calcular distância e tamanho, que é o que transformaria os pontos brancos em objetos com dimensão conhecida.

Sem essa régua, seis pontos brilhantes podem ser tanto esferas de poucos metros perto do sensor quanto algo grande e distante, e é por isso que o caso de OVNIs entrou na pilha dos não resolvidos, conforme o critério do próprio Departamento de Guerra.

O que o AARO faz com um caso desses

O escritório que recebeu o relatório é o braço do Pentágono criado para reunir registros de fenômenos não identificados vindos de todas as forças, conforme a CNN Brasil.

Na prática, conforme o material que acompanha a divulgação, o AARO recebe a gravação, os metadados do sensor infravermelho e o relato da tripulação, tenta casar aquilo com tráfego aéreo conhecido, balões, drones e lixo espacial e, quando não consegue, marca o caso como não resolvido.

O escritório também não trabalha só com vídeo de caça, e sim com registros de radar, de satélite e de sensores de plataforma, conforme a descrição do programa. É essa mistura que permite descartar a maioria dos registros antes de virarem arquivo público.

O caso do Oriente Médio está nessa última gaveta, conforme a etiqueta do próprio arquivo, e o vídeo que o Departamento de Guerra liberou é a prova de que a conta não fechou.

Para quem acompanha o assunto no Brasil, a diferença entre este lote e os anteriores está no tipo de imagem, porque desta vez o registro tem um alvo fixo na tela e um grupo inteiro de pontos passando, e não um objeto solitário, conforme se vê na gravação.

O que muda para quem acompanha o assunto no Brasil

Cada lote novo de arquivos americanos vira assunto rápido nas redes brasileiras, e o sexto não foi diferente, conforme o volume de análises publicadas no mesmo dia por canais de ciência e de mistério.

A reportagem da CNN Brasil que abriu o caso dos seis objetos no Oriente Médio.
A reportagem da CNN Brasil que abriu o caso dos seis objetos no Oriente Médio. Foto: Reprodução/CNN Brasil

O que este lote acrescenta é material bruto, não conclusão. Quem quiser tirar as próprias conclusões sobre os OVNIs agora tem o vídeo completo, o número do relatório e a descrição oficial dos seis objetos.

A cobertura brasileira que abriu o caso está na reportagem da CNN Brasil, e a análise em vídeo do lote inteiro, com o trecho do Oriente Médio, está aqui:

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