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Ondas gigantes também atingem rios e lagos: megatsunami, seiche e pororoca surpreendem

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 01/03/2026 às 23:19
Conheça casos reais de ondas gigantes em água doce, incluindo megatsunami, seiche e o fenômeno do Rio Qiantang.
Foto: IA
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Conheça casos reais de ondas gigantes em água doce, incluindo megatsunami, seiche e o fenômeno do Rio Qiantang.

Ondas gigantes não são exclusividade dos oceanos. Eventos extremos capazes de deslocar milhões de metros cúbicos de água já foram registrados em rios, lagos e baías, em diferentes épocas e países, provocados por deslizamentos, enchentes repentinas e até fenômenos naturais como a Pororoca.

Embora o termo “tsunami” esteja associado ao mar, especialistas explicam que processos semelhantes podem ocorrer em ambientes de água doce, com impactos igualmente devastadores. 

O caso mais impressionante ocorreu em 1958, na Baía de Lituya, quando um deslizamento de terra provocou uma onda superior a 500 metros de altura nas encostas.

Megatsunami: a maior onda já registrada não foi no oceano 

Quando se fala em Megatsunami, a imagem comum é a de terremotos submarinos.

No entanto, o maior evento do tipo ocorreu longe do oceano aberto. 

Na Baía de Lituya, no Alasca, um gigantesco deslizamento lançou toneladas de rocha diretamente na água, deslocando uma massa colossal e formando uma onda que ultrapassou 500 metros de altura nas áreas próximas. 

Apesar da dimensão impressionante, o fenômeno não foi classificado como tsunami oceânico tradicional.

Isso porque não houve deslocamento do leito marítimo por atividade sísmica, mas sim impacto direto de terra sobre a água. 

Ondas gigantes em lagos: o risco silencioso 

Lagos de origem vulcânica ou situados em regiões montanhosas também estão sujeitos a Ondas gigantes.

Deslizamentos de terra, avalanches subaquáticas e até tremores podem deslocar grandes volumes de água em poucos segundos. 

Esse tipo de evento costuma ocorrer sem aviso prévio.

Além disso, como muitos lagos ficam próximos a comunidades menores, o impacto pode ser significativo, mesmo sem atingir grandes centros urbanos. 

Rios e enchentes: correntezas extremas e ondas repentinas 

Nos rios, o perigo aparece principalmente durante enchentes repentinas ou rompimentos de barragens naturais.

A força da água pode gerar verdadeiras muralhas líquidas que avançam com violência pelas margens. 

Em 1963, por exemplo, o rompimento da barragem de Silver Bridge, sobre o rio Ohio, nos Estados Unidos, desencadeou um fluxo devastador que matou dezenas de pessoas.

Embora não tenha formado uma onda gigante clássica, o caso mostrou como correntes extremas podem ser tão destrutivas quanto fenômenos marítimos. 

Em rios estreitos e sinuosos, também podem surgir ondas hidráulicas conhecidas como “surges”.

Elas se propagam rio acima e podem surpreender embarcações e moradores ribeirinhos. 

O fenômeno do “Silver Dragon” no Rio Qiantang 

Um dos exemplos mais impressionantes de Ondas gigantes em água doce acontece na China.

No Rio Qiantang, forma-se o fenômeno conhecido como “Silver Dragon” (Dragão Prateado). 

As ondas podem atingir até 9 metros de altura e avançam com grande velocidade pelo leito do rio.

O fenômeno ocorre devido à combinação da maré com o formato do estuário, que canaliza a água e amplifica sua força. 

“Tsunami” fora do mar? Entenda o termo seiche 

Especialistas alertam que o termo tsunami deve ser usado com cautela fora do ambiente oceânico.

Tecnicamente, tsunami é definido pelo deslocamento abrupto do leito marinho, geralmente causado por terremotos. 

Em lagos e rios, o mais adequado é utilizar expressões como onda de impacto por deslizamento ou Seiche.

O Seiche é um movimento oscilatório da água dentro de um lago ou baía, provocado por ventos fortes ou variações de pressão atmosférica. 

Apesar das diferenças técnicas, os efeitos podem ser comparáveis em força e destruição.

Portanto, o risco não deve ser subestimado. 

Pororoca: o Brasil também registra ondas gigantes 

O Brasil também faz parte desse mapa de fenômenos extremos.

As ondas podem chegar a até 6 metros de altura e avançam rio adentro com forte estrondo.

O fenômeno atrai surfistas do mundo inteiro, mas também exige atenção das comunidades locais devido à sua intensidade. 

Água doce também pode ser selvagem 

Embora rios e lagos sejam frequentemente associados à tranquilidade, a realidade pode ser bem diferente.

Sob determinadas condições, esses ambientes podem gerar Ondas gigantes, Megatsunami, Seiche e fenômenos como o do Rio Qiantang ou a Pororoca brasileira. 

Assim, especialistas reforçam que o monitoramento ambiental e a prevenção são fundamentais.

Afinal, quando a água se move com força extrema, seja no mar ou no interior do continente, o impacto pode ser igualmente devastador. 

Veja mais em: Não é só o mar: rios e lagos com podem ter ondas gigantes e correntezas extremas — até mesmo um “tsunami” é possível

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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