Observatório Social da Petrobras e FNP vão vender gás de cozinha a R$ 60 em SP, PA e RJ

Valdemar Medeiros
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01-09-2021 10:25:27
em Economia, Negócios e Política
Petrobras - FNP - gás de cozinha - SP - RJ - PA O movimento faz parte da campanha “Petrobras para os brasileiros”, que luta contra a política de preços da estatal Imagem: Dirceu Portugal/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O Observatório Social da Petrobras e a FNP venderão gás de cozinha por apenas R$ 60 em cidades de SP, PA e RJ em uma campanha contra a política da Petrobras de manter os preços de importação em produtos nacionais

O Observatório Social da Petrobras (OSP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) venderão os botijões de gás de cozinha a R$ 60, na quinta-feira (2), em cidades de SP, PA e RJ como São José dos Campos-SP, Belém-PA e Rio de Janeiro-RJ. O movimento compõe a campanha “Petrobras para os brasileiros”, que luta contra a política da estatal de manter os preços dos seus produtos no Brasil alinhados com o preço de importação.

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Programa da Petrobras destaca o Dia Nacional do Gás a Preço Justo

A iniciativa do OSP e da FNP recebeu o nome de Dia Nacional do Gás a Preço Justo, e terá cadastramento prévio nas regiões de SP, PA e RJ para a retirada do voucher que venderá o gás de cozinha por R$ 60. Ao todo, serão vendidas 1.050 unidades por um preço mais acessível para os consumidores.

De acordo com a FNP em nota, o gás de cozinha poderia ser mais barato, chegando até a metade do valor que é vendido atualmente em diversas regiões do país. Segundo a FNP, o custo de R$ 60, que será vendido em SP, PA e RJ, é considerado um preço justo aos consumidores, de acordo com um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps).

Esse número é resultado da análise da estrutura de custos da Petrobras, eliminando a paridade com a Importação (PPI), que desde 2016 é utilizada pela Petrobras para que os valores dos combustíveis sejam definidos em suas refinarias.

Secretário geral da FNP se pronuncia

De acordo com a entidade sindical, embora cerca de 80% dos derivados do petróleo sejam produzidos no país, o PPI segue o mercado internacional, fazendo com que os consumidores brasileiros paguem o valor de importação em um produto que é feito em seu próprio país. Segundo Adaedson Costa, secretário geral da FNP, com a iniciativa para a venda do gás de cozinha a um preço acessível para SP, PA e RJ, as entidades buscam ajudar famílias necessitadas e dialogar com a população sobre o PPI.

Diferente do que afirma o Governo Federal, não são os impostos estaduais que mais pesam nos preços altos cobrados atualmente no Brasil. As palavras do secretário se referem ao desafio feito por Jair Bolsonaro aos deputados estaduais de zerarem o ICMS sobre o gás de cozinha.

O presidente anunciou a retirada dos impostos federais do custo do produto para que ele seja barateado em 2% do valor total para o consumidor, e acusou os Estados de não fazerem o mesmo em relação ao ICMS, que chega a pesar 14,9% no valor final, de acordo com dados da Petrobras.

Gás de cozinha no Mato Grosso é o mais caro do país

De acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o produto é vendido a R$ 130 em alguns municípios do Mato Grosso, sendo um dos valores mais caros de todo o país e ficando bem acima da média nacional.

A média do preço do gás é de R$ 111,76 no estado e, mesmo quando está “mais barato”, ainda é vendido a R$ 95, ficando bem acima da média do país, que é de 92,58. Em contrapartida, no Nordeste do país a média máxima é de R$ 92.  

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Valdemar Medeiros
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