A Justiça autorizou a poda do maior cajueiro do mundo, localizado em Pirangi do Norte, no Rio Grande do Norte, após solicitação de moradores e comerciantes da região. A decisão, que visa ajustar a expansão da árvore, causou apreensão entre biólogos e profissionais do turismo, que temem impactos negativos à flora e à economia local.
O cajueiro ocupa uma área de mais de 10 mil metros quadrados, sendo reconhecido pelo Guinness Book como o maior do mundo. A árvore é uma das principais atrações turísticas do estado e atrai milhares de visitantes todos os anos, o que gera empregos e movimenta a economia local.

A medida foi determinada judicialmente e está sendo discutida na Câmara de Vereadores de Parnamirim, onde será avaliado o formato e a extensão exata da poda. A proposta é controlar o avanço das galhadas, que segundo alguns moradores, atingem residências e estabelecimentos próximos.
Preocupação com os impactos ecológicos e turísticos
A supressão parcial dos galhos, no entanto, levanta dúvidas sobre os possíveis danos irreversíveis à planta. Especialistas alertam que, mesmo sendo uma ação autorizada, é preciso cautela. Caso a árvore não resista ao procedimento, há risco de morte da planta, o que traria consequências significativas.
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Profissionais que dependem do turismo temem perder sua principal fonte de renda. O cajueiro é símbolo do turismo ecológico da região, sendo um dos pontos mais visitados do estado. A eventual redução da copa pode reduzir o apelo visual e turístico do local.
Segundo relatos de autoridades ambientais, a poda será conduzida com acompanhamento técnico e consulta a órgãos especializados. A ideia é realizar a intervenção de forma controlada, evitando danos maiores ao cajueiro centenário.
Acordo judicial e próximos passos
De acordo com vereadores e membros do poder Judiciário, a ação foi homologada em instância judicial e está em fase de detalhamento técnico. A comissão formada para esse fim deverá apresentar o plano final de execução da poda, definindo a quantidade de metros quadrados a serem reduzidos.
A informação foi divulgada pelo “Band Jornalismo”, que acompanhou as discussões públicas sobre o tema. A emissora também destacou a preocupação de biólogos, que afirmam que “não é simplesmente a supressão de galhadas”, mas sim um procedimento que pode impactar o ecossistema da região.
A expectativa é que as etapas do trabalho sejam divulgadas oficialmente nas próximas semanas, com previsão de início apenas após a aprovação técnica e legal do plano.
E você, acredita que a poda do maior cajueiro do mundo é realmente necessária ou representa um risco desnecessário ao turismo e ao meio ambiente da região?
