A renovação pioneira do navio-Sonda ODN I mobilizou mais de 600 trabalhadores no estaleiro
Rio de Janeiro, 10 de agosto de 2023 – Em uma façanha sem precedentes na indústria marítima do Brasil, o Estaleiro Rio Grande (RS) acaba de completar a manutenção do navio-sonda ODN I, da Foresea. Com mais de 600 trabalhadores mobilizados, a operação inovadora durou 66 dias.
O ODN I, uma imponente embarcação de 240 metros de comprimento, pertence à Foresea, uma empresa renomada no setor de perfuração offshore. Desde que o trabalho começou, o navio permaneceu em terra por dois meses, passando por um processo exaustivo de reparação e modernização.
O Desafio da Manutenção Inédita
Preparação e Planejamento
O Estaleiro Rio Grande, propriedade da Ecovix, preparou um plano especial para o navio-sonda, incluindo a construção de um berço personalizado. Ricardo Ávila, diretor operacional da Ecovix, explicou o desafio: “Foi algo nunca antes feito, tanto para o cliente quanto para o estaleiro. Nosso maior obstáculo foi encontrar mão de obra técnica para trabalhar em um prazo curto. Mas após três meses de preparação, os resultados foram muito positivos”.
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Continuação da Jornada
Agora, o ODN I segue para o Rio de Janeiro, onde passará mais um mês para conclusão da revisão. Durante esse tempo, serão reinstalados equipamentos importantes e embarcados materiais necessários para reiniciar as operações. Gioppo reforça: “Estamos prontos para um novo contrato, mantendo o padrão de excelência e segurança que define a Foresea”.
Uma Sonda com História
Intervenções em 63 Poços
A ODN I faz parte das cinco sondas próprias de perfuração offshore operadas pela Foresea. Nos últimos 10 anos, trabalhou em diversos campos de águas profundas e ultra-profundas, tendo intervindo em 63 poços.
Tecnologia de Ponta
Equipada com sistema de posicionamento dinâmico DP-3 e tecnologia de perfuração com pressão MPD (Managed Pressure Drilling), a ODN I pode operar em profundidades de até 3,048 metros. Sua habilidade de perfurar poços produtores, injetores e exploratórios com alta complexidade, segurança e precisão é uma das mais avançadas, chegando a profundidades de até 12.195 metros.
Conclusão
A renovação do navio-sonda ODN I simboliza uma etapa significativa para a indústria offshore brasileira. Com inovação, planejamento e colaboração, este projeto abre portas para futuras manutenções de grandes embarcações no Brasil. A Foresea, juntamente com o Estaleiro Rio Grande, deu um passo ousado para redefinir os padrões de excelência, colocando o país na vanguarda da tecnologia marítima mundial.
