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Novo porta-aviões nuclear dos EUA mede 333 metros, desloca cerca de 100 mil toneladas e avança para entrega após incorporar mais de 23 novas tecnologias de combate

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Escrito por Carla Teles Publicado em 04/10/2026 às 22:57 Atualizado em 04/10/2026 às 23:02
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Novo porta-aviões nuclear dos EUA mede 333 metros, desloca cerca de 100 mil toneladas e avança para entrega após incorporar mais de 23 novas tecnologias de combate (1)
Porta-aviões nuclear USS John F. Kennedy tem aceitação preliminar, mede 333 metros e reúne novas tecnologias antes da entrega. Imagem: HII.
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Porta-aviões nuclear USS John F. Kennedy alcança aceitação preliminar, mede 333 metros, desloca cerca de 100 mil toneladas e incorpora mais de 23 tecnologias novas.

O porta-aviões nuclear USS John F. Kennedy, identificado como CVN 79, avançou para uma das últimas etapas antes de sua entrega formal à Marinha dos Estados Unidos. Construído pela divisão Newport News Shipbuilding, da HII, na Virgínia, o navio recebeu aceitação preliminar após concluir testes de aceitação e agora segue para uma fase de avaliações operacionais e preparação da tripulação.

As informações foram publicadas pela Naval Today em 30 de setembro de 2026. O CVN 79 é o segundo porta-aviões da classe Gerald R. Ford e possui 333 metros de comprimento, deslocamento aproximado de 100 mil toneladas e uma arquitetura que incorpora mais de 23 novas tecnologias voltadas a áreas como propulsão, geração de energia, manuseio de armamentos e lançamento de aeronaves.

Aceitação preliminar coloca navio a um passo da entrega

Porta-aviões nuclear USS John F. Kennedy tem aceitação preliminar, mede 333 metros e reúne novas tecnologias antes da entrega.
Imagem: HII.

A aceitação preliminar representa a etapa final antes da entrega formal do USS John F. Kennedy à Marinha dos Estados Unidos. Com esse marco, a força naval pode iniciar testes e avaliações dos sistemas do navio em ambiente operacional enquanto a tripulação continua o treinamento necessário para ampliar sua proficiência.

O porta-aviões nuclear havia concluído seus testes de aceitação em agosto. Depois da nova etapa, deixou as instalações da HII em Newport News e tem transferência prevista para a Estação Naval de Norfolk, também no estado da Virgínia.

O avanço não significa que todos os testes terminaram, mas indica que o programa entrou na reta final antes da incorporação plena do navio à frota. A própria HII informou que os preparativos agora continuam com foco nessa integração.

A sequência também marca a evolução de um projeto cuja construção começou há mais de 15 anos, desde as primeiras etapas industriais até os testes em mar realizados em 2026.

Porta-aviões nuclear tem 333 metros e cerca de 100 mil toneladas

As dimensões do USS John F. Kennedy ajudam a mostrar a escala do projeto. O navio tem 333 metros de comprimento, equivalente a 1.092 pés, e desloca aproximadamente 100 mil toneladas.

Esses números colocam o CVN 79 entre as maiores embarcações militares construídas para a Marinha dos Estados Unidos e refletem a infraestrutura necessária para operar aeronaves, sistemas de propulsão nuclear, armamentos e uma grande tripulação.

O porta-aviões nuclear pertence à classe Gerald R. Ford, desenvolvida para substituir progressivamente os porta-aviões da classe Nimitz.

Segundo a fonte, a nova classe foi projetada para aprimorar atividades essenciais de operação aérea, incluindo lançamento e recuperação de aeronaves, geração de surtidas e eficiência da tripulação.

Mais de 23 novas tecnologias foram incorporadas ao projeto

Porta-aviões nuclear USS John F. Kennedy tem aceitação preliminar, mede 333 metros e reúne novas tecnologias antes da entrega.
Imagem: HII.

A Marinha dos Estados Unidos afirma que os navios da classe Gerald R. Ford incorporam mais de 23 novas tecnologias em comparação com gerações anteriores.

As mudanças estão distribuídas por diferentes áreas do porta-aviões, incluindo sistemas de propulsão, geração de energia, movimentação de armamentos e lançamento de aeronaves.

O objetivo dessas alterações é melhorar o desempenho operacional e tornar determinadas tarefas mais eficientes durante as missões.

A quantidade de tecnologias novas torna a entrada em serviço um processo que vai além da simples conclusão física do casco. Sistemas precisam ser testados, avaliados e operados pela tripulação antes de o navio atingir sua capacidade plena.

Construção começou em 2011 com corte das primeiras chapas

A história industrial do CVN 79 começou em fevereiro de 2011, quando foi realizada a cerimônia de corte do aço.

A quilha foi assentada no Newport News Shipbuilding em 22 de agosto de 2015, marcando uma das etapas tradicionais de construção do navio.

Em junho de 2017, o projeto atingiu 50% de conclusão. Menos de um ano depois, em abril de 2018, o progresso chegou a 75%.

A trajetória mostra o intervalo necessário para fabricar um porta-aviões nuclear desse porte, integrar equipamentos complexos e conduzir uma sequência extensa de verificações antes da entrega.

O navio chegou ao mar pela primeira vez somente em janeiro de 2026, quando iniciou os testes de mar conduzidos pelo construtor.

Primeira saída ao mar ocorreu em janeiro de 2026

Durante os testes iniciais em mar, marinheiros, construtores navais e equipes técnicas avaliaram sistemas considerados essenciais para a operação do USS John F. Kennedy.

Também participaram integrantes do Naval Sea Systems Command e do Program Executive Office for Aircraft Carriers, estruturas envolvidas diretamente com sistemas navais e programas de porta-aviões.

Os testes permitiram verificar o comportamento do navio fora do estaleiro e analisar o funcionamento conjunto das tecnologias instaladas a bordo.

Essa etapa foi necessária antes dos testes de aceitação realizados posteriormente e da aceitação preliminar obtida agora.

O processo demonstra como a entrada em serviço de uma embarcação desse porte é feita em fases sucessivas, nas quais a conclusão da construção física é acompanhada por avaliações técnicas e operacionais.

Classe Gerald R. Ford substituirá porta-aviões Nimitz

Porta-aviões nuclear USS John F. Kennedy tem aceitação preliminar, mede 333 metros e reúne novas tecnologias antes da entrega.
Imagem: HII.

O USS John F. Kennedy é o segundo navio da classe Gerald R. Ford, concebida para substituir os porta-aviões da classe Nimitz utilizados pela Marinha americana.

A mudança entre as classes envolve a adoção de novos sistemas e a tentativa de aumentar a eficiência das operações realizadas no convés e no interior das embarcações.

Entre os objetivos citados estão melhorias na capacidade de lançamento e recuperação de aeronaves e na quantidade de surtidas que podem ser realizadas.

O porta-aviões nuclear também incorpora mudanças destinadas a melhorar a eficiência da tripulação, aspecto relevante em uma plataforma militar com grande quantidade de sistemas operados simultaneamente.

Newport News concentra construção do novo porta-aviões

O CVN 79 foi construído no estaleiro Newport News Shipbuilding, divisão da HII localizada na Virgínia.

Foi nesse complexo que ocorreram etapas como assentamento da quilha, montagem do navio e preparação para os testes realizados no mar.

Depois da aceitação preliminar, o John F. Kennedy deixou as instalações do estaleiro e deve seguir para a Estação Naval de Norfolk.

A movimentação representa uma mudança importante no ciclo do programa: o foco passa gradualmente da construção industrial para a preparação operacional e integração à frota.

A HII informou que continuará apoiando os preparativos necessários para essa incorporação.

Entrega formal será o próximo grande marco do CVN 79

Com a aceitação preliminar concluída, o USS John F. Kennedy entra agora na fase imediatamente anterior à entrega formal à Marinha dos Estados Unidos.

A tripulação continuará desenvolvendo treinamento operacional enquanto sistemas e tecnologias do navio passam por avaliações adicionais.

O avanço encerra mais uma etapa de um projeto iniciado em 2011 e que agora coloca um porta-aviões de 333 metros, cerca de 100 mil toneladas e mais de 23 novas tecnologias mais perto de integrar a frota americana.

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Carla Teles

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