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Novo motor elétrico da magniX promete 175 kW, pesa só 55 kg e mira aviões leves de treinamento

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 30/04/2026 às 00:04
Atualizado em 30/04/2026 às 00:14
Motor magniAIR tem 175 kW, refrigeração a ar e mira aviação elétrica leve com estreia prevista para este ano.
Motor magniAIR tem 175 kW, refrigeração a ar e mira aviação elétrica leve com estreia prevista para este ano.
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O novo motor elétrico magniAIR foi apresentado pela magniX para atender aviões pequenos, escolas de voo e construtores experimentais, com integração completa a baterias e eletrônica de potência, além de previsão de primeiro voo ainda este ano e comercialização estimada para 2027

A magniX apresentou o magniAIR, um novo motor elétrico de 175 kW e 55 kg voltado à aviação geral, com foco em aeronaves leves, voos recreativos e treinamento de pilotos. O equipamento foi desenvolvido para oferecer uma alternativa elétrica em um segmento no qual a mudança pode ocorrer de forma mais direta.

O lançamento não busca disputar espaço com grandes jatos comerciais. A proposta do motor elétrico está concentrada em aviões pequenos, escolas de voo e construtores amadores, áreas em que custos, manutenção e adaptação tecnológica têm peso decisivo.

Motor elétrico mira a aviação leve

O magniAIR se destaca pela combinação entre potência e baixo peso. Com 175 kW e apenas 55 kg, o motor elétrico apresenta uma relação potência-peso considerada relevante para a aviação, setor em que cada quilo influencia eficiência e autonomia útil.

A aplicação inicial mira a aviação leve, especialmente modelos usados em formação e uso recreativo. A proposta é permitir uma eletrificação mais próxima da operação real, sem depender de projetos voltados aos grandes aviões comerciais.

Integração no RV-10 marca avanço prático

O novo motor elétrico já tem um destino definido para os primeiros testes em voo. A magniX pretende integrá-lo a um Van’s Aircraft RV-10, avião bastante popular entre entusiastas da aviação experimental, com primeiro voo previsto para este ano.

A empresa oferece um sistema completo, formado por motor, eletrônica de potência e baterias Samson. Essa integração busca reduzir a complexidade de adaptação, uma das barreiras para ampliar o uso de soluções elétricas em aeronaves já existentes.

A proposta não exige redesenhar totalmente o avião desde o início. O sistema foi apresentado como uma opção para adaptação, conectando motorização elétrica, armazenamento de energia e controle eletrônico em uma solução integrada.

Custos menores podem afetar escolas de voo

Um dos pontos centrais do magniAIR está nos custos operacionais. O motor elétrico tem menos peças móveis, demanda menos revisões e elimina o gasto com combustível fóssil durante o voo.

Esse fator pode impactar diretamente a formação de pilotos, hoje pressionada por custos de combustível e manutenção de motores de combustão. Em muitos países, a formação está mais cara em um momento de escassez de profissionais.

A substituição de aviões de treinamento antigos por versões elétricas também aparece como possibilidade. Muitos modelos usados nessa área datam dos anos 70, e a troca por aeronaves elétricas pode melhorar eficiência, segurança e experiência de voo.

Regras podem acelerar adoção

O ambiente regulatório também favorece o avanço do segmento. Nos Estados Unidos, a atualização da norma MOSAIC da FAA deve ampliar a categoria de aeronaves leves, permitindo mais usos e desenhos.

Na Europa, a EASA também avança em certificações para aeronaves elétricas e híbridas. Esse movimento abre espaço para que tecnologias como o motor elétrico magniAIR encontrem aplicação em novos projetos.

Além da aviação recreativa, a tecnologia pode servir de base para aviões regionais elétricos ou híbridos, eVTOLs e aplicações em defesa e logística leve. A comercialização do magniAIR é estimada para 2027.

No curto prazo, o motor elétrico pode transformar a formação de pilotos, tornando-a mais acessível e menos poluente. Em etapas posteriores, sistemas desse tipo podem estimular infraestrutura de recarga em aeroportos pequenos e apoiar modelos de aviação local mais silenciosos e limpos.

Com informações manix

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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