SUV híbrido flex da BYD antecipa o design da linha 2027, ganha câmbio na coluna de direção e pode alcançar até 133 km de autonomia elétrica na nova geração, apresentada durante inauguração da fábrica em Camaçari (BA).
A BYD apresentou, durante a inauguração de sua fábrica em Camaçari (BA), o Song Pro como seu primeiro veículo híbrido plug-in flex produzido no país.
O modelo antecipa o visual que será adotado pela marca a partir de 2026, identificado como linha 2027, e incorpora o câmbio instalado ao lado do volante, além de alterações no painel e na central multimídia.
Segundo informações da montadora, o Song Pro flex representa o início de uma nova fase industrial da BYD no Brasil, com foco em eletrificação e uso de etanol como alternativa de combustível renovável.
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Lançamento na China apresenta versão com 133 km de autonomia
O Song Pro DM-i 2026 foi apresentado oficialmente na China em 23 de outubro, com mudanças no design e na cabine.
A principal evolução é a versão com autonomia elétrica de até 133 km em ciclo local (CLTC), de acordo com dados oficiais da BYD.
Essa autonomia, ainda não confirmada para o mercado brasileiro, amplia o alcance elétrico em relação às versões anteriores, que variavam entre 75 km e 115 km no padrão chinês.
Reestilização traz nova linguagem Dragon Face
O novo visual do Song Pro adota integralmente a linguagem de design Dragon Face, já utilizada em outros modelos da marca.

Os faróis estão mais estreitos e a grade dianteira foi redesenhada, substituída por elementos em formato de “C” que contornam as entradas de ar.
De acordo com a fabricante, a traseira também recebeu alterações, incluindo nova base de para-choque e rodas redesenhadas, mantendo proporções semelhantes às da geração anterior.
Cabine redesenhada com câmbio na coluna
No interior, o Song Pro passa a ter seletor de marchas na coluna de direção, substituindo a manopla central.
A BYD informa que essa configuração melhora o aproveitamento do espaço interno, liberando área no console para novos compartimentos e comandos físicos.
O carregador por indução de 50 W substitui o anterior de 15 W, oferecendo recarga mais rápida para celulares compatíveis.
O painel digital foi redesenhado e agora se integra à central multimídia, enquanto o volante adota traços mais retos.
O conjunto interno segue a mesma disposição visual do Song Plus, também vendido no país.
Motorização híbrida e dados de desempenho
O Song Pro nacional utiliza o motor 1.5 aspirado combinado a um propulsor elétrico.

A versão GL entrega 223 cv e 40,8 kgfm de torque, enquanto a GS atinge 235 cv e 43 kgfm, segundo dados oficiais da marca.
As baterias possuem 12,9 kWh e 18,3 kWh, respectivamente.
Em homologação brasileira (PBEV/Inmetro), a autonomia elétrica é de 49 km na versão GL e 68 km na GS.
Técnicos do setor explicam que a diferença em relação aos números divulgados na China ocorre porque os ciclos de medição nacionais são mais rigorosos que o CLTC utilizado pelo mercado chinês.
Versão flex e ajustes para o mercado brasileiro
A versão apresentada na Bahia traz o sistema híbrido plug-in flex, compatível com etanol e gasolina.
Segundo a BYD, a calibração do motor foi ajustada para operar com diferentes taxas de compressão e controle eletrônico específico para cada tipo de combustível.
Ainda não há confirmação sobre a chegada ao Brasil da configuração com 133 km de autonomia, que depende da homologação de uma bateria de maior capacidade e da adaptação ao motor flex.
Produção nacional e cronograma de atualização
A unidade da BYD em Camaçari (BA) iniciou suas operações com a montagem dos modelos Dolphin Mini, King e Song Pro.
As primeiras unidades do SUV serão montadas em regime SKD, ou seja, com conjuntos pré-montados importados da China.
Segundo a empresa, o facelift do Song Pro, já lançado no mercado chinês, deve começar a ser produzido localmente em 2026, integrando a linha 2027.
Especialistas do setor automotivo afirmam que essa transição permitirá maior nacionalização de componentes e ampliação da capacidade produtiva.
Eficiência no uso urbano e rodoviário
O sistema híbrido DM-i, utilizado pela BYD, permite que o Song Pro opere longos trechos apenas com o motor elétrico, especialmente em uso urbano.
Quando a carga da bateria é reduzida, o motor a combustão entra em operação para gerar energia ou tracionar o veículo.

De acordo com engenheiros consultados pelo setor, esse tipo de configuração tende a reduzir o consumo médio de combustível e as emissões urbanas, além de oferecer maior suavidade de funcionamento, já que o propulsor térmico atua em faixas otimizadas.
Equipamentos e recursos tecnológicos
O modelo mantém recarga em corrente alternada (AC) de até 6,6 kW, função V2L (Vehicle-to-Load) que permite alimentar aparelhos externos e atualizações de sistema OTA (Over The Air).
A central multimídia continua com tela rotativa e compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay.
O painel digital, segundo a marca, recebeu nova resolução e maior integração ao restante da cabine.
O veículo conta ainda com assistentes de condução (ADAS), que incluem alerta de colisão, frenagem automática e controle de cruzeiro adaptativo.
Perspectivas e próximos passos
O cronograma de lançamento do Song Pro flex no mercado nacional ainda depende de ajustes produtivos e da homologação das novas versões.
Fontes do setor apontam que a BYD deve manter duas versões principais, com diferentes capacidades de bateria, e adicionar pelo menos uma opção com o sistema flex como padrão.
Se confirmada, a versão de 133 km de autonomia poderá ser oferecida em uma configuração superior, ampliando o portfólio de híbridos plug-in da marca no país.
Contexto industrial e posicionamento
O Song Pro integra o trio de veículos escolhidos pela BYD para marcar o início da produção local.
A estratégia, segundo a empresa, busca consolidar o Brasil como base de exportação regional e fortalecer o uso do etanol como combustível de transição energética.
A nacionalização gradual dos componentes, aliada ao novo design e à adoção do câmbio na coluna, é vista por analistas da indústria como parte da padronização global da marca.
Com a chegada da linha 2027, a expectativa é de que o Song Pro reforce a participação da BYD no segmento de híbridos plug-in no país.
Mas a principal dúvida permanece: o consumidor brasileiro valorizará mais o novo design, a autonomia ampliada ou a tecnologia flex do conjunto híbrido?

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