1. Início
  2. Curiosidades
  3. Dono da Havan viu um vídeo de pedreiro assentando pedra com apenas uma perna, ligou por chamada de vídeo e prometeu uma prótese de R$ 80 mil, mas impôs uma condição para entregar
Faça um comentário 5 min de leitura

Dono da Havan viu um vídeo de pedreiro assentando pedra com apenas uma perna, ligou por chamada de vídeo e prometeu uma prótese de R$ 80 mil, mas impôs uma condição para entregar

Imagem de perfil do autor Bruno Teles
Escrito por Bruno Teles Publicado em 01/08/2026 às 15:28 Atualizado em 01/08/2026 às 15:35
Pedreiro que assenta pedra com uma perna só recebeu chamada de vídeo do dono da Havan e a promessa de uma prótese de R$ 80 mil, com uma condição junto.
Pedreiro que assenta pedra com uma perna só recebeu chamada de vídeo do dono da Havan e a promessa de uma prótese de R$ 80 mil, com uma condição junto.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Douglas Costa Ribeiro trabalha como calceteiro em obras do Sul catarinense e perdeu a perna esquerda aos 16 anos. A rotina dele virou reportagem, depois viralizou, e em 7 de julho de 2026 chegou uma chamada de vídeo com Luciano Hang e um ortopedista do outro lado da tela.

A conversa durou poucos minutos e mudou uma rotina de quase vinte anos. Em 7 de julho de 2026, o pedreiro Douglas Costa Ribeiro, de 35 anos, morador de Laguna, no Sul de Santa Catarina, recebeu uma chamada de vídeo do empresário Luciano Hang, dono da Havan, acompanhado do ortopedista Davi Lisbôa. O anúncio foi a doação de uma prótese avaliada em R$ 80 mil, conforme reportagem de Sofia Volpi publicada pelo portal Crusoé em 31 de julho de 2026 e cobertura do ND Mais e do Sul in Foco.

A comparação usada pelo empresário para descrever o equipamento foi automotiva: uma prótese boa, como se fosse uma Ferrari. Junto com a promessa veio uma condição, formulada de maneira direta na própria chamada, e é ela que dá o contorno da história.

Quem é o pedreiro do vídeo

Pedreiro que assenta pedra com uma perna só recebeu chamada de vídeo do dono da Havan e a promessa de uma prótese de R$ 80 mil, com uma condição junto.
Pedreiro que assenta pedra com uma perna só recebeu chamada de vídeo do dono da Havan e a promessa de uma prótese de R$ 80 mil, com uma condição junto.

Douglas perdeu a perna esquerda aos 16 anos e trabalha há anos em obras, hoje como calceteiro, função de quem assenta pedra e lajota para formar ruas e calçadas. É serviço feito de cócoras, com peso, em superfície irregular, e ele o executa apoiado em uma perna.

A trajetória profissional começou ao lado do pai, como ajudante de carpinteiro. Com o tempo, juntou dinheiro para comprar as próprias ferramentas e passou a atuar por conta. Ele tem uma filha, cinco enteados e seis netos. O sonho declarado por ele é voltar a caminhar sem limitação para acompanhar a família em passeios.

Como a história saiu da obra e chegou à internet

O caso não nasceu nas redes sociais. Nasceu de uma reportagem local. O portal catarinense Sul in Foco registrou a rotina do pedreiro Douglas em uma obra na rodovia SC 108, no trecho entre Criciúma e Cocal do Sul, e publicou o material no fim de maio de 2026.

O texto viralizou. Douglas passou a receber mensagens de apoio, elogios e ofertas de ajuda vindas de vários estados, e ele mesmo descreveu o efeito com constrangimento, dizendo ter ficado sem jeito com a repercussão. Entre os contatos apareceu uma equipe ligada ao empresário, que passou a acompanhar o caso a partir dali. A corrente de solidariedade começou semanas antes de qualquer doação ser anunciada.

O processo começou em junho, não em julho

Pedreiro que assenta pedra com uma perna só recebeu chamada de vídeo do dono da Havan e a promessa de uma prótese de R$ 80 mil, com uma condição junto.
Pedreiro que assenta pedra com uma perna só recebeu chamada de vídeo do dono da Havan e a promessa de uma prótese de R$ 80 mil, com uma condição junto.

A chamada de vídeo de julho foi o desfecho visível de um percurso que já corria havia um mês. Ainda em junho de 2026, o ortopedista responsável entrou em contato direto com Douglas para marcar uma avaliação em Tubarão, e a consulta foi realizada na sequência.

Naquele encontro, ele conheceu os modelos e componentes que poderiam ser usados no equipamento, incluindo joelho e pé. A reação registrada na época mostra o contraste com o que ele tinha antes: disse que era tudo diferente da perna mecânica recebida anos atrás e que lhe explicaram que a nova seria mais confortável e mais durável. Ele convivia com dores e limitações havia anos.

A condição imposta na chamada

O pedido de Hang foi simples e explícito. Ele afirmou querer que o pedreiro Douglas se comprometesse a usar a prótese, argumentando que não adiantaria comprar um equipamento para ele deixá lo parado.

Existe uma razão prática por trás disso, e ela é conhecida por quem trabalha com reabilitação. Próteses de alto custo frequentemente ficam guardadas quando a adaptação é difícil, dolorosa ou incompatível com a rotina de trabalho do usuário. O ortopedista respaldou a qualidade do equipamento na mesma conversa, dizendo que daria segurança e mobilidade ampla. Douglas respondeu que usaria no dia a dia, no serviço e em tudo, e citou algo específico: poder passear de mãos dadas com a esposa.

A adaptação está em curso

Semanas depois do anúncio, o processo de adaptação começou. Não é imediato, e Douglas descreve com franqueza a dificuldade envolvida.

Segundo o relato dele, está andando com a prótese para observar como o corpo responde, e o equipamento é grande. Ainda levaria algumas semanas até conseguir usá lo em casa no cotidiano. A frase que resume a etapa é curta: só o fato de andar novamente não tem preço. Adaptação a prótese de membro inferior exige treino de marcha, ajuste de encaixe e fortalecimento muscular, e o corpo precisa reaprender um padrão de movimento que ficou quase duas décadas em outro formato.

O que motivou o empresário

Hang afirmou ter ficado admirado desde a primeira vez que assistiu ao vídeo, citando persistência, determinação e coragem. Em publicação nas redes, escreveu que Douglas é um exemplo de superação e merece apoio para continuar transformando a própria vida.

Doações individuais divulgadas em redes sociais fazem parte da atuação pública do empresário, que já anunciou repasses em outras situações de repercussão, como valores destinados a famílias atingidas por enchentes no Rio Grande do Sul e o custeio de tratamento de saúde de uma criança em cidade gaúcha. O caso de Laguna segue esse mesmo formato, com o anúncio feito em vídeo e o acompanhamento divulgado nas plataformas.

O que a história expõe além da doação

Há um dado que atravessa o caso e costuma passar despercebido na comoção. Uma prótese de R$ 80 mil está muito acima da capacidade de compra de um trabalhador que assenta pedra em obra de rodovia, e Douglas convivia com dores e limitações havia anos usando um equipamento antigo e inadequado.

A diferença entre a situação anterior e a atual não foi produzida por política pública, e sim pela viralização de uma reportagem local e pela decisão pessoal de um empresário. Isso resolve o problema de um homem e não resolve o de quem não aparece em vídeo. A história é boa, e essa observação não a diminui, apenas indica que o que mudou a vida dele foi a exceção, não a regra.

E você, acha justo que uma doação venha com condição? Conta aqui nos comentários o que achou do pedido do empresário, e se conhece alguém que precisou de prótese e enfrentou dificuldade para conseguir.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Tags
Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x