A nova Amarok será feita na Argentina com investimento de US$ 580 milhões. O modelo estreia em 2027 com design local, plataforma SAIC e foco total no consumidor da América do Sul.
Atenção, amantes de picape com pegada bruta e alma refinada: vem aí a nova Amarok. E vem com tudo. A Volkswagen confirmou que a próxima geração da sua picape média será lançada em 2027, produzida com exclusividade na Argentina, e com DNA repaginado para cair como uma luva no mercado sul-americano.
O investimento não é brincadeira: US$ 580 milhões para transformar a planta de General Pacheco num polo de inovação sobre rodas. E a base do projeto? Uma aliança improvável (e potente) com os chineses da SAIC, que cederam a plataforma da Maxus T90 para dar vida ao novo modelo — mas com a Volkswagen dando todo o tempero local.
O que muda com a nova Amarok?
Praticamente tudo. Mas calma: a essência parruda da Amarok continua. A diferença é que agora ela vai falar com sotaque argentino, usar componentes chineses e vestir um design desenhado no Brasil. Sim, o novo visual será 100% desenvolvido pelo Centro de Design da Volkswagen na América do Sul — o que significa linhas mais agressivas, soluções modernas e aquele toque tropical que só quem vive na estrada de chão entende.
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E enquanto a Ford já está com a nova Ranger bombando na região, a VW decidiu seguir um caminho mais independente. Nada de usar o projeto global. A nova Amarok será exclusiva para o mercado sul-americano, pensada desde o esboço para agradar quem encara buraco, barro, carga e cidade no mesmo dia.
Plataforma chinesa, performance alemã
Pode parecer inusitado, mas a parceria com a SAIC — gigante chinesa — foi a forma encontrada para acelerar o desenvolvimento da nova Amarok sem depender do projeto global europeu (que não virá pra cá). A plataforma da Maxus T90 serve de base estrutural, mas toda a engenharia e acerto dinâmico ficarão nas mãos da equipe da Volkswagen.
Ou seja: vai ter pegada de Amarok, sim. Mas com coração novo, chassis atualizado e muito mais conectividade a bordo. Ainda não há detalhes oficiais sobre o motor, mas é bem provável que a nova geração mantenha opções a diesel e, quem sabe, até uma versão eletrificada no radar futuro.
E até lá, o que acontece com a Amarok atual?
Fica firme na pista. A versão atual, com motor V6 turbodiesel, continua em produção até o lançamento da sucessora. É o típico “vai segurando que tem mais vindo aí”. A Amarok 2024/25 ainda tem força de mercado e deve manter fôlego nas concessionárias brasileiras, principalmente por ser a única V6 diesel do segmento em várias regiões.

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