Réplica sueca que atravessou mares e chegou ao Canadá sofreu danos no mastro e na popa durante a produção dirigida por Christopher Nolan.
Uma embarcação histórica utilizada nas filmagens de “A Odisseia” tornou-se o centro de uma disputa entre uma associação sueca e a Universal.
O Glad av Gillberga, réplica de um navio viking, permaneceu aproximadamente seis meses sob responsabilidade do estúdio cinematográfico.
A embarcação teria retornado das gravações com danos na popa, no mastro e em outras partes de sua estrutura.
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Os responsáveis pelo barco afirmam que os reparos já foram concluídos. Mesmo assim, o pagamento de aproximadamente US$ 6 mil continua pendente.
Associação sueca cobra pagamento pelos reparos
A embarcação pertence à associação sem fins lucrativos Vikingaleden, localizada na região de Värmland, no oeste da Suécia.
Após receber o navio danificado, os integrantes da organização realizaram os consertos necessários para recuperar sua estrutura.
A entidade enviou posteriormente uma cobrança à Universal, no valor aproximado de US$ 6 mil, equivalente a cerca de R$ 30 mil.
O montante considera somente os materiais utilizados durante a restauração.
Nenhum custo relacionado ao trabalho voluntário dos integrantes foi incluído na fatura encaminhada ao estúdio.
Segundo a Vikingaleden, o acordo firmado antes das filmagens previa que a associação faria os reparos e receberia o reembolso.
Fatura estaria pendente há cerca de um ano
O presidente da Vikingaleden, Peter Olausson, afirmou que a cobrança permanece sem pagamento aproximadamente um ano após sua emissão.
De acordo com Olausson, a associação solicita apenas o ressarcimento dos materiais utilizados no conserto.
“Estamos cobrando apenas o custo do material, não da mão de obra”, declarou o presidente da organização.
Olausson também afirmou que o valor representa uma quantia relativamente pequena para um grande estúdio cinematográfico.
A situação, entretanto, possui um impacto relevante para a associação responsável pela manutenção da embarcação.
A Vikingaleden reúne cerca de 200 integrantes e também administra uma vila viking e um museu.
Navio já atravessou o Mar do Norte e chegou ao Canadá
O Glad av Gillberga foi inspirado em um naufrágio datado de aproximadamente 1040.
Os vestígios da antiga embarcação foram encontrados no fiorde de Roskilde, localizado na Dinamarca.
Durante quase três décadas de atividades, a réplica navegou por importantes regiões marítimas.
O navio já percorreu o Mar do Norte, atravessou o Mar Báltico e participou de uma viagem até o Canadá.
A embarcação voltou a operar normalmente depois dos reparos realizados pelos integrantes da associação.
O orgulho de participar de uma produção internacional, porém, foi ofuscado pela ausência do reembolso, segundo Olausson.

Embarcação foi transformada para representar a Grécia Antiga
O navio viking foi utilizado como uma das embarcações de escolta da frota apresentada em “A Odisseia”.
A equipe de produção precisou modificar diferentes características do barco para aproximá-lo das embarcações da Grécia Antiga.
Tendas, equipamentos modernos e outros elementos foram retirados durante a preparação para as filmagens.
O convés permaneceu aberto durante o período em que a tripulação participou das gravações.
O capitão sueco Björn Ahlander afirmou que as adaptações tornaram os seis meses de trabalho especialmente difíceis.
A tripulação permaneceu no navio durante as filmagens realizadas em ilhas gregas e italianas.
Produção milionária adapta poema épico de Homero
Dirigido por Christopher Nolan, “A Odisseia” adapta o poema épico atribuído a Homero.
A história acompanha Odisseu, rei de Ítaca, durante sua longa viagem de retorno para casa após a Guerra de Troia.
A produção teria custado aproximadamente US$ 250 milhões.
O Glad av Gillberga foi usado entre os navios que formavam a frota apresentada no longa-metragem.
A principal embarcação do protagonista foi representada pelo Draken Harald Hårfagre, uma réplica norueguesa com 35 metros de comprimento.
Universal foi procurada para comentar a cobrança
A Vikingaleden afirma que o estúdio descumpriu o compromisso de reembolsar os materiais usados na restauração.
O pagamento representa um valor importante para uma entidade mantida por integrantes e trabalho voluntário.
A Universal foi procurada para comentar o caso envolvendo o navio viking utilizado nas filmagens.
A embarcação permanece em funcionamento, enquanto a associação continua aguardando o pagamento prometido.
Você acredita que um grande estúdio deve assumir rapidamente os custos de danos causados a peças históricas usadas em produções cinematográficas? Deixe sua opinião!
