Travessia de 76 noites levou o Borealis do Reino Unido ao Brasil em uma estreia marcada pelo Carnaval carioca, dimensões impressionantes e uma rota internacional que reuniu portos da Europa, África e América antes do retorno da embarcação a Southampton.
O navio de cruzeiro Borealis atravessou o Atlântico e chegou ao Brasil durante uma viagem de 76 noites que ligou o Reino Unido a diferentes portos da América do Sul, reunindo turismo marítimo, longa permanência a bordo e escalas em cidades de vários países.
Em sua primeira passagem pelo Rio de Janeiro, a embarcação atracou durante o Carnaval e permaneceu no terminal carioca enquanto a cidade realizava parte de sua principal programação festiva, condição que deu à escala um caráter inédito dentro do itinerário internacional planejado pela companhia.
Operado pela Fred. Olsen Cruise Lines, o Borealis apresenta dimensões que ajudam a explicar o impacto visual provocado por sua chegada, já que mede aproximadamente 238 metros de comprimento e reúne uma estrutura voltada a viagens prolongadas em diferentes regiões do mundo.
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Segundo informações divulgadas pela empresa, o navio possui 702 cabines e suítes, capacidade padrão para 1.353 passageiros e uma tripulação formada por 642 profissionais, números que colocam a embarcação entre os cruzeiros de porte intermediário usados em rotas de longa duração.
Borealis chega ao Brasil após travessia pelo Atlântico
A travessia começou em Southampton, no sul da Inglaterra, em 28 de janeiro de 2026, antes de avançar por La Coruña, na Espanha, Las Palmas, nas Ilhas Canárias, e Praia, em Cabo Verde, formando uma rota contínua entre Europa, África e América do Sul.
Antes de alcançar o Rio de Janeiro, Salvador recebeu a primeira escala brasileira do roteiro, permitindo que o navio seguisse pela costa até o terminal carioca, onde atracou em 13 de fevereiro e permaneceu durante três dias em plena abertura dos principais eventos do Carnaval.
Ao chegar ao Pier Mauá, o Borealis realizou sua estreia no terminal internacional de cruzeiros da cidade, enquanto a permanência prolongada permitiu aos passageiros desembarcar durante o período festivo sem a necessidade de retorno imediato, situação diferente das escalas concluídas em poucas horas.
Apresentada pela Fred. Olsen Cruise Lines como uma grande viagem de exploração pela América do Sul e pela região antártica, a programação foi estruturada para combinar travessias oceânicas, cidades portuárias, canais estratégicos e destinos distribuídos por diferentes zonas climáticas e culturais.
Viagem de 76 noites percorre diferentes regiões da América do Sul
Depois da passagem pelo Brasil, o percurso continuou em direção a Buenos Aires e Montevidéu, seguindo posteriormente para Punta Arenas e trechos dos fiordes chilenos, onde a navegação avançou por áreas marítimas ligadas ao extremo sul do continente sul-americano.
Na costa do Pacífico, o Borealis passou por Valparaíso, Coquimbo, Iquique e Arica, no Chile, além de incluir Paracas e Callao, no Peru, e Guayaquil, no Equador, conectando cidades de vários países em uma única operação iniciada no Reino Unido.
Entre os pontos centrais do itinerário, a passagem pelo Canal do Panamá permitiu que o navio cruzasse entre os oceanos Pacífico e Atlântico, antes de seguir para Puerto Limón, Colón e Cartagena das Índias, já na etapa de retorno pelo Caribe.
Por reunir 76 noites, a viagem entrou na categoria de cruzeiros prolongados oferecidos pela companhia, modelo diferente dos roteiros concentrados em poucos destinos, pois combina semanas de navegação, escalas urbanas, travessias de grande distância e permanências noturnas em portos selecionados.
Escala no Rio foi planejada para coincidir com o Carnaval
Planejada para coincidir com o Carnaval carioca, a escala no Rio de Janeiro integrou a estratégia comercial da Fred. Olsen Cruise Lines, que apresentou a permanência na cidade como uma oportunidade para os passageiros acompanharem a atmosfera da festa durante a viagem internacional.
Mesmo classificado pela operadora como um navio de menor porte diante dos maiores cruzeiros do mercado, o Borealis funciona como um edifício flutuante, com restaurantes, bares, teatro, biblioteca, salões, áreas panorâmicas e decks externos distribuídos por sua estrutura.
As 702 cabines estão organizadas em diferentes categorias, incluindo acomodações internas, externas, unidades com varanda, suítes e opções destinadas a viajantes individuais, configuração que amplia a variedade de hospedagem sem alterar a capacidade padrão informada pela companhia.
Outro dado técnico divulgado pela empresa é a arqueação bruta de 61.849 toneladas, medida que não representa diretamente o peso do navio, mas o volume interno usado internacionalmente para classificação, cálculos operacionais, exigências portuárias e parâmetros de segurança marítima.
Navio recebeu adaptações após entrar na frota da companhia
Incorporado à frota da Fred. Olsen Cruise Lines em 2020, o Borealis passou por adaptações para seguir o padrão de operação da companhia, recebendo áreas internas reformadas e uma configuração dedicada exclusivamente ao público adulto em viagens de diferentes durações.
Ao trabalhar com um número menor de hóspedes do que os grandes navios capazes de transportar vários milhares de pessoas, a operadora posiciona o Borealis em uma categoria voltada a rotas mais extensas, permanências prolongadas e acesso a portos com características específicas.
A capacidade padrão de 1.353 passageiros não corresponde necessariamente ao total presente em cada escala, pois a quantidade efetiva pode variar conforme vendas, embarques, desembarques e condições operacionais registradas ao longo de cada trecho do itinerário.
Durante a permanência no Rio, a embarcação integrou o movimento do Porto do Rio e ofereceu aos visitantes mais tempo de circulação pela cidade, fator que diferenciou sua passagem das operações em que chegada e partida ocorrem no mesmo dia.
Rota retornou ao porto britânico onde a viagem começou
Na etapa seguinte, o roteiro avançou por portos do Caribe e ilhas do Atlântico, passando por Willemstad, Bequia, St. John’s, Philipsburg e Ponta Delgada, antes de retornar a Southampton e encerrar a viagem no mesmo terminal britânico onde havia começado.
Depois de cruzar oceanos, canais e cidades de diferentes continentes durante 76 noites, você embarcaria em uma viagem tão longa para chegar ao Rio de Janeiro justamente durante o Carnaval e acompanhar a festa a partir de uma escala inédita?
