Astronautas da Artemis IV serão preparados com dados de uma simulação subaquática que recriou terreno e iluminação do polo sul lunar.
A NASA colocou dois geólogos simultaneamente em uma simulação subaquática da Lua para avaliar ferramentas, métodos de coleta e instalação de instrumentos que poderão ser usados pelos futuros astronautas da Artemis IV. O treinamento ocorreu no Laboratório de Flutuabilidade Neutra, no Centro Espacial Johnson, em Houston, dentro de um tanque com aproximadamente 12 metros de profundidade.
Trevor Graff e Angela Garcia trabalharam em uma área da piscina adaptada com rochas, solo e baixa iluminação. O cenário procurou representar as dificuldades esperadas no polo sul lunar, região que está entre os objetivos de exploração do programa Artemis.
Geólogos testaram tarefas dos astronautas
Durante a atividade, os pesquisadores manipularam equipamentos de geologia e simularam a instalação de instrumentos científicos. Os resultados deverão ajudar a NASA a aperfeiçoar procedimentos antes das próximas missões tripuladas com pouso na Lua.
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Foi a primeira vez que dois geólogos participaram juntos de um treinamento de geologia lunar no tanque como parte do programa Artemis. A presença dos especialistas permitiu observar se as ferramentas funcionam de maneira adequada em condições que limitam movimentos, visibilidade e precisão.

A coleta de amostras será uma das tarefas importantes dos astronautas. Por isso, cada equipamento precisa ser testado antes de chegar à superfície lunar, onde falhas simples podem consumir tempo, energia e recursos da missão.
Piscina não reproduz gravidade lunar com exatidão
A água não cria as mesmas condições de gravidade encontradas na Lua. Ainda assim, oferece um ambiente controlado no qual movimentos podem ser desacelerados e equipamentos avaliados com segurança.
Dentro do tanque, as equipes conseguem praticar deslocamentos, ajustar procedimentos e identificar dificuldades antes de uma operação real. A iluminação reduzida acrescenta um obstáculo semelhante ao esperado no polo sul, onde sombras e contrastes podem prejudicar a identificação do terreno.
Os dados obtidos com Graff e Garcia serão incorporados à preparação dos astronautas. Dessa forma, a piscina funciona como uma etapa de validação: antes de explorar a Lua, a NASA testa na Terra como pessoas, ferramentas e protocolos poderão trabalhar juntos em uma das regiões mais desafiadoras do satélite.
Com informações do Olhar Digital
