O Cacau Park está sendo erguido no km 84 da Rodovia Castello Branco, entre Itu e Sorocaba, a cerca de 100 quilômetros da capital paulista. As obras de terraplanagem começaram em janeiro de 2025 e a inauguração está prevista para 2027, com montanha-russa de 55 metros.
Ele é dono da maior franqueadora do país e podia simplesmente abrir mais mil pontos de venda. O dono da fábrica de chocolate Cacau Show, Alexandre Costa, conhecido como Alê Costa, anunciou em 2 de dezembro de 2024, no Palácio dos Bandeirantes, um investimento de R$ 2 bilhões na construção de um parque temático no interior paulista, conforme reportagem publicada pela revista Forbes na mesma data.
A frase que ele usou no anúncio resume a virada de estratégia. Disse que os primeiros 35 anos da empresa foram sobre o cacau e que os próximos 35 serão sobre o show. O empreendimento se chama Cacau Park e ocupa um terreno de aproximadamente 7 milhões de metros quadrados.
Onde exatamente fica

O complexo está sendo erguido no quilômetro 84 da Rodovia Castello Branco, a cerca de 100 quilômetros da capital paulista. O endereço principal é Itu, mas parte do terreno se estende para Sorocaba.
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Essa divisão entre dois municípios foi confirmada publicamente pelo prefeito de Sorocaba, que participou em novembro de uma feira internacional do setor de parques nos Estados Unidos e esteve com o empresário. A localização coloca o futuro parque a menos de 70 quilômetros do Hopi Hari, o concorrente mais próximo.
O tamanho e os números que não batem
O terreno de 7 milhões de metros quadrados é o número mais repetido, e aparece na Wikipédia, no portal São Paulo Para Crianças e no Jornal Mais Bragança. Mas há variação relevante entre publicações.
O site Melhores Destinos, que visitou as obras em setembro de 2025, informa terreno de 18 milhões de metros quadrados em um trecho e 16 milhões em outro, dentro do mesmo texto. Sobre a área construída, a Wikipédia, o Jornal Mais Bragança e o São Paulo Para Crianças apontam 950 mil metros quadrados; o portal Panrotas fala em cerca de 900 mil; e o Melhores Destinos, em 1 milhão. A área dedicada exclusivamente ao parque temático aparece como 400 mil metros quadrados na Wikipédia e no Jornal Mais Bragança, e como 700 mil no São Paulo Para Crianças.
A comparação que dá dimensão
Para situar o leitor, vale a referência mais conhecida. O Magic Kingdom, parque mais famoso da Disney em Orlando, tem 433 mil metros quadrados de área construída.
O Beto Carrero World, em Santa Catarina, ocupa terreno maior, de 14 milhões de metros quadrados, mas com menos espaço efetivamente destinado a atrações. O Cacau Park seria cerca de seis vezes maior que o Hopi Hari, segundo as projeções divulgadas. O estacionamento previsto aparece com capacidade para 8 mil carros em uma publicação e para mais de 3 mil veículos em outra.
O que já está construído

Ao contrário do que costuma acontecer com anúncios bilionários, este saiu do papel. As obras de terraplanagem e infraestrutura começaram em janeiro de 2025, com cronograma de aproximadamente dois anos.
Para acelerar a execução, a empresa adotou o sistema steel frame, técnica de construção a seco com estrutura metálica, que reduz o tempo de obra. A estimativa é de uso de mais de 500 toneladas de aço. O projeto arquitetônico é assinado por Pedro de Alcântara Neto. A previsão de inauguração é 2027, com uma das publicações apontando o fim daquele ano.
As atrações anunciadas
O carro-chefe é uma montanha-russa desenvolvida pela holandesa Vekoma, mesma fabricante de atrações da Disney e da Universal. O brinquedo terá 55 metros de altura, cerca de um quilômetro de percurso e aceleração de zero a 120 quilômetros por hora em cinco segundos.
O parque também receberá a primeira atração do tipo Mad House da América Latina. Sobre o total de brinquedos, os números divergem: a Forbes fala em mais de 50 atrações, o Melhores Destinos em cerca de 50, sendo cinco montanhas-russas, e a Wikipédia registra que o plano diretor prevê mais de 100 atrações de lazer. Segundo a apuração feita nas obras, o conjunto comportaria 25 mil pessoas por hora.
As cinco áreas temáticas
O parque será dividido em cinco setores. Entre eles estão a Fantástica Floresta do Cacau, inspirada na Amazônia, a Aventura Maia, com referências às civilizações que veneravam o cacau, e o Universo Dreams, descrito como uma cidade encantada.
Há também uma atração de valor simbólico para a história do próprio empresário: bate-bates em Fuscas modelo 1988, referência ao carro que ele usava no início da trajetória, quando vendia chocolates de porta em porta. Estão previstos ainda carrossel de bruxa e simuladores de voo.
O chocolate continua no negócio
Aqui vale desfazer uma leitura equivocada que o anúncio pode gerar. O parque não substitui a operação de varejo, e o produto continua central no projeto.
Estão previstos dois shoppings a céu aberto, no estilo City Walk, com cerca de 50 lojas cada, entre comércio e alimentação. Esses boulevards ficarão antes da bilheteria e poderão ser acessados por quem não comprar ingresso. Também haverá lojas conceito, restaurantes inéditos e degustação de chocolates. O complexo terá ainda dois hotéis que somam mais de mil quartos.
Os números de emprego e impacto
As projeções divulgadas pela empresa variam conforme a publicação e o momento do anúncio. A Forbes registrou aproximadamente 2 mil empregos durante a construção, enquanto outras publicações informam 2,8 mil postos na fase de obras.
Para a operação, a estimativa é de 3 mil vagas diretas e 6 mil indiretas depois da inauguração do parque e dos hotéis. A expectativa de público é de 3 milhões de visitantes por ano, e a projeção de impacto econômico é de mais de R$ 35 bilhões em dez anos na região e no país.
Quem paga a conta
Nem todo o valor sai do caixa da empresa. Segundo o Jornal Mais Bragança, cerca de R$ 600 milhões são bancados pela própria companhia, e o restante vem de financiamento.
O projeto foi anunciado em evento com participação do governador Tarcísio de Freitas, que classificou o empreendimento como capaz de transformar a região e fortalecer o turismo no estado. Não há divulgação, nas publicações consultadas, sobre a existência de incentivo fiscal específico ou de contrapartida pública para a obra.
O que ainda não se sabe
Alguns pontos seguem em aberto e interessam diretamente a quem pretende visitar. Não há definição de preço de ingresso, embora o empresário tenha indicado a intenção de manter ao menos uma faixa de dia mais acessível.
Também não há data exata de abertura dentro de 2027, nem informação sobre a operação por etapas, algo comum em parques desse porte. E o número final de atrações continua oscilando entre as fontes, o que é esperado em projeto ainda em construção, sujeito a revisão de escopo e de cronograma.
E você, trocaria uma viagem a um parque no exterior por um parque temático brasileiro desse tamanho? Conta aqui nos comentários qual parque você já visitou e o que mais pesa na sua decisão, o preço do ingresso ou a qualidade das atrações.

