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Nada de carro próprio ou Uber! Começou a construção do maior VLT já feito no Brasil; Meta na Bahia é a volta dos trilhos e, por isso, estado tem plano bilionário para recuperar passageiros e revitalizar o transporte público

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 28/08/2026 às 19:52 Atualizado em 28/08/2026 às 20:30
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Com operação assistida entre Calçada e Lobato, o VLT voltou a receber passageiros no Subúrbio Ferroviário de Salvador enquanto o governo estadual mantém em implantação uma rede de R$ 5,4 bilhões, planejada para integrar trilhos, metrô, terminais de ônibus e outras conexões metropolitanas.

A Bahia começou a recolocar passageiros sobre trilhos no Subúrbio Ferroviário de Salvador com a operação assistida do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em um trecho inicial entre Calçada e Lobato que marca a passagem do projeto da fase de testes para o atendimento ao público.

A Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB) informou que essa etapa cobre cerca de quatro quilômetros, funciona de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 16h, e utiliza composições com capacidade para transportar até 400 passageiros.

A operação assistida começou em 29 de junho e antecede o funcionamento pleno da rede. Enquanto usuários embarcam e desembarcam, equipes acompanham o comportamento dos trens, da infraestrutura e dos procedimentos operacionais em condições reais de uso.

Antes dessa fase, as composições circulavam em testes técnicos. A presença de passageiros altera o estágio do empreendimento porque o VLT deixa de ser apenas uma obra em implantação e passa a prestar serviço, ainda limitado, em parte do corredor ferroviário.

Trilhos voltam ao Subúrbio após cinco anos

O retorno tem peso especial porque o antigo Trem do Subúrbio deixou de operar em fevereiro de 2021, quando ligava Calçada a Paripe, e a retirada do serviço abriu espaço para a implantação do novo sistema ferroviário.

Sem o trem, os deslocamentos da região passaram a depender ainda mais do transporte rodoviário. O projeto atual, porém, não se limita a recolocar veículos sobre o mesmo eixo: ele amplia a malha e prevê conexões com outros corredores de Salvador e da Região Metropolitana.

O novo VLT também não corresponde a uma simples reativação do sistema anterior, já que combina outra tecnologia, infraestrutura renovada e uma rede desenhada para avançar além do trajeto histórico do Trem do Subúrbio.

O investimento total informado pelo governo estadual para o empreendimento é de R$ 5,4 bilhões, valor destinado à implantação dos diferentes trechos, à infraestrutura ferroviária, às estações e aos equipamentos necessários para colocar a nova rede em funcionamento.

Na página oficial do VLT, a CTB detalha uma configuração de aproximadamente 43,71 quilômetros de extensão, com 50 paradas, além da Estação Calçada, distribuídas pelos trechos planejados para atender diferentes áreas da capital e da Região Metropolitana.

O Trecho 1 liga Ilha de São João à Calçada, enquanto uma extensão conecta Calçada ao Comércio. O Trecho 2 segue de Paripe a Águas Claras, e o Trecho 3 foi planejado para ligar Águas Claras a Piatã.

Essa configuração leva os trilhos para além do antigo corredor suburbano e aproxima o sistema de áreas da Cidade Baixa, de Cajazeiras e da Orla, ampliando o alcance de uma rede ferroviária que antes estava concentrada entre Calçada e Paripe.

Integração com metrô será parte decisiva da rede

O desenho oficial prevê conexão física e operacional com o Sistema Metroviário Salvador-Lauro de Freitas em Águas Claras e no Bairro da Paz, permitindo transferências entre VLT, metrô, terminais rodoviários e outros serviços de transporte coletivo.

Na prática, essa integração pode tornar o transporte público mais competitivo diante de alternativas individuais já presentes na rotina urbana, como automóveis, motocicletas e serviços por aplicativo. O VLT não elimina essas opções; a disputa pelo passageiro dependerá da qualidade do serviço oferecido.

Regularidade, frequência, tempo de viagem e facilidade de conexão terão peso na transformação da infraestrutura em uso cotidiano. A capacidade de até 400 passageiros por trem oferece escala para corredores movimentados, mas a adesão da população dependerá do funcionamento integrado da rede.

A possibilidade de trocar de modal sem interromper completamente o deslocamento é uma das diferenças entre a rede planejada e o antigo trem suburbano, que atendia um corredor mais restrito e não fazia parte de uma malha ferroviária com o alcance hoje projetado.

A Estação Calçada ocupa papel estratégico nessa transição por manter a função ferroviária de uma área historicamente ligada ao Trem do Subúrbio e, ao mesmo tempo, passar a integrar uma estrutura planejada para alcançar outras regiões da capital.

Os quatro quilômetros entre Calçada e Lobato representam apenas uma fração do empreendimento, enquanto os demais trechos continuam em implantação para formar a rede prevista entre Ilha de São João, Calçada, Comércio, Paripe, Águas Claras e Piatã.

A conclusão das ligações com o metrô será determinante para ampliar o alcance prático do sistema, porque permitirá combinar o VLT com corredores já utilizados por passageiros de outras partes de Salvador. Até lá, a operação assistida segue como etapa de preparação para uma rede maior.

Além dos trilhos, o projeto inclui intervenções urbanas no entorno das paradas. Na abertura da operação assistida, o governo informou a entrega de melhorias em áreas como Santa Luzia e Lobato, com pavimentação, iluminação, paisagismo, parque infantil e academia.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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