Ricki, uma ursa negra, passou 16 anos sozinha em uma jaula de 23 m² diante de uma sorveteria na Pensilvânia, onde desenvolveu movimentos repetitivos. Após ação judicial e acordo em 2015, foi transferida para um santuário no Colorado, com campos, água para nadar livremente, hibernação e companhia de outros ursos.
Ricki, uma ursa negra, passou 16 anos completamente sozinha em um recinto de apenas 23 m² instalado do lado de fora de uma sorveteria na Pensilvânia. Mantida sobre piso de concreto e cercada por arame, ela passou a caminhar repetidamente de um lado para o outro, comportamento associado na fonte ao sofrimento psicológico provocado pelo confinamento.
As informações foram publicadas pelo Animal Legal Defense Fund em 25 de abril de 2019. Depois que moradores e especialistas questionaram as condições em que Ricki era mantida, uma ação judicial foi apresentada em 2014 e terminou em acordo no ano seguinte, permitindo sua transferência para o Wild Animal Sanctuary, no Colorado.
Ricki passou 16 anos sozinha diante de uma sorveteria

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Durante esses 16 anos, Ricki permaneceu sem a companhia de outros ursos e sem espaço compatível com comportamentos naturais da espécie.
Jaula tinha apenas 23 metros quadrados

O espaço destinado à ursa media cerca de 23 m².
O piso era de concreto, e a estrutura mantinha Ricki confinada diante do estabelecimento, exposta à movimentação de visitantes que passavam pelo local.
Movimento repetitivo virou sinal de sofrimento
Ricki passou a andar continuamente de um lado para o outro dentro do recinto.
O comportamento repetitivo foi descrito como um sinal claro de sofrimento psicológico decorrente das condições de confinamento.
Visitantes podiam comprar comida por 25 centavos
A alimentação oferecida também foi alvo de críticas.
Por 25 centavos, visitantes podiam comprar em uma máquina uma mistura de ração para cães e milho, que descia por uma rampa até a cerca onde Ricki permanecia.
A dieta foi classificada como inadequada para a ursa.
Veterinária alertou para deterioração física e mental
A veterinária Ursula Bechert examinou Ricki pessoalmente.
Depois da avaliação, ela afirmou que a ursa enfrentava um “declínio lento e tortuoso de sua saúde física e mental” enquanto continuasse mantida naquelas condições.
Kelly Bennett decidiu buscar ajuda para a ursa

A situação também chamou atenção de Kelly Bennett, moradora da região e técnica veterinária.
Depois de observar Ricki, Bennett decidiu agir e procurou o Animal Legal Defense Fund ao descobrir que a organização já atuava na defesa de outro urso mantido em condições inadequadas.
Processo foi apresentado em 2014
A iniciativa chegou à Justiça no ano seguinte.
Em 2014, Bennett, outros três autores e o Animal Legal Defense Fund apresentaram uma ação judicial em nome de Ricki.
O grupo sustentava que as condições de cativeiro violavam regras estaduais relacionadas ao cuidado e tratamento humanitário de animais selvagens.
Ação também citava risco à segurança pública
O processo não tratava apenas do bem-estar da ursa.
Os autores também argumentaram que as condições em que Ricki era mantida representavam uma ameaça à segurança pública.
A solução defendida era a transferência para um santuário capaz de atender suas necessidades físicas e psicológicas.
Dono da sorveteria aceitou acordo em 2015
A disputa terminou sem que Ricki permanecesse no mesmo local.
Em 2015, o proprietário da Jim Mack’s concordou com um acordo que permitiu a transferência da ursa para o Wild Animal Sanctuary, no Colorado.
Ricki vive no santuário desde então, segundo a publicação de 2019.
Santuário oferece 6 hectares de pastagens

A mudança alterou radicalmente o espaço disponível para a ursa.
No Colorado, Ricki passou a ter acesso a 6 hectares de pastagens onduladas, onde poderia circular em um ambiente muito maior do que a antiga jaula de concreto.
Água permite que Ricki nade no novo habitat
O novo recinto inclui também áreas de água.
Ricki passou a poder nadar, uma das atividades naturais que não estavam disponíveis durante os anos em que permaneceu confinada diante da sorveteria.
Segundo a organização, ela gosta de explorar o habitat e entrar na água.
Companhia de outros ursos substituiu anos de isolamento
A transferência também encerrou o período de isolamento total.
No santuário, Ricki passou a viver em um ambiente onde há outros ursos, deixando para trás os 16 anos em que permaneceu completamente sozinha.
Hibernação voltou a fazer parte da rotina
O novo espaço permitiu ainda que Ricki expressasse comportamentos naturais.
Entre eles está a possibilidade de hibernar, além de explorar o terreno, caminhar sobre a grama e utilizar a água disponível no recinto.
Kelly Bennett planejou reencontro após anos acompanhando Ricki à distância
Bennett continuou acompanhando a trajetória da ursa pelas redes sociais depois da transferência.
Em 2019, ela se preparava para viajar até o santuário e reencontrar Ricki pessoalmente, com visita prevista para 6 de maio daquele ano.
A técnica veterinária disse que queria finalmente ver “as patas de Ricki na grama” depois de cerca de uma década e meia sobre concreto.
Outros três autores também participaram da ação judicial
A ação não foi apresentada apenas por Kelly Bennett.
Amanda Welling, Angela Santmier e Matthew Gulczynski também figuraram entre os autores do processo que resultou na transferência de Ricki.
O Animal Legal Defense Fund participou da iniciativa jurídica e da defesa da mudança para um santuário.
Ricki permanece no Colorado após acordo que encerrou confinamento
A transferência de 2015 encerrou os 16 anos em que Ricki viveu sozinha no pequeno recinto diante da sorveteria da Pensilvânia.
No Wild Animal Sanctuary, a ursa passou a ter hectares de terreno, água para nadar, possibilidade de hibernar e contato com outros ursos, substituindo o ambiente de concreto e isolamento que havia marcado sua rotina anterior.
Na sua opinião, o que mais chama atenção na mudança de Ricki: sair de uma jaula de 23 m², voltar a nadar e hibernar ou finalmente ter espaço e companhia de outros ursos? Deixe sua opinião nos comentários.


