Após perder a casa em uma tempestade, Jo Ann Ussery comprou um Boeing 727 desativado por US$ 2 mil e criou uma residência de 147 m² com três quartos e jacuzzi.
Após perder sua residência durante uma tempestade, a norte-americana Jo Ann Ussery encontrou uma solução extraordinária: comprou um Boeing 727 desativado e transformou a aeronave de 42 metros em uma casa com três quartos, cozinha, sala e até jacuzzi.
A história, recuperada pelo site Autoevolution, começou em 1993, quando a casa de Jo Ann, em Benoit, no estado do Mississippi, foi completamente destruída. Viúva, com pouco dinheiro e dois filhos para criar, ela buscava uma moradia acessível, mas os trailers disponíveis por cerca de US$ 5 mil eram pequenos demais para a família.
A alternativa surgiu por meio de seu cunhado Bob, controlador de tráfego aéreo. Ele contou que um Boeing 727 havia sido levado a um aeroporto próximo para ser desmontado e sugeriu que Jo Ann transformasse a fuselagem em residência.
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A aeronave era o primeiro Boeing 727-224 operado pela Continental Airlines. Fabricado com o número de série 19510 e registrado como N88701, o avião voou entre 1968 e 1993, sendo retirado de serviço no início de 1994.
Avião custou apenas US$ 2 mil
Jo Ann comprou a aeronave por US$ 2 mil, aproximadamente o valor de seu peso como sucata. Outros US$ 4 mil foram gastos para transportar o Boeing até seu terreno, localizado às margens de um lago.
Nos meses seguintes, ela investiu mais US$ 24 mil na transformação. O custo total chegou a aproximadamente US$ 30 mil, sem considerar o terreno, que já pertencia à proprietária.
A cauda foi fixada sobre uma base de concreto, enquanto o nariz ficou suspenso sobre o lago. A posição criava, para quem observava pelas janelas da cabine, a sensação de que o avião continuava voando.
Casa tinha três quartos, cozinha e jacuzzi
Apelidada de “Little Trump”, referência ao Boeing 727 corporativo de Donald Trump, a residência possuía 147 metros quadrados de área habitável. Eram três quartos, cozinha completa, sala, lavanderia, dois banheiros e compartimentos superiores originais para guardar objetos.
O espaço mais impressionante ficava na antiga cabine de comando. O local foi convertido em banheiro principal, equipado com banheira instalada sob o para-brisa e uma jacuzzi. Os controles originais do avião permaneceram no ambiente.
A entrada era feita pela escada original da aeronave, adaptada com um mecanismo de abertura de porta de garagem. O Boeing também recebeu isolamento, piso novo, carpete e ar-condicionado.
Jo Ann viveu na aeronave entre 1995 e 1999. Quando decidiu transferi-la para outro local, onde seria exibida ao público, a estrutura caiu do veículo de transporte e sofreu danos permanentes, encerrando a história de uma das casas construídas dentro de aviões mais incomuns já registradas.

