Na noite de domingo (6), na avenida J. Pedral, no bairro Boa Vista, em Vitória da Conquista, a discussão entre o entregador e o policial militar terminou em ocorrência. A 1ª Delegacia Territorial registrou o trabalhador como vítima de agressões físicas e ofensas verbais atribuídas a um condômino do residencial
Um entregador por aplicativo denunciou ter sido agredido por um policial militar depois de se recusar a entrar em um condomínio para deixar um pedido em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Parte da discussão foi gravada pelo próprio trabalhador e publicada nas redes sociais. A Polícia Civil registrou o entregador como vítima na ocorrência e expediu uma guia para exame de lesão.
As informações foram publicadas pelo CORREIO em 8 de setembro de 2026, em reportagem assinada por Wendel de Novais. O caso envolve versões conflitantes apresentadas pelo trabalhador e pela Polícia Militar da Bahia.
Entregador preferiu ficar na portaria e pediu que o cliente descesse

Segundo o entregador, ele optou por permanecer na portaria do residencial em vez de entrar no condomínio. A orientação dada por ele foi que o cliente descesse até a entrada para buscar a encomenda.
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Policial seria o morador responsável pelo pedido

O policial militar, que seria o morador que fez o pedido, foi até a entrada do condomínio depois da recusa. Foi nesse ponto que os dois começaram a discutir, conforme o relato apresentado pelo CORREIO.
Discussão aconteceu na noite de domingo, na avenida J. Pedral
O episódio ocorreu na noite de domingo (6), na avenida J. Pedral, no bairro Boa Vista, em Vitória da Conquista.
A cidade fica no sudoeste baiano e concentra a delegacia que passou a apurar o caso.
Vídeo gravado pelo próprio trabalhador registrou parte da confusão
Parte da discussão foi registrada em vídeo pelo próprio entregador e depois publicada nas redes sociais. As imagens mostram o momento em que o trabalhador afirma estar sendo ameaçado.
Nas cenas, segundo o CORREIO, o entregador diz que o policial tentava agredi-lo enquanto segurava sua bicicleta.
‘Em vez de proteger, está querendo agredir cidadão e trabalhador’, diz o entregador na gravação
Na gravação, o entregador se dirige à câmera e descreve o que estaria acontecendo: “Olha aí, querendo me agredir. Ainda fala que é senhor da lei. Em vez de proteger, está querendo agredir cidadão e trabalhador que está aqui desde às 11h trabalhando. […] Quer chamar a polícia para mim e falou que eu agredi ele, mas em nenhum momento eu toquei nele”.
A fala acusa o policial de inverter os papéis na situação, atribuindo ao trabalhador uma agressão que ele nega ter cometido.
‘Você está preso’, afirma o policial em outro trecho do vídeo
Em outro momento da gravação, o policial diz ao trabalhador: “você está preso”.
O entregador responde que o agente poderia chamar a polícia e afirma que aguardaria a chegada de uma equipe no local.
Trabalhador nega ter encostado no policial militar
O entregador volta a negar qualquer agressão em outro trecho registrado: “Olha aqui, querendo me prender só porque eu não quis entrar no condomínio. […] Como faz isso com o trabalhador? Ainda fala que eu quis bater nele. Nenhum momento eu encostei nele”.
PM da Bahia classificou o episódio como ‘situação de desinteligência’
A Polícia Militar da Bahia informou que classificou o caso como uma “situação de desinteligência envolvendo um policial militar e um entregador por aplicativo”.
Segundo a corporação, os policiais que foram ao local haviam sido chamados pelo próprio agente envolvido na discussão.
Policial relatou que o entregador teria se exaltado e o chamado para briga
No relato apresentado à PM, o policial afirmou que o entregador teria se exaltado e dito: “Não sou obrigado a entrar. Se quiser, venha buscar na portaria”.
O agente também relatou que o trabalhador teria adotado uma postura de confronto e o chamado para uma briga.
1ª Delegacia Territorial registrou o entregador como vítima de agressões e ofensas
A 1ª Delegacia Territorial de Vitória da Conquista registrou uma ocorrência na qual, conforme os primeiros relatos, o entregador aparece como vítima de agressões físicas e ofensas verbais atribuídas a um condômino do residencial.
O registro feito pela Polícia Civil, portanto, coloca o trabalhador na posição de vítima do episódio.
Guia para exame de lesão foi expedida e oitivas estão em andamento
A Polícia Civil informou que foi expedida uma guia para exame de lesão. Diligências e oitivas estão sendo realizadas para esclarecer o caso.
PM afirma que houve retratação e que o entregador apagou os vídeos
A Polícia Militar, por sua vez, afirmou que mediou o conflito no local. Segundo a corporação, o entregador teria apagado os vídeos feitos do solicitante, relatado problemas emocionais e se retratado diante do policial.
Ainda de acordo com a PM, o morador aceitou a retratação e o entregador deixou o local para retornar às suas atividades.
Caso segue sob investigação da Polícia Civil
O registro da ocorrência foi mantido mesmo depois do atendimento feito pela Polícia Militar, e o caso é investigado pela Polícia Civil.
Enquanto as versões do entregador por aplicativo e do policial militar seguem divergentes, cabe à apuração, com as oitivas e o resultado do exame de lesão, esclarecer o que aconteceu na portaria do condomínio em Vitória da Conquista.
Na sua opinião, o entregador tem o direito de recusar a entrada em condomínios e pedir que o cliente desça até a portaria, ou a entrega deve ser feita até a porta do apartamento? Deixe sua opinião nos comentários.
