Registro oficial de Lee County relaciona a ocorrência na Lee Road 704 a uma abertura de 35 pés de profundidade, cerca de 10,7 metros. O caso ocorreu em uma área que já acumulava episódios de afundamento do solo, com danos a propriedades e estradas.
Jerome Hamby havia acabado de cortar a grama ao redor de uma árvore em sua propriedade, perto de Opelika, no Alabama, quando decidiu fazer uma pausa. Antes de voltar ao serviço, o terreno cedeu no mesmo trecho e puxou a árvore para dentro da cratera.
O episódio ocorreu em maio de 2014, próximo à Lee Road 704. A WTVM registrou o caso e informou que Hamby pretendia continuar o trabalho depois do intervalo quando a área onde acabara de passar com o cortador desabou.
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Hamby relatou à emissora que se considerava sortudo por ter interrompido o serviço naquele momento. Pouco antes do colapso, ele estava justamente sobre a área atingida e acreditava que poderia ter caído junto com a árvore caso continuasse trabalhando.
Registro de Lee County aponta profundidade de 35 pés
A dimensão atribuída posteriormente à abertura mostra o tamanho da cavidade formada no terreno. O plano de mitigação de riscos de Lee County relaciona a ocorrência da Lee Road 704 a uma cratera de 35 pés de profundidade, aproximadamente 10,7 metros.
O documento também ressalva que nem todos os afundamentos classificados como relacionados à atividade humana na região possuíam medições oficiais detalhadas. Em alguns registros, as dimensões disponíveis podiam resultar de estimativas reunidas após os episódios.
Essa observação ajuda a contextualizar uma diferença entre os números divulgados. A reportagem inicial da WTVM mencionou a possibilidade de Hamby sofrer uma queda de aproximadamente 20 pés, enquanto o plano de mitigação passou a registrar 35 pés como profundidade da abertura na Lee Road 704.
O colapso aconteceu durante um período de chuva forte na região. A emissora registrou ruas inundadas e córregos transbordando em Opelika, enquanto o terreno encharcado fazia parte das condições observadas quando a abertura apareceu na propriedade.
Para Hamby, o risco estava na rapidez da mudança. O local havia sido percorrido pouco antes durante o corte da grama e, no intervalo entre uma passagem e outra, deixou de ser uma superfície contínua para se transformar em uma cavidade capaz de puxar uma árvore para baixo.

Área já tinha histórico de afundamentos
A cratera no quintal não era o primeiro problema desse tipo enfrentado pelo morador. Hamby contou à WTVM que aquela era a segunda vez em poucos anos que uma abertura de grandes proporções causava danos em sua propriedade e relatou que uma estrada próxima já havia sido fechada por causa do afundamento do solo.
O histórico de Lee County inclui ocorrências que atingiram vias, imóveis e outras estruturas. O plano de mitigação menciona episódios anteriores na região de Spring Villa e registra intervenções em áreas onde as cavidades passaram a representar risco para propriedades e para a circulação.
Entre os problemas associados a esses episódios estavam danos a imóveis, sistemas sépticos e trechos de estrada. O documento também registra gastos públicos com obras destinadas a estabilizar áreas afetadas e impedir que a deterioração de determinados pontos avançasse.
Uma pedreira funcionava nas proximidades da propriedade de Hamby e já aparecia nas discussões locais sobre os afundamentos. O morador atribuía parte dos episódios às atividades realizadas na área, mas essa avaliação, isoladamente, não permite estabelecer a causa específica da cratera aberta em seu terreno.
Em reportagem publicada após o episódio, a WTVM ouviu James Hairston, então professor emérito da Auburn University e ligado ao Alabama Cooperative Extension System. Ele explicou que mineração, exploração de pedreiras e retirada de água podem estar associadas a determinados tipos de afundamento, dependendo das condições subterrâneas.
A emissora também informou que Lee County havia firmado, anos antes, um acordo com os então proprietários da pedreira após uma disputa relacionada a danos causados por crateras na região. Pelo entendimento descrito na reportagem, a empresa assumiria reparos vinculados a ocorrências abrangidas pelo acordo.
Problema também afetava os planos do proprietário
As consequências para Hamby não se limitavam à abertura no quintal. Ele disse que queria deixar a propriedade, mas encontrava dificuldade para vender a casa porque as ofertas recebidas ficavam abaixo do valor que havia pago pelo imóvel.
O histórico de afundamentos, portanto, também interferia em uma decisão financeira do proprietário. Além do risco de novos danos, Hamby associava os problemas do terreno à dificuldade de encontrar um comprador disposto a pagar um valor que considerasse aceitável.
A árvore puxada para dentro da cratera criou ainda uma necessidade imediata de intervenção. Com parte do tronco e das raízes dentro de uma cavidade profunda e o solo ao redor comprometido, a retirada não poderia ser tratada como um serviço comum de manutenção do quintal.
No dia seguinte ao desabamento, representantes ligados à pedreira isolaram a área recém-aberta e retiraram a árvore do interior da cratera, segundo a WTVM. A intervenção ocorreu depois que o colapso transformou uma atividade rotineira de manutenção da propriedade em um problema que exigia trabalho especializado.
