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‘Minúsculo’ país sul-americano vive um boom incrível, deve crescer 4 vezes mais que o Brasil em 2025 e a chave deste sucesso é alvo da Venezuela

Publicado em 16/10/2025 às 09:12
Atualizado em 16/10/2025 às 09:14
Guiana, Petróleo, Economia
Imagem: Ilustração artística feita por IA
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Com crescimento projetado de 10,3% em 2025 e produção de 650 mil barris diários, a Guiana vive um boom econômico impulsionado pelo petróleo. O avanço, porém, eleva tensões com a Venezuela e atrai atenção dos Estados Unidos para a região

O pequeno país sul-americano da Guiana vem chamando atenção do mundo porque tem apresentado um crescimento econômico sem precedentes.

Impulsionada por descobertas de grandes reservas de petróleo, a antiga colônia britânica vive um boom que transformou sua economia em poucos anos.

Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), a Guiana deve crescer 10,3% em 2025. Para efeito de comparação, o Brasil, maior economia da região, deve avançar apenas 2,5% — quatro vezes menos.

Boom do petróleo

Até 2019, o país não produzia sequer uma gota de petróleo. Hoje, extrai cerca de 650 mil barris por dia (bpd) e pretende mais do que dobrar esse volume nos próximos anos.

Em setembro, o governo guianense aprovou uma nova licença de exploração para o projeto marítimo Hammerhead, operado pela americana ExxonMobil (XOM).

O Ministério de Recursos Naturais informou que, quando o campo Hammerhead estiver concluído, em 2029, a produção nacional deverá alcançar 1,5 milhão de barris por dia.

Desde 2020, o desempenho econômico da Guiana impressiona. Em 2022, o Produto Interno Bruto (PIB) chegou a crescer 63%, superando até países historicamente dinâmicos como a China.

O boom da Guiana e tensão com a Venezuela

O rápido avanço também trouxe problemas diplomáticos. A Venezuela, que reivindica parte do território guianense, intensificou as tensões regionais.

O governo de Nicolás Maduro aprovou uma lei que transforma a região de Essequibo — rica em petróleo — em um dos 24 estados venezuelanos.

Em março, Maduro voltou a ameaçar o país vizinho, afirmando que a Guiana terá de “aceitar a soberania da Venezuela”.

Reação dos Estados Unidos

Com tamanha riqueza em jogo, os Estados Unidos reagiram. Um alto funcionário americano afirmou que um ataque à Guiana ou à ExxonMobil “não terminaria bem”, deixando claro que Washington não pretende permanecer neutro diante da crescente tensão na região.

Com informações de Money Times.

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Cassidy Rath
Cassidy Rath
16/10/2025 09:14

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Romário Pereira de Carvalho

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