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Mineradora canadense avança sobre uma área estratégica no Pará e prepara o próximo passo de um projeto de ouro que pode processar 5.500 toneladas por dia e movimentar até US$ 532 milhões

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 19/10/2026 às 13:00 Atualizado em 19/10/2026 às 13:02
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GoldMining avança com projeto de ouro no Pará, prevê processar 5.500 toneladas diárias e estima valor presente líquido de US$ 532 milhões.
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GoldMining avança com projeto de ouro no Pará, prevê processar 5.500 toneladas diárias e estima valor presente líquido de US$ 532 milhões.

Uma área de 46.485 hectares no sudoeste do Pará está no centro dos planos de uma mineradora canadense que pretende desenvolver uma nova operação de extração de ouro na região do Tapajós. O Projeto São Jorge, controlado pela GoldMining Inc., possui estudos que projetam uma mina a céu aberto com capacidade para processar 5.500 toneladas de minério por dia, investimento inicial estimado em US$ 202 milhões e valor presente líquido de US$ 532 milhões após impostos.

Segundo comunicado oficial da GoldMining, publicado em 14 de outubro de 2026, a empresa nomeou o engenheiro brasileiro Alexandre Soares Pimenta para liderar a próxima fase do empreendimento, incluindo novos estudos de engenharia e sondagens. A iniciativa ainda está em avaliação técnica e não possui construção comercial autorizada ou iniciada.

Mineradora canadense acelera desenvolvimento de projeto de ouro no Pará

A GoldMining anunciou uma nova etapa do Projeto São Jorge, empreendimento mineral localizado no distrito aurífero do Tapajós, no município de Novo Progresso. A companhia pretende aprofundar as avaliações necessárias para determinar se o depósito poderá ser transformado em uma operação comercial de mineração.

O avanço foi anunciado em 14 de outubro de 2026, quando a empresa confirmou a nomeação de um diretor responsável pela coordenação dos estudos técnicos, da engenharia e do planejamento.

A decisão acontece após a divulgação de uma avaliação econômica preliminar que apresentou estimativas de produção, investimentos e resultados financeiros.

Novo diretor possui mais de 25 anos de experiência em mineração

O executivo escolhido para conduzir o empreendimento é Alexandre Soares Pimenta, engenheiro mecânico formado pela Universidade Federal de Minas Gerais. Ele possui mais de 25 anos de experiência em mineração, metalurgia, engenharia e implantação de projetos industriais.

Ao longo da carreira, Pimenta ocupou posições em empresas como Gerdau, Alcoa World Alumina, Samarco Mineração e Mineração Morro do Ipê. Também atuou como diretor de Engenharia da ORE Investments e presidente da Ativa Mineração.

Na GoldMining, será responsável por coordenar os estudos de pré-viabilidade, as atividades de engenharia e o planejamento de uma eventual implantação. A companhia pretende utilizar essa estrutura para aprofundar as informações necessárias antes de qualquer decisão definitiva de investimento.

Projeto prevê processar 5.500 toneladas de minério por dia

O estudo econômico divulgado pela GoldMining em junho de 2026 apresenta uma operação convencional de mineração a céu aberto, com utilização de caminhões e escavadeiras para movimentar o material extraído.

A unidade industrial foi dimensionada para processar 5.500 toneladas de minério diariamente, volume equivalente a aproximadamente 1,9 milhão de toneladas por ano, conforme os parâmetros considerados pela companhia.

Projeto prevê processar 5.500 toneladas de minério por dia
Projeto prevê processar 5.500 toneladas de minério por dia

O planejamento prevê que o minério passe por sistemas de beneficiamento destinados à recuperação do ouro. Essa estrutura ainda pertence ao cenário técnico estudado, e sua construção dependerá da conclusão das próximas avaliações e da obtenção das autorizações necessárias.

Investimento inicial estimado para construir a mina é de US$ 202 milhões

A avaliação econômica preliminar estabelece US$ 202 milhões como investimento inicial estimado para colocar o Projeto São Jorge em operação. O valor inclui uma reserva de contingência de 25%, destinada a considerar possíveis variações nos custos durante a implantação.

Os recursos seriam necessários para construir a estrutura de mineração, instalar os equipamentos de beneficiamento e preparar a infraestrutura operacional. O orçamento apresentado é uma estimativa técnica, não a confirmação de que esse montante já foi investido.

A empresa ainda precisa aprofundar os estudos de engenharia e avaliar as condições de financiamento. A decisão de construir a mina dependerá dos resultados dessas etapas e das exigências regulatórias aplicáveis ao projeto.

Estudo econômico aponta valor presente líquido de US$ 532 milhões

Um dos principais indicadores divulgados pela companhia é o valor presente líquido (VPL) de US$ 532 milhões após impostos, calculado com uma taxa de desconto de 5%. O número representa uma estimativa financeira obtida a partir dos fluxos de caixa projetados para a futura operação.

O estudo utilizou como referência um preço de US$ 3.500 por onça de ouro, além de premissas sobre produção, custos e investimentos. Nesse cenário, a taxa interna de retorno estimada é de 42,4%, com prazo projetado de recuperação do capital inicial de 2,8 anos.

O valor de US$ 532 milhões não corresponde ao faturamento anual nem ao investimento previsto para a construção. Trata-se de uma projeção econômica sujeita às condições consideradas no estudo e às incertezas próprias de projetos minerais em desenvolvimento.

Mina poderá produzir mais de 51 mil onças de ouro por ano

O planejamento da GoldMining considera uma vida operacional estimada de 10,6 anos, período durante o qual a unidade poderia produzir aproximadamente 543 mil onças de ouro.

A produção média anual projetada é de 51.250 onças, com possibilidade de atingir cerca de 57.200 onças por ano durante o segundo, terceiro e quarto anos de operação, conforme os resultados apresentados pela companhia.

GoldMining avança com projeto de ouro no Pará, prevê processar 5.500 toneladas diárias e estima valor presente líquido de US$ 532 milhões.
GoldMining avança com projeto de ouro no Pará, prevê processar 5.500 toneladas diárias e estima valor presente líquido de US$ 532 milhões.

A avaliação também considera uma recuperação metalúrgica de 90% no circuito de beneficiamento. Esse percentual representa a quantidade de ouro que o processo industrial conseguiria recuperar do minério alimentado na planta, segundo os testes e parâmetros utilizados no modelo.

Tecnologia de beneficiamento combinará gravidade e lixiviação

A futura planta de processamento foi concebida para utilizar técnicas convencionais de recuperação de ouro. O circuito previsto combina separação gravítica e lixiviação, processos empregados em empreendimentos auríferos para concentrar e recuperar o metal presente no minério.

A separação por gravidade aproveita diferenças de densidade entre os minerais, enquanto a lixiviação utiliza soluções químicas para recuperar parte do ouro que não foi separado anteriormente.

A implantação desses sistemas exigirá instalações industriais, equipamentos de controle e procedimentos de segurança ambiental. A configuração definitiva dependerá dos estudos posteriores de engenharia, que deverão estabelecer os requisitos técnicos da operação.

Projeto possui recursos minerais indicados de 624 mil onças

Os levantamentos geológicos disponíveis para São Jorge identificam recursos minerais indicados de aproximadamente 624 mil onças de ouro, associados a 19,4 milhões de toneladas de material com teor médio de 1 grama por tonelada.

A companhia também apresenta recursos inferidos de aproximadamente 129 mil onças, correspondentes a 5,56 milhões de toneladas com teor médio estimado de 0,72 grama de ouro por tonelada.

Esses volumes pertencem a categorias técnicas diferentes. Os recursos indicados possuem maior nível de confiança geológica, enquanto os inferidos exigem pesquisas adicionais para melhorar sua classificação.

A GoldMining ressalta que o projeto ainda não possui reservas minerais declaradas. Portanto, as estimativas de recursos não devem ser interpretadas como quantidades de ouro cuja extração econômica já esteja demonstrada.

Área mineral de 46.485 hectares fica próxima da BR-163

O Projeto São Jorge está localizado no município de Novo Progresso, no sudoeste do Pará, aproximadamente 320 quilômetros ao sul de Itaituba. A propriedade integra uma região conhecida pela ocorrência de depósitos auríferos.

A GoldMining controla oito autorizações de pesquisa mineral que abrangem aproximadamente 46.485 hectares, equivalentes a 464,85 quilômetros quadrados. O depósito principal está situado a cerca de quatro quilômetros da rodovia BR-163.

A empresa destaca a proximidade de infraestrutura rodoviária e elétrica como uma característica relevante para o desenvolvimento do empreendimento. O local também possui acessos internos e instalações de apoio às atividades de pesquisa mineral.

Região do Tapajós já possui grandes operações industriais de ouro

São Jorge está inserido em uma região que também abriga outros projetos auríferos, incluindo a mina Tocantinzinho, operada pela G Mining Ventures.

A unidade de Tocantinzinho iniciou sua produção comercial em 2024 e registrou aproximadamente 171.871 onças de ouro produzidas em 2025, segundo os dados apresentados pela GoldMining em seu comunicado de outubro.

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Os dois empreendimentos estão separados por aproximadamente 80 quilômetros e pertencem a empresas diferentes. A operação de Tocantinzinho demonstra a existência de atividades industriais de mineração na região, mas seus resultados produtivos não podem ser utilizados como garantia para São Jorge.

Projeto poderá abrir nova frente de mineração industrial no sudoeste do Pará

O Projeto São Jorge reúne capacidade projetada de 5.500 toneladas de minério por dia, investimento inicial estimado em US$ 202 milhões, produção média de 51.250 onças de ouro por ano e valor presente líquido calculado em US$ 532 milhões.

A nomeação de Alexandre Soares Pimenta marca uma nova etapa de organização dos trabalhos técnicos, enquanto a empresa prepara sondagens e estudos destinados a avaliar a possibilidade de implantação.

O empreendimento permanece na fase de desenvolvimento mineral, sem reservas comprovadas ou início autorizado de construção. Seu avanço dependerá dos resultados técnicos, do licenciamento e de uma futura decisão de investimento.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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