País analisa reservas não convencionais, cria comitê científico e projeta aumento da produção até 2030 para enfrentar dependência energética
O governo do México, em 2026, passou a avaliar a retomada da exploração de gás não convencional, incluindo o gás de xisto.
A medida busca reduzir a dependência das importações de gás natural dos Estados Unidos, especialmente do Texas.
Conforme já destacado anteriormente pela revista Fórum, Brasil e México, apesar de grandes produtores de petróleo, ainda dependem de hidrocarbonetos norte-americanos.
Essa realidade reforça a necessidade de mudanças estratégicas no setor energético.

Consumo elevado e dependência estrutural preocupam
O México consome cerca de 9 bilhões de pés cúbicos de gás natural por dia. A produção interna, porém, atinge apenas 2,3 bilhões de pés cúbicos diários.
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As próximas horas serão de tensão crescente em torno do viés a ser adotado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC) com relação à taxa básica de juros (Selic), ao cabo da reunião dessa quarta-feira (17). Embora o mercado se apresente ‘dividido’ quanto à decisão do colegiado, a tendência mais forte das últimas semanas é de que a taxa se mantenha inalterada no patamar atual de 14,50% ao ano. Já uma ala minoritária ainda ‘aposta’ em uma queda 0,25 ponto percentual (p.p).
Entre 75% e 80% do consumo total é atendido por importações. Esse volume vem, principalmente, do estado do Texas, nos Estados Unidos.
A dependência externa é considerada elevada. Por isso, o país busca alternativas para ampliar a segurança energética.
Reservas não convencionais ampliam potencial energético
Dados da Pemex divulgados em 2026 mostram que as reservas não convencionais superam as convencionais. As reservas comprovadas tradicionais somam cerca de 83 trilhões de pés cúbicos.
Os recursos não convencionais, por sua vez, ultrapassam 140 trilhões de pés cúbicos. Esse volume indica um potencial energético interno expressivo.
A exploração desses recursos pode transformar o cenário energético. Também pode reduzir a dependência externa no médio prazo.
Comitê científico avalia novas tecnologias de extração
A presidente Claudia Sheinbaum anunciou a criação de um comitê científico. O grupo avaliará tecnologias disponíveis para a extração de gás não convencional.
O foco inclui o uso de substâncias menos nocivas e água reciclada. A proposta busca minimizar impactos ambientais.
Segundo o anúncio feito em 2026, o comitê deverá apresentar recomendações em até dois meses. Decisões estratégicas poderão ser tomadas em curto prazo.
Mudança de política energética marca nova fase
Durante o governo de Andrés Manuel López Obrador, o fraturamento hidráulico era rejeitado.
Essa posição manteve o país dependente do gás importado.
A nova gestão sinaliza uma mudança relevante. O México passa a considerar novas alternativas energéticas.
O debate sobre o gás de xisto ganha força. A política energética se torna mais flexível.
Expansão do setor elétrico amplia demanda por gás
O setor elétrico mexicano depende fortemente do gás natural. Sete usinas de ciclo combinado estão sendo colocadas em operação.
Outras cinco unidades estão planejadas. Todas utilizam gás como principal fonte de energia.
A demanda interna tende a crescer. Isso intensifica a necessidade de ampliar a produção doméstica.
Metas de produção indicam crescimento até 2030
Projeções da Pemex indicam que a produção interna deverá ultrapassar 4 bilhões de pés cúbicos por dia até 2030. A meta de longo prazo é atingir 8,6 bilhões de pés cúbicos diários na próxima década.
As estimativas incluem a contribuição do gás não convencional. O avanço tecnológico será decisivo.
O país busca reduzir gradualmente sua dependência externa. Esse processo, no entanto, será progressivo.
Importações continuarão relevantes no curto prazo
O aumento da produção interna não elimina a necessidade de importações. O México continuará dependente do gás estrangeiro por vários anos.
A estratégia combina expansão interna e manutenção das importações. O equilíbrio energético será construído gradualmente.
O país avança em direção à segurança energética, mas ainda enfrenta desafios estruturais — será que essa estratégia conseguirá reduzir a dependência externa no longo prazo?

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