Ola Källenius afirma que restringir fornecedores internacionais pode elevar os custos de fabricação na Europa. Presidente da Mercedes-Benz defende preservar relações comerciais com a China e outros mercados enquanto o bloco discute medidas para proteger sua indústria.
O presidente da Mercedes-Benz, Ola Källenius, advertiu que exigências para ampliar o uso de componentes europeus podem pressionar os custos da indústria automobilística. Ele defende preservar fornecedores internacionais enquanto a União Europeia discute medidas de proteção.
Fornecedores de vários países
Segundo o Híbridos y Eléctricos, em reportagem publicada em 1º de novembro, o executivo abordou o assunto durante o Berlin Global Dialogue, na capital alemã. O texto não informa a data da intervenção.
Källenius, também presidente da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), argumentou que veículos modernos reúnem milhares de componentes de diferentes países. Essa organização permite aproveitar tecnologias especializadas e buscar eficiência na fabricação.
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Minivan automática da Citroën com motor 2.0 de 143 cv vale R$ 27,8 mil na tabela FIPE de outubro, R$ 15,6 mil a menos que a mesma versão ano 2014
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SUV da Ford com motor 3.5 V6 e tração integral custa R$ 47,6 mil na tabela FIPE de outubro, com seis cilindros e câmbio automático por menos de R$ 50 mil
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Sedã da Hyundai com motor 3.8 V6 de 290 cv custa R$ 69,5 mil na tabela FIPE de outubro, com seis cilindros e câmbio automático por menos de R$ 70 mil
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Mitsubishi SUV com motor 3.0 V6 e câmbio automático vale R$ 49 mil na tabela FIPE de outubro de 2026
Na avaliação do dirigente, limitar essa rede pode elevar os gastos de produção. Ele reconhece que ampliar a fabricação dentro da Europa pode reduzir a exposição a interrupções no comércio internacional.
Relações além da China
A preocupação apresentada pelo executivo envolve os vínculos industriais europeus com Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e Índia. Para ele, fortalecer a indústria local deve ser compatível com a manutenção dessas trocas comerciais.
Källenius não rejeita medidas contra práticas comerciais desleais, conforme a publicação. Sua defesa é que as regras sejam desenhadas para evitar efeitos que prejudiquem a competitividade das montadoras europeias.
O dirigente também pediu continuidade aos acordos comerciais. Entre as prioridades citadas estão o entendimento com países sul-americanos e as negociações da União Europeia com a Índia.
Tarifas e limites da advertência
A reportagem lembra que o bloco aplica tarifas adicionais a determinados carros elétricos produzidos na China desde o fim de 2024. Híbridos recarregáveis não estão sujeitos às mesmas cobranças.
O alerta não representa confirmação de reajustes para todos os veículos. Trata-se de uma avaliação sobre possíveis pressões nos custos e nas margens dos fabricantes.
