Motorista desconfiou ao ver a criança atravessando a rua sem acompanhante, decidiu parar e, minutos depois, participou do resgate do menino autista e não verbal em um lago de retenção
Uma mulher que dirigia com a irmã em Port St. Lucie, na Flórida, percebeu um menino autista de 5 anos atravessando a rua sozinho e decidiu acompanhá-lo. Pouco depois, descobriu que a criança, não verbal, havia entrado em um lago de retenção. Moradores conseguiram retirá-la da água cerca de dez minutos depois.
Menino atravessou a rua sozinho e chamou atenção de motorista
Melinda Dryer dirigia com sua irmã na manhã de sábado quando viu o garoto atravessando a rua diante do carro.
Segundo Dryer, a criança olhou diretamente para elas, mas permaneceu sem expressão. A cena despertou a sensação de que algo não estava certo.
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“Quando ele passou na frente do carro, ficou nos encarando sem expressão, e algo dentro de mim simplesmente não parecia certo”, contou.
A decisão de não seguir viagem acabou sendo determinante. De acordo com a polícia, o menino havia saído de casa sozinho e caminhado até um lago de retenção.
Dryer e a irmã saíram do veículo e começaram a acompanhar a situação. Outras pessoas que estavam nas proximidades também se aproximaram para ajudar.
“Tudo aconteceu muito rápido. Foi assustador, muito assustador”, relatou Dryer.
Criança entrou em lago e grupo levou cerca de 10 minutos para retirá-la
O menino entrou na água antes que os moradores conseguissem alcançá-lo. Dryer disse que imediatamente temeu que a situação pudesse terminar de forma grave.
“Não é preciso muita água para uma criança se afogar, especialmente uma que talvez não saiba nadar”, afirmou.
A mulher também disse que suspeitou que o menino pudesse ser autista e temeu pela forma como ele reagiria dentro da água.
Durante aproximadamente dez minutos, Dryer, a irmã e outros moradores permaneceram tentando conduzir a criança para fora do lago.
O grupo finalmente conseguiu retirá-la da água e levá-la para uma área segura antes da chegada dos policiais.
As imagens registradas pelas câmeras corporais dos agentes mostram parte do atendimento após o resgate.
“Ele é autista e não verbal. Nós o encontramos ali perto da água”, afirmou um policial durante a ocorrência.
Quando os agentes chegaram, o menino estava coberto por formigas-de-fogo. Apesar disso, segundo a polícia, ele não apresentava ferimentos físicos significativos.
Especialista alerta para risco maior de afogamento entre pessoas com autismo
O caso chamou atenção também para um risco específico enfrentado por crianças e outras pessoas dentro do espectro autista.
Alissa Magrum, diretora executiva da Aliança Nacional para a Prevenção de Afogamentos, afirmou que pessoas com autismo apresentam risco muito maior de afogamento quando comparadas aos seus pares neurotípicos.
“Sabemos que indivíduos com autismo têm 160 vezes mais probabilidade de se afogarem do que seus pares neurotípicos”, declarou.
Segundo Magrum, crianças com autismo podem apresentar forte atração pela água, característica que exige atenção especial dos responsáveis.
A entidade desenvolve ações educativas voltadas especificamente para essa população, orientando pais e responsáveis sobre medidas que podem ajudar a prevenir situações de desaparecimento e afogamento.
“Realizamos muitos trabalhos educativos voltados para essa população específica, tentando ajudar pais e responsáveis a aprenderem o que podem fazer para evitar que esses afogamentos ou situações semelhantes aconteçam”, explicou.
Mulher diz estar aliviada após reencontro do menino com a família
Depois do resgate e do atendimento policial, o menino conseguiu retornar para junto da família.
Dryer afirmou que ficou aliviada ao saber que a situação terminou sem consequências físicas graves para a criança.
“Só sou grata por ele estar com a família. Não consigo imaginar o fardo que um pai deve suportar ao passar por algo assim”, disse.
A polícia também destacou a atitude da motorista. Segundo os agentes, pessoas que presenciarem situações semelhantes devem confiar na percepção de que algo pode estar errado e procurar ajuda.
No caso de Port St. Lucie, a decisão de Dryer de parar o carro e acompanhar o menino permitiu que moradores chegassem até ele enquanto ainda estava no lago e o retirassem em segurança.
As informações deste artigo são do portal Wsvn.com.

