Máscara funerária de cerâmica com cerca de 3.300 anos é descoberta em sepultamento coletivo no Bahrein, revela novos indícios sobre rituais da civilização Dilmun e se torna apenas o segundo artefato desse tipo já encontrado no país.
Uma máscara de cerâmica com cerca de 3.300 anos foi identificada por arqueólogos no Bahrein durante escavações em um local de sepultamento, trazendo novas pistas sobre os costumes funerários da antiga civilização Dilmun.
O achado ocorreu no sítio arqueológico de Hilla e foi apresentado oficialmente em janeiro, durante uma conferência organizada pela Autoridade de Cultura e Antiguidade do Bahrein (BACA).
A peça é atribuída ao período Dilmun Médio, que se estende aproximadamente de 1500 a.C. a 1000 a.C., uma fase importante para a consolidação cultural da região.
-
Enquanto cientistas testam bolas gigantes no fundo do mar, startup quer afundar tanques de concreto e aço presos por gaiolas cheias de pedras a até 700 metros de profundidade para transformar ar comprimido em bateria submarina invisível
-
Ex-engenheiro da NASA transforma drones em “helicópteros de sementes” capazes de disparar 300 bolas por minuto, mirar áreas degradadas com precisão de meio metro e plantar até 40 milhões de árvores por ano em uma nova corrida de reflorestamento aéreo
-
Brasil coloca drones para despejar sementes em encostas quase inacessíveis e tenta transformar morros degradados em floresta com plantio aéreo até 100 vezes mais rápido, em ofensiva verde lançada no Rio de Janeiro
-
A África está se rachando mais rápido do que a ciência previa, a crosta no centro da fenda tem só 13 quilômetros de espessura em alguns trechos, e pesquisadores dizem que o continente atingiu o limite crítico de rompimento que pode formar um novo oceano
Máscara de cerâmica: Artefato raro reforça importância do achado
Produzida em faiança, um tipo específico de cerâmica antiga, a máscara foi encontrada dentro de uma sepultura coletiva.
No local, os pesquisadores identificaram os restos mortais de duas mulheres e um bebê, o que indica um contexto funerário compartilhado.
Esse tipo de objeto é considerado extremamente incomum no Bahrein. Segundo os registros arqueológicos disponíveis, esta é apenas a segunda máscara desse tipo já descoberta no país, o que eleva o achado ao status de uma das revelações arqueológicas mais relevantes dos últimos anos.
A interpretação inicial dos especialistas é que a máscara tenha sido utilizada como parte de rituais funerários, sendo colocada junto aos mortos no momento do sepultamento.
No entanto, muitos aspectos do objeto ainda permanecem sem explicação.
A arqueóloga Mashaal Al Shamsi, da BACA, responsável pela escavação em Hilla, ressaltou que o artefato ainda exige análises mais profundas.
Segundo ela: “Mais pesquisas precisam ser realizadas sobre a máscara de faiança”, afirmou.
Escassez de estudos amplia relevância científica
De acordo com Al Shamsi, o conhecimento acadêmico sobre esse tipo de objeto é bastante limitado, especialmente no contexto do Bahrein.
A arqueóloga destacou:
“É um daqueles objetos que não foram muito pesquisados, especialmente no Bahrein. Existe apenas um artigo acadêmico que o menciona brevemente”.
Essa falta de referências torna a descoberta ainda mais significativa, pois pode abrir caminho para novas interpretações sobre práticas funerárias e simbólicas da civilização Dilmun.
Outros objetos encontrados no sepultamento
Além da máscara de cerâmica, os arqueólogos identificaram diversos itens associados ao sepultamento, o que ajuda a reconstruir o contexto cultural da época.
Entre os objetos encontrados estão anéis feitos de conchas marinhas, uma agulha de costura, um grande vaso cerâmico e aplicadores de kohl.
Esses materiais sugerem que os rituais funerários incluíam objetos do cotidiano e itens com possível valor simbólico ou ritual.
A equipe responsável pelas escavações informou que uma análise detalhada do material está em curso.
Segundo Mashaal Al Shamsi, há planos para divulgar futuramente novos dados sobre a máscara e os demais artefatos associados ao sepultamento.
A descoberta reforça o papel do Bahrein como um território-chave para o estudo das antigas civilizações do Oriente Médio e mostra como um único objeto pode ampliar o entendimento sobre práticas culturais pouco documentadas da Antiguidade.
Fonte: Aventuras na História


-
-
-
-
6 pessoas reagiram a isso.