Exibida na Pavin Expo 2025, a pavimentadora brasileira executa até 4,60 m de pavimento de concreto, aceita diferentes “formas” e automatiza nível e espessura para acabamento mais próximo do perfeito
O pavimento de concreto já aparece em algumas das obras de infraestrutura mais complexas do país, inclusive em aplicações internas de túneis, onde precisão e controle de execução fazem diferença no resultado final. Para chegar nesse nível de qualidade e atender normas técnicas, existe um tipo de equipamento específico, e foi isso que chamou atenção na Pavin Expo 2025, em São Paulo.
No estande da IMB Brasil, a protagonista foi a IMB 5500 HD, uma pavimentadora de alta precisão para pavimento de concreto dentro da lógica da pavimentação rígida, método que vem crescendo no Brasil e já é bem adotado na Europa, principalmente pela durabilidade.
O que é a IMB 5500 HD e por que ela virou destaque

A IMB 5500 HD é uma pavimentadora voltada para pavimentação rígida, capaz de executar pavimento de concreto com controle de distribuição, vibração e conformação do material dentro da “forma” de trabalho.
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A proposta é entregar um resultado já muito próximo do final, reduzindo correções e deixando para depois apenas etapas de acabamento.
Segundo a equipe apresentada no evento, a máquina se posiciona como um equipamento robusto e versátil, pensado para obras rodoviárias e serviços associados ao concreto, com configurações que se adaptam ao projeto.
Largura de execução e setups que mudam o tipo de serviço

Um dos números centrais do equipamento é a capacidade de executar pavimento de concreto de até 4,60 m. No momento da demonstração, a máquina estava com uma forma de 3,60 m, largura equivalente a uma pista de rodagem, e a própria configuração permite chegar a uma combinação de pista com acostamento, com variação conforme o arranjo da forma.
Além disso, a IMB 5500 HD pode trabalhar com a forma por baixo, no centro, ou com a forma na lateral, o que amplia os tipos de entrega em campo.
Na prática, isso abre espaço para diferentes soluções, como:
pavimento de concreto, barreira New Jersey e canaleta de drenagem, entre outras possibilidades, já que a fabricante também produz as formas e pode adequar modelos conforme projetos personalizados.
Como o concreto entra, é distribuído e adensado até “virar pavimento”

Na parte frontal do conjunto, a forma de pavimento inclui uma rosca sem fim, responsável por fazer a distribuição do concreto.
O concreto chega despejado diretamente à frente da máquina, por betoneira ou caminhão basculante, e a pavimentadora avança distribuindo o material.
Na sequência, entram os vibradores hidráulicos, que fazem o adensamento do concreto, deixando-o mais fluido para preencher o molde e assumir o formato.
Na configuração mostrada, havia oito vibradores, com possibilidade de chegar a dez, atingindo rotação de 10.000 rpm. O objetivo é direto: uniformizar e consolidar o concreto para que o pavimento de concreto saia com geometria e consistência mais estáveis.
Cabine fechada, ar condicionado e a diferença no dia a dia do operador
Um diferencial apontado pela IMB é o fato de a máquina ser cabinada. Isso permite que o operador trabalhe no ar condicionado, com mais conforto e proteção contra temperatura, ruído e poeira.
Em obra, isso não é detalhe, porque afeta fadiga, atenção e, no fim, a qualidade de execução do pavimento de concreto ao longo do turno.
Sistema 3D Trimble e controle de nível para manter espessura constante
Outro ponto destacado na demonstração foi o uso do sistema 3D da Trimble, apresentado como parte já integrada ao equipamento quando adquirido com essa tecnologia.
A máquina pode operar seguindo esse controle 3D, mas também pode trabalhar com um sistema de cabos, usando sensores que leem um cabo de aço e mantêm o caminho de referência.
A finalidade é resolver um problema clássico de obra: desníveis e variações de base. Nesse cenário, a máquina se equilibra e faz correções, preenchendo diferenças de nível para manter altura de trabalho e espessura constantes, buscando um pavimento de concreto mais regular do começo ao fim.
Acabamento com vassouramento e frisos para melhorar aderência
Na simulação mostrada atrás do equipamento, a lógica do processo fica clara: o concreto entra na frente, é distribuído, vibra, molda e sai conformado.
Depois, tende a ficar para o acabamento o vassouramento, que cria frisos e evita um piso liso demais, ajudando na aderência do pneu. É o tipo de detalhe que transforma “piso pronto” em piso seguro, especialmente em rodovias com tráfego constante.
Quanto custa e o que muda por ser fabricada no Brasil
Quando o assunto virou custo, o valor informado para a IMB 5500 HD foi de R$ 3.260.000. A máquina é 100% fabricada no Brasil, com tecnologia nacional somada a componentes e soluções do exterior.
A principal vantagem prática apontada foi manutenção e suporte “em casa”, com disponibilidade local para atendimento e reposição, além de um custo considerado inferior em comparação a máquinas importadas.
Para quem executa pavimento de concreto em escala, isso pesa tanto no investimento quanto no tempo de máquina parada.
Onde essa pavimentadora pode fazer diferença
Pelo que foi apresentado, a IMB 5500 HD mira aplicações típicas de pavimentação rígida e obras rodoviárias: execução de pavimento de concreto em faixas, acostamentos, canaletas, barreiras e serviços moldados, com a promessa de precisão, repetibilidade e conforto operacional.
E você, se pudesse escolher, aplicaria pavimento de concreto em mais rodovias do Brasil ou ainda prefere o asfalto na maioria dos trechos?


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