1. Início
  2. Construção
  3. Mais de 8.000 garrafas PET que poderiam virar lixo são preenchidas com sacolas e embalagens, presas em malhas e cobertas com cimento para formar paredes de escola na Guatemala, em método comunitário que já foi usado na construção de 125 unidades rurais desde 2009
Faça um comentário 4 min de leitura

Mais de 8.000 garrafas PET que poderiam virar lixo são preenchidas com sacolas e embalagens, presas em malhas e cobertas com cimento para formar paredes de escola na Guatemala, em método comunitário que já foi usado na construção de 125 unidades rurais desde 2009

Imagem de perfil do autor Maria Heloisa Barbosa Borges
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 23/08/2026 às 18:24 Atualizado em 23/08/2026 às 19:09
Mais de 8.000 garrafas PET viraram ecotijolos em escola na Guatemala, em método comunitário usado em 125 unidades rurais desde 2009.
Mais de 8.000 garrafas PET viraram ecotijolos em escola na Guatemala, em método comunitário usado em 125 unidades rurais desde 2009.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
10 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Em Granados, na Guatemala, uma comunidade reutilizou mais de 8.000 garrafas PET preenchidas com sacolas e embalagens para formar ecotijolos usados nas paredes de uma escola. Presas em malhas e cobertas com cimento, as garrafas integram método do Bottle Schools, aplicado em 125 unidades rurais desde 2009 no país centro-americano.

Mais de 8.000 garrafas PET que poderiam se acumular como resíduos ganharam outra função em uma comunidade rural de Granados, na Guatemala. Estudantes, famílias e voluntários preencheram as embalagens com sacolas e outros plásticos, criando ecotijolos posteriormente incorporados às paredes de uma escola.

As informações foram publicadas pela Super Rádio Tupi em 19 de agosto de 2026, em reportagem de Vanessa Ramos. A iniciativa faz parte do programa Bottle Schools, coordenado pela ONG Hug It Forward, que envolve moradores na coleta e preparação dos materiais e já utilizou o sistema na construção de 125 escolas rurais no país desde 2009.

Ecotijolo começa com uma garrafa PET preenchida com resíduos plásticos

Foto: Hug It Forward
Foto: Hug It Forward

O chamado ecotijolo é produzido a partir de uma garrafa PET preenchida com sacolas, embalagens e outros resíduos de plástico.

O material é colocado dentro da garrafa até que o recipiente atinja uma consistência firme. Depois dessa preparação, a unidade pode ser incorporada à parede como substituta de parte dos tijolos ou blocos convencionais.

Mais de 8.000 garrafas foram usadas na escola de Granados

Foto: Hug It Forward
Foto: Hug It Forward

A construção na área rural de Granados reutilizou mais de 8.000 garrafas plásticas.

O processo deu destino também às sacolas e embalagens colocadas dentro desses recipientes, fazendo com que diferentes tipos de resíduos fossem incorporados à estrutura das paredes em vez de seguirem para descarte.

Garrafas preenchidas são presas dentro de uma estrutura de malha

Foto: Hug It Forward
Foto: Hug It Forward

Os ecotijolos não são simplesmente empilhados como blocos tradicionais.

Durante a montagem, as garrafas preenchidas são posicionadas dentro de uma estrutura de malha, responsável por mantê-las no lugar enquanto a parede é formada.

Cimento cobre os ecotijolos e esconde completamente as garrafas

Foto: Hug It Forward
Foto: Hug It Forward

Depois da montagem na malha, cimento e revestimento são aplicados sobre a estrutura.

As garrafas deixam de ficar visíveis quando o acabamento é concluído. Visualmente, a sala pronta passa a ter aparência semelhante à de uma construção convencional.

Fundações, colunas e vigas continuam sendo de concreto armado

O método não elimina os componentes estruturais tradicionais da construção.

Fundações, colunas e vigas de concreto armado continuam sendo utilizadas normalmente. Os ecotijolos substituem apenas parte dos tijolos ou blocos empregados na composição das paredes.

Projeto combina resíduos reaproveitados com construção convencional

Foto: Hug It Forward
Foto: Hug It Forward

A técnica do Bottle Schools depende da combinação entre os materiais reciclados e procedimentos tradicionais de obra.

O uso das garrafas ocorre especificamente nas paredes, enquanto cimento, aço e mão de obra qualificada permanecem presentes no processo construtivo.

Moradores participam antes mesmo de as paredes começarem a subir

A participação comunitária começa na preparação do material.

Moradores, famílias, estudantes e voluntários ajudam a coletar, limpar e preparar as garrafas, transformando resíduos disponíveis na própria comunidade em unidades que serão posteriormente usadas na construção.

Sacolas e embalagens também deixam de seguir para o descarte

Cada garrafa utilizada recebe dentro dela outros resíduos plásticos.

O método permite, portanto, incorporar à construção não apenas milhares de recipientes PET, mas também sacolas e embalagens que poderiam terminar acumuladas em ruas, terrenos baldios ou cursos d’água.

Hug It Forward coordena programa Bottle Schools

A organização responsável pelo projeto é a ONG Hug It Forward, que coordena a iniciativa Bottle Schools.

O modelo associa a implantação de espaços educacionais ao envolvimento dos moradores na preparação dos materiais, criando uma etapa comunitária antes e durante a construção.

125 escolas rurais já utilizaram o sistema desde 2009

A escola de Granados não é um caso isolado dentro do programa.

Segundo os números apresentados pela iniciativa, 125 escolas já foram construídas com esse sistema em comunidades rurais da Guatemala desde 2009.

Escola pronta não deixa garrafas aparentes nas paredes

O acabamento com cimento e revestimento cobre os recipientes utilizados durante a montagem.

Depois da conclusão da obra, não há sinal visível de que parte da parede contém garrafas PET preenchidas com resíduos plásticos. A aparência final permanece semelhante à de paredes feitas com materiais convencionais.

Método transforma coleta de resíduos em atividade comunitária

O processo permite que a própria preparação dos ecotijolos funcione como uma ação de participação coletiva.

Famílias e voluntários precisam reunir e preparar o plástico antes da construção, enquanto a comunidade também passa a contar com um novo espaço destinado à educação.

Mais de 8.000 garrafas passam a integrar paredes da escola

Na comunidade rural de Granados, mais de 8.000 garrafas PET passaram do fluxo de resíduos para a estrutura de uma escola, preenchidas com outros plásticos, presas em malhas e posteriormente cobertas por cimento e revestimento.

O método mantém fundações, colunas e vigas de concreto armado e integra um programa que contabiliza 125 escolas rurais construídas desde 2009 na Guatemala, com participação dos moradores na coleta e preparação dos materiais.

Na sua opinião, projetos que transformam resíduos plásticos em parte de construções comunitárias deveriam ser avaliados para uso em mais regiões? Deixe sua opinião nos comentários.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x