Ponte entre Penedo e Neópolis supera 50% de execução, terá 1,18 km e deverá substituir a atual travessia por balsa no Rio São Francisco.
Uma travessia hoje condicionada ao funcionamento de balsas deverá ganhar uma ligação rodoviária permanente entre as duas margens do Rio São Francisco. A ponte construída entre Penedo, em Alagoas, e Neópolis, em Sergipe, já ultrapassou metade da execução e mantém dezembro de 2026 como previsão de conclusão.
A estrutura terá 1,18 quilômetro e fará parte da BR-349/AL/SE. Uma reportagem do Correio 24 Horas publicada em 17 de agosto, informa que o empreendimento permanece acima dos 50% de avanço.
A principal transformação será sentida justamente na rotina de quem precisa passar de um estado ao outro. Atualmente, veículos e passageiros que utilizam a ligação direta entre os dois municípios dependem do transporte fluvial.
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Com a entrega da obra, esse deslocamento poderá ocorrer continuamente pela rodovia, alterando também a circulação de cargas e visitantes pelo Baixo São Francisco.
Ponte terá espaço separado para diferentes formas de deslocamento
A nova conexão não foi dimensionada apenas para receber automóveis e caminhões. Com 18 metros de largura, o projeto reserva áreas para circulação de pedestres, uma ciclovia e acostamentos, além das faixas utilizadas pelo tráfego rodoviário.
A dimensão transversal amplia a função da estrutura para moradores que fazem deslocamentos locais e não necessariamente utilizam veículos motorizados.

Navegação pelo Rio São Francisco continuará possível
Construir uma ligação rodoviária sobre o São Francisco exigiu considerar também quem utiliza o próprio rio.
Na região destinada à navegação, a estrutura deverá alcançar aproximadamente 30 metros de altura e contará com vão de 150 metros, permitindo a passagem de embarcações sob a ponte.
Isso significa que o empreendimento busca criar uma alternativa terrestre sem interromper uma modalidade de transporte que já faz parte da dinâmica econômica e social da região.
A solução também torna esse trecho tecnicamente diferente das partes da obra construídas sobre as margens, onde não existe a mesma necessidade de manter espaço para embarcações.
Instalação de vigas marcou mudança de fase no canteiro
O avanço físico passou a ficar mais visível quando começaram a ser posicionadas as peças que sustentarão o tabuleiro por onde circularão os usuários.
O projeto prevê 120 vigas na superestrutura. Em abril, quando o DNIT informou oficialmente que a execução havia alcançado 50%, as primeiras unidades já estavam sendo instaladas, enquanto mais de 170 trabalhadores atuavam no empreendimento.
A montagem dessas peças não encerra o trabalho. Depois dessa fase, ainda entram serviços responsáveis por transformar a estrutura de concreto em uma ligação efetivamente preparada para o tráfego.
Entre as etapas restantes estão execução da laje, pavimentação, construção dos acessos dos dois lados do rio, iluminação, sinalização e instalação de barreiras de proteção.

Obra integra investimento superior a R$ 200 milhões
O investimento federal anunciado inicialmente ficou na casa dos R$ 205 milhões, com recursos vinculados ao Novo PAC. Atualizações posteriores situaram o valor total estimado em aproximadamente R$ 207 milhões.
Além da própria ponte, a BR-349 integra intervenções rodoviárias em Alagoas. O planejamento contempla 126,9 quilômetros, com trabalhos que incluem recuperação de pavimento e sinalização.
A importância da ligação, portanto, não se encerra no trecho construído sobre o Rio São Francisco. Seu funcionamento dependerá também dos acessos e da integração com a malha rodoviária utilizada por quem seguirá viagem pelos dois estados.
Ponte pode mudar logística entre Penedo e Neópolis
Quando estiver aberta ao tráfego, a estrutura deverá eliminar uma limitação que hoje acompanha a viagem entre Penedo e Neópolis: a necessidade de transferir veículos para a balsa durante a passagem pelo rio.
Para o transporte de mercadorias, uma conexão rodoviária permanente tende a tornar o percurso mais previsível. Para moradores, poderá facilitar viagens ligadas a trabalho, comércio e acesso a serviços. Já o setor turístico deverá ganhar uma rota direta entre cidades de dois estados vizinhos.

Com mais da metade do empreendimento executada e entrega prevista para dezembro de 2026, a ponte entra na fase em que pilares e vigas começam a formar visualmente o caminho entre as margens.
O resultado esperado é substituir uma travessia dependente do transporte fluvial por uma ligação contínua de 1,18 quilômetro sobre um dos rios mais importantes do país.
Com informações do Correio 24 Horas
