Lucas Braathen faz história no esqui alpino e conquista medalha de ouro inédita para o Brasil inverno nas Olimpíadas de Inverno 2026.
O Brasil inverno viveu um momento sem precedentes neste sábado (14). Lucas Braathen conquistou a medalha de ouro no slalom gigante do esqui alpino nas Olimpíadas de Inverno Milão-Cortina 2026, tornando-se o primeiro atleta a alcançar o topo do pódio olímpico de inverno representando o país.
Assim, aos 25 anos, o esquiador brilhou nas duas descidas da prova.
Então ele somou o tempo total de 2m25s, incluindo 1m11s08 na segunda passagem, desempenho que garantiu a vitória histórica no esqui alpino mundial.
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O feito ocorreu na Itália, diante das principais potências da neve.
Assim, Lucas Braathen colocou definitivamente o nome do Brasil inverno no mapa das Olimpíadas de Inverno.
Trajetória no esqui alpino começou ainda na infância
Filho de mãe brasileira e pai norueguês, Lucas Pinheiro Braathen nasceu em Oslo, na Noruega.
Foi ainda criança, aos nove anos, que teve o primeiro contato com o esqui alpino, incentivado pelo pai.
O talento apareceu cedo.
Já na adolescência, acumulava resultados expressivos e, aos 18 anos, conquistou medalhas no Mundial Júnior representando a Noruega.
Portanto, sua formação esportiva ocorreu dentro de uma das maiores escolas do esqui alpino do planeta, o que ajudou a moldar sua base técnica de alto rendimento.
Lesão grave ameaçou carreira antes das Olimpíadas de Inverno
Apesar da ascensão rápida, a trajetória não foi linear.
Em 2020, Lucas Braathen enfrentou o período mais delicado da carreira ao sofrer uma ruptura de ligamentos no joelho.
A lesão o afastou das pistas por oito meses.
Durante esse intervalo, houve incerteza sobre seu retorno ao mesmo nível competitivo no esqui alpino.
Entretanto, a recuperação foi sólida.
Na temporada 2022-23, ele voltou ao topo ao conquistar o título de campeão do slalom da Copa do Mundo pela Noruega, consolidando sua elite técnica antes das Olimpíadas de Inverno.
Mudança de bandeira redefiniu o Brasil inverno
Mesmo no auge, uma reviravolta mudou seu destino esportivo.
Em 2023, Lucas Braathen anunciou aposentadoria precoce após divergências com a federação norueguesa, envolvendo autonomia profissional e direitos de imagem.
Meses depois, surpreendeu o circuito ao retornar às competições defendendo o Brasil inverno.
A decisão teve peso estratégico e simbólico.
Estratégico, porque passou a ter maior controle sobre a carreira.
Simbólico, porque enxergou a oportunidade de abrir caminho para o esporte de neve no país.
“Eu queria falar uma coisa que tem uma importância maior do que só resultados. Trazer 200 milhões de pessoas para o esporte de inverno é importante.
Eu quero ser uma inspiração. Não importa de onde você é. Não existem limitações, só oportunidades.”
A mudança dividiu opiniões na Noruega.
Parte do público lamentou a saída, enquanto outra reconheceu a coragem.
No Brasil, a recepção foi imediata e calorosa, mesmo com a baixa tradição do país nas Olimpíadas de Inverno.
Formação híbrida virou diferencial competitivo
Lucas Braathen acredita que sua identidade multicultural impacta diretamente o desempenho no esqui alpino.
“A mentalidade brasileira me ajudou a pensar fora da caixa.
A achar jeitos novos de treinar, de esquiar. Esse jeito diferente sempre me ajudou nas competições.”
Segundo ele, a combinação entre disciplina europeia e criatividade brasileira trouxe vantagens competitivas.
Assim, construiu um estilo próprio nas pistas.
Rituais brasileiros acompanham o campeão olímpico
Fora do ambiente das Olimpíadas de Inverno, Lucas mantém hábitos que reforçam o vínculo com o país que passou a representar.
“A primeira coisa que eu faço quando entro no Brasil é comer pão de queijo e tomar guaraná. Sempre.”
Depois, segundo o atleta, vêm churrasco em família, brigadeiro e água de coco.
Ele brinca que retorna à Europa acima do peso ideal de competição, mas considera parte essencial do equilíbrio emocional.
Medalha de ouro amplia visibilidade do esqui alpino no país
A conquista da medalha de ouro tem impacto que vai além do resultado esportivo.
O feito projeta o Brasil inverno em uma nova dimensão dentro das Olimpíadas de Inverno.
Pela primeira vez, jovens atletas passam a enxergar o esqui alpino como caminho possível.
Além disso, federações e patrocinadores tendem a ampliar investimentos na modalidade.
O próprio campeão reconhece o peso simbólico da conquista.
“Eu vou estar no jornal no Brasil, e meus avôs vão ver o nome do neto deles. Isso é muito especial.”
Legado de Lucas Braathen para o Brasil inverno
Com a vitória, Lucas Braathen não apenas entrou para a história.
Ele inaugurou um novo capítulo para o esporte nacional nas Olimpíadas de Inverno.
Seu ouro no esqui alpino representa mais que um pódio.
Representa identidade, representatividade e expansão de fronteiras esportivas.
Assim, o Brasil inverno deixa de ser figurante e passa a ocupar espaço competitivo real no cenário global da neve.
Veja mais em: Lucas Pinheiro dá a volta por cima seis anos após drama na carreira | CNN Brasil

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