Josiara Oliveira manteve o casal no carro mesmo após descobrir que o destino cadastrado levava a uma escola. Com as contrações da passageira se intensificando, a motorista encontrou uma equipe da Guarda Civil Municipal no caminho e seguiu até a maternidade sob escolta.
O endereço registrado no aplicativo não levava à maternidade de que a passageira precisava, mas Josiara Oliveira decidiu continuar a corrida. A motorista percebeu que transportava uma gestante em trabalho de parto e seguiu com o casal em busca da unidade hospitalar na Ilha de Santa Maria, em Vitória.
A viagem era a primeira do dia para Josiara, que havia deixado o próprio filho na creche antes de receber a solicitação. No momento do embarque, as contrações ainda estavam no início, mas as dores aumentaram cerca de cinco minutos depois, tornando o deslocamento mais urgente.
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O destino incorreto havia sido inserido pelo pai da criança e correspondia a uma escola. Diante da evolução das contrações, a motorista não encerrou o atendimento no ponto cadastrado e continuou procurando uma forma de levar a passageira ao hospital.
A Prefeitura de Vitória informou que a ocorrência foi registrada em maio deste ano. O relato oficial detalha que Josiara manteve o casal no carro mesmo depois de identificar a divergência entre o endereço indicado no aplicativo e o local para onde a gestante precisava seguir.
Guarda Municipal abriu caminho até a Ilha de Santa Maria
A oportunidade de pedir ajuda surgiu na região da Ilha do Príncipe, nas proximidades da rodoviária de Vitória. Ao avistar uma equipe da Guarda Civil Municipal, Josiara se aproximou dos agentes e explicou que levava uma gestante em trabalho de parto e precisava chegar à maternidade.

Os guardas decidiram acompanhar o deslocamento, mas a passageira permaneceu no carro de aplicativo. Uma viatura passou à frente do veículo e utilizou sirene e giroflex para abrir passagem entre os demais motoristas, enquanto Josiara seguia logo atrás com o casal.
O guarda municipal identificado como Lago relatou que a condutora pediu ajuda porque transportava os futuros pais, que eram de outra cidade, e precisava alcançar rapidamente a unidade hospitalar. A equipe seguiu então na frente do carro em direção à Ilha de Santa Maria.
Durante o acompanhamento, os agentes buscaram acelerar o percurso sem criar um novo risco no trânsito. O guarda Costa explicou que a equipe utilizou conhecimentos de direção defensiva para adiantar o transporte sem comprometer a segurança dos ocupantes do carro e dos demais condutores.
A gestante permaneceu no mesmo automóvel durante todo o apoio da Guarda Municipal. Josiara continuou ao volante e responsável pelo transporte, enquanto a viatura atuava à frente para facilitar a passagem até a unidade hospitalar.
A escolta começou quando as contrações já haviam se intensificado, poucos minutos depois do embarque. O pedido de ajuda permitiu que a corrida prosseguisse com apoio dos agentes sem que o casal precisasse trocar de veículo durante o deslocamento.
Bolsa rompeu durante o trajeto
A urgência aumentou quando a bolsa da gestante rompeu dentro do carro. O nascimento, porém, não ocorreu durante o percurso, e Josiara conseguiu seguir atrás da viatura até alcançar a maternidade antes do parto.
A bebê recebeu o nome de Celine e nasceu saudável, pesando 3,3 quilos. Depois do nascimento, o pai entrou em contato com os guardas que haviam participado da ocorrência para informar que a filha estava bem e agradecer pelo auxílio durante o trajeto.
O atendimento da Guarda Municipal terminou na chegada à maternidade. Os agentes não assumiram o transporte da passageira em nenhum momento: a corrida permaneceu sob responsabilidade de Josiara, enquanto a viatura atuou na abertura de caminho no trecho em que acompanhou o carro.
O erro no destino cadastrado foi identificado antes de a situação atingir o ponto de maior urgência. Ainda assim, a motorista optou por não encerrar a viagem na escola indicada no aplicativo e manteve o casal no veículo enquanto procurava uma alternativa para completar o percurso correto.
Quando encontrou os guardas perto da rodoviária, Josiara já havia percorrido parte do trajeto com a gestante e o pai da criança. A partir dali, a viatura assumiu a frente do deslocamento e seguiu abrindo passagem até a Ilha de Santa Maria.
A bolsa rompeu antes da chegada, mas houve tempo para alcançar a maternidade. O parto ocorreu somente depois que a passageira entrou na unidade hospitalar, onde Celine nasceu com saúde.
Após receber a notícia do nascimento, a equipe soube pelo pai que mãe e filha estavam bem. Josiara agradeceu aos guardas pelo apoio prestado durante a escolta e, concluído o atendimento ao casal, retomou sua rotina de trabalho.
