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Iraque promete recompensa de até 5% para quem denunciar corrupção após receber 26 mil relatos e recuperar US$ 1 bilhão em ativos

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 01/09/2026 às 14:33 Atualizado em 01/09/2026 às 14:34
Iraque ativa recompensas para denunciantes após receber 26 mil relatos e recuperar ativos avaliados em mais de US$ 1 bilhão na campanha.
Iraque ativa recompensas para denunciantes após receber 26 mil relatos e recuperar ativos avaliados em mais de US$ 1 bilhão na campanha.
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Medida permite recompensar denunciantes e acompanha campanha que recebeu mais de 26 mil relatos e recuperou dinheiro, imóveis e outros ativos avaliados em US$ 1,04 bilhão desde junho no país do Oriente Médio, segundo governo.

O governo do Iraque determinou a ativação de uma lei que permite pagar recompensas financeiras a pessoas que forneçam informações sobre casos de corrupção. A medida ocorre durante uma campanha que recebeu mais de 26 mil denúncias e recuperou dinheiro, imóveis e outros ativos avaliados em aproximadamente US$ 1,04 bilhão.

A decisão foi anunciada após uma visita do primeiro-ministro Ali al-Zaidi à Comissão Federal de Integridade. Segundo o The National, o premiê determinou que o mecanismo previsto na legislação iraquiana fosse efetivamente colocado em funcionamento.

A iniciativa também inclui o reforço da fiscalização nas passagens de fronteira e a exposição de pessoas comprovadamente envolvidas em esquemas de corrupção.

Denunciantes poderão receber parte do dinheiro recuperado

O sistema prevê que os denunciantes possam receber uma porcentagem dos recursos recuperados pelo Estado quando as informações fornecidas contribuírem para a descoberta e comprovação de irregularidades.

De acordo com o Kurdistan24, a recompensa pode chegar a 5% do valor recuperado. O pagamento, portanto, não seria automático apenas pela apresentação de uma denúncia, mas dependeria dos resultados obtidos pelas autoridades.

A Comissão Federal de Integridade do Iraque já havia informado que pessoas responsáveis por revelar determinados crimes relacionados ao enriquecimento irregular poderiam ser abrangidas pela legislação que recompensa denunciantes.

O primeiro-ministro havia prometido, no início de julho, uma recompensa financeira considerada “substancial” aos informantes, destacando a importância das denúncias para a proteção dos recursos públicos.

Mais de 26 mil relatos chegaram às autoridades

O porta-voz do governo, Haider al-Aboudi, afirmou que mais de 26 mil denúncias relacionadas a suspeitas de corrupção foram encaminhadas à Comissão de Integridade durante a atual campanha.

Embora algumas publicações nas redes sociais afirmem que todos os registros foram realizados “no último mês”, as informações disponíveis indicam que o número se refere ao período da campanha, iniciada no final de junho. Portanto, não é correto restringir necessariamente as 26 mil denúncias a apenas 30 dias.

A ofensiva ficou conhecida como “Operação Amanhecer” e começou com uma grande ação na Zona Verde de Bagdá, área fortemente protegida onde estão prédios governamentais e representações diplomáticas.

Segundo o The New Region, a campanha provocou prisões de autoridades e antigos ocupantes de cargos públicos. As investigações alcançaram especialmente integrantes e ex-integrantes dos ministérios do Petróleo e da Eletricidade.

Valor inclui dinheiro, imóveis e outros bens

O governo estima que mais de 1,359 trilhão de dinares iraquianos foram recuperados durante a campanha. O montante corresponde a aproximadamente US$ 1,04 bilhão.

Esse número, entretanto, não representa apenas dinheiro apreendido. O cálculo reúne recursos financeiros, imóveis e outros ativos localizados ou recuperados pelas autoridades. Assim, dizer que o Iraque apreendeu mais de US$ 1 bilhão em dinheiro seria impreciso.

Além das recuperações patrimoniais, dezenas de pessoas foram detidas e grandes quantidades de dinheiro, ouro e joias foram confiscadas em diferentes investigações.

O governo afirma que a campanha continuará, combinando prisões, recuperação de patrimônio e medidas preventivas para reduzir oportunidades de fraude dentro da administração pública.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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