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Leão comprado ainda filhote para posar com crianças tem as garras arrancadas, recebe apenas um copo de leite por dia para não crescer e definha com raquitismo e extrema magreza, até ser resgatado no Brasil e se transformar em um gigante de quase 300 kg

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 01/09/2026 às 08:30
Bartô foi usado em fotos com crianças, recebeu apenas um copo de leite por dia, desenvolveu raquitismo e se recuperou após chegar a um santuário.
Leão é comprado ainda filhote para posar com crianças, tem as garras arrancadas e recebe apenas um copo de leite por dia
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Bartô foi usado em fotos com crianças, recebeu apenas um copo de leite por dia, desenvolveu raquitismo e se recuperou após chegar a um santuário.

Em 1996, um filhote de leão chamado Bartô foi apreendido na casa de um fotógrafo no Brasil depois de uma trajetória que havia começado em um circo. Segundo o Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos, o homem comprou o animal ainda bebê para utilizá-lo em fotografias ao lado de crianças.

Conforme Bartô começou a crescer, porém, seu tamanho natural passou a representar um problema para aquela atividade. O relato da instituição afirma que sua alimentação foi então restringida a apenas um copo de leite por dia, numa tentativa de retardar seu desenvolvimento.

O resultado foi devastador. Bartô desenvolveu raquitismo, extrema magreza e alterações nos ossos, chegando ao resgate com as patas arqueadas. Um registro histórico do próprio Rancho dos Gnomos acrescenta que suas garras também haviam sido retiradas junto com parte dos dedos e que o filhote foi encontrado dentro da lavanderia da residência, sob um tanque, praticamente sem exposição ao sol.

Depois de ser levado ao santuário e receber tratamento veterinário e alimentação adequada, o animal passou por uma transformação completa: cresceu, recuperou a condição corporal e anos depois chegou a pesar aproximadamente 300 kg, tornando-se um dos leões mais conhecidos da instituição.

Bartô foi comprado de um circo para trabalhar em fotografias

A história de Bartô começou com sua utilização comercial quando ainda era extremamente jovem. De acordo com o Rancho dos Gnomos, o fotógrafo havia adquirido o animal de um circo com a intenção de usá-lo como atração em sessões fotográficas com crianças.

Enquanto pequeno, o filhote podia ser colocado ao lado dos clientes com relativa facilidade. O problema era inevitável: leões não permanecem do tamanho de filhotes por muito tempo.

Leão é comprado ainda filhote para posar com crianças
Leão é comprado ainda filhote para posar com crianças

Um macho adulto pode desenvolver um corpo extremamente robusto, grande cabeça, musculatura pesada e comportamento incompatível com a função de simples adereço fotográfico.

Foi justamente o crescimento natural de Bartô que, segundo a instituição, levou seu proprietário a tentar interferir drasticamente em seu desenvolvimento.

A alimentação teria sido reduzida a um único copo de leite por dia

Segundo o Rancho dos Gnomos, o fotógrafo passou a oferecer a Bartô somente um copo de leite por dia com o objetivo de retardar seu crescimento e prolongar o período em que poderia continuar sendo utilizado nas fotografias.

Para um felino em crescimento acelerado, a restrição teve consequências sérias. O organismo de um filhote precisa de nutrientes suficientes para desenvolver ossos, músculos e órgãos durante os primeiros meses de vida.

O Rancho afirma que Bartô começou a apresentar extrema magreza e raquitismo, comprometendo diretamente sua saúde. Um registro mais antigo da instituição relata ainda que suas patas estavam arqueadas quando foi localizado.

As garras também teriam sido removidas

O mesmo registro histórico do Rancho dos Gnomos descreve outra intervenção realizada no filhote. Segundo a instituição, as garras de Bartô foram retiradas juntamente com a extremidade dos dedos para impedir que voltassem a crescer. A medida teria sido tomada porque o leão era utilizado diretamente em contato com crianças durante as fotografias.

A remoção definitiva das garras de um felino não corresponde simplesmente a cortar unhas. A garra está associada à estrutura distal do dedo, e o procedimento descrito pelo santuário envolveu a retirada de parte dessa região.

Bartô, portanto, cresceria sem uma estrutura anatômica importante para comportamentos naturais de grandes felinos, enquanto as consequências da alimentação inadequada já se manifestavam em seu esqueleto.

O filhote foi encontrado embaixo de um tanque de lavar roupas

O cenário relatado no momento do resgate torna o caso ainda mais extremo.

Uma página histórica mantida pelo Rancho dos Gnomos afirma que, depois de denúncias, Bartô foi encontrado ainda muito jovem dentro da residência do fotógrafo.

O animal estaria na lavanderia, embaixo do tanque de lavar roupas, sem acesso adequado sequer à luz solar.

A instituição estimou naquele registro que ele tivesse aproximadamente 30 dias de idade quando foi encontrado.

Bartô foi usado em fotos com crianças, recebeu apenas um copo de leite por dia, desenvolveu raquitismo e se recuperou após chegar a um santuário.
Leão é comprado ainda filhote para posar com crianças, tem as garras arrancadas e recebe apenas um copo de leite por dia

O relato mais recente do santuário resume o episódio dizendo que Bartô foi apreendido na casa do fotógrafo em 1996 e encaminhado posteriormente para os cuidados da instituição.

Era o início de uma mudança radical para um animal cuja infância havia sido marcada pela exploração comercial e por sérios problemas nutricionais.

Bartô chegou ao santuário extremamente magro e com raquitismo

O quadro físico descrito pelo Rancho dos Gnomos era consequência direta do período anterior.

A instituição afirma que Bartô chegou apresentando extrema magreza e sinais de raquitismo, condição que havia comprometido seu desenvolvimento. O registro histórico também menciona patas arqueadas.

A prioridade passou a ser recuperar sua saúde.

Segundo o santuário, foram adotadas medidas veterinárias e de manejo para seu restabelecimento. Alimentação adequada, acompanhamento profissional e um ambiente preparado para um grande felino permitiram que Bartô começasse finalmente a crescer dentro dos padrões esperados para sua espécie.

A transformação ocorrida nos anos seguintes seria especialmente impressionante quando comparada ao filhote extremamente magro encontrado em 1996.

O leão que deveria ser mantido pequeno cresceu até cerca de 300 kg

A estratégia usada anteriormente para impedir seu crescimento acabou fracassando completamente depois que Bartô passou a receber cuidados adequados.

Em um boletim histórico, o Rancho dos Gnomos descreveu o animal adulto como um leão enorme e imponente, registrando peso de aproximadamente 300 kg naquele período.

A diferença era gigantesca.

O filhote que havia recebido apenas um copo de leite por dia para permanecer pequeno desenvolveu-se até se tornar um macho de grande porte.

O ganho de peso chegou inclusive a ultrapassar o ponto considerado adequado pelo santuário. Na época daquele boletim, Bartô havia sido colocado em um programa de redução alimentar porque a equipe considerava seus cerca de 300 kg excessivos para sua saúde.

Depois da desnutrição, Bartô precisou até perder peso

Bartô havia chegado extremamente magro, com problemas ósseos causados pela alimentação inadequada. Depois de anos recebendo cuidados, cresceu tanto que o Rancho dos Gnomos decidiu reduzir sua quantidade diária de alimento para controlar o peso.

Segundo o boletim da instituição, o leão chegou à marca aproximada de 300 kg e já havia perdido cerca de dez quilos durante o processo de controle alimentar.

A situação representava o extremo oposto daquele encontrado em 1996.

Antes, a preocupação era fazer um filhote debilitado sobreviver e permitir que seu organismo se desenvolvesse. Anos depois, os responsáveis precisavam controlar cuidadosamente sua alimentação porque Bartô havia se transformado em um animal adulto de porte monumental.

O tratamento mudou completamente sua aparência

As fotografias e os relatos posteriores do Rancho descrevem Bartô como um grande macho adulto com aparência muito diferente daquela apresentada no momento da apreensão.

O santuário atribuiu essa mudança ao tratamento médico-veterinário adequado e ao acompanhamento permanente recebido depois de sua chegada.

Leão é comprado ainda filhote para posar com crianças, tem as garras arrancadas e recebe apenas um copo de leite por dia
Leão é comprado ainda filhote para posar com crianças, tem as garras arrancadas e recebe apenas um copo de leite por dia

O animal recuperou massa corporal, desenvolveu musculatura e ganhou a aparência típica de um leão adulto.

A instituição também o descrevia como dócil dentro da rotina de manejo estabelecida pelos tratadores, embora continuasse sendo um grande felino selvagem e necessitasse de estruturas específicas para sua manutenção.

Com o passar dos anos, Bartô tornou-se um dos animais mais conhecidos do Rancho dos Gnomos.

Bartô virou o grande veterano entre os leões do santuário

Com o passar dos anos, outros grandes felinos vítimas de diferentes formas de exploração chegaram ao Rancho dos Gnomos.

Em reportagem reproduzida em 2015 sobre a trajetória da instituição, Bartô já era descrito como o grande felino veterano do santuário, quase duas décadas depois de seu resgate em 1996.

O local recebeu animais provenientes de circos, apreensões e situações de abandono.

Entre eles estavam leões que haviam sofrido queimaduras, amputações e confinamentos inadequados, além de duas leoas encontradas em 2003 dentro de uma pequena gaiola soldada e abandonada em uma área de mata em Jundiaí, São Paulo.

Bartô acabou se tornando um símbolo das histórias de recuperação acumuladas pela instituição.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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