Renovação de frota: Estaleiro Mac Laren investe R$ 300 milhões, gera 400 empregos e aposta na expansão naval com apoio da Petrobras
O clima em Niterói está agitado com o novo investimento milionário: o Estaleiro Mac Laren, já no cruzamento entre tradição e inovação, bateu o martelo num projeto de expansão após vencer o primeiro leilão de construção de navios no terceiro mandato do Lula. Com apoio do FMM, a ideia é erguer um dique flutuante de US$ 50 milhões para turbinar a capacidade de reparo, em meio ao boom da construção naval.
O investimento é claro: com os grandes estaleiros ocupados construindo os navios, o Mac Laren vai ocupar o espaço dos reparos. Alexandre Kloh, vice do estaleiro, destaca que a jogada pode fortalecer o portfólio do estaleiro, que, até então, focava em apoio a plataformas petrolíferas.
Investimento milionário! Quatro navios em parceria com Transpetro e ERG
Investimento pesado! O consórcio Mac Laren + Estaleiro Rio Grande (ERG) ganhou na Transpetro, subsidiária da Petrobras, o contrato para erguer quatro navios de transporte de combustíveis. As obras vão começar entre agosto e setembro, primeiro no ERG, que sobreviveu aos cortes da Lava Jato com reparos, depois em Niterói, para finalização. No auge da produção, 1.500 pessoas vão estar a bordo no ERG, e outros 400 no Mac Laren. Ou seja: emprego na área naval vindo com força total!.
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Transpetro acelera investimento em licitações e aposta na renovação com foco em conteúdo local e crédito
O movimento não para por aí. A Transpetro est;á investindo pesado e abriu licitação para oito navios gaseiros, que o Mac Laren também quer, e planeja licitar um total de 25 embarcações, como parte de sua ambiciosa campanha de renovação. Além disso, dois contratos foram assinados oficialmente em fevereiro e junho: um para quatro navios da classe Handy (US$ 69,5 milhões cada) e outro, anunciado em junho, prevê mais quatro embarcações a serem incorporadas de 2026 a 2030, dentro do plano da Petrobras.
Logo depois da vitória no leilão, o consórcio derrubou o índice mínimo de conteúdo local exigido pela Petrobras, de 65,7% para 50,05%. Isso permitiu importar parte da superestrutura dos navios. No entanto, estão negociando o aço aqui mesmo, aproveitando tarifas externas que deixaram o aço nacional competitivo. Os bastidores também envolvem demandas por uso do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), para incluir estaleiros em recuperação judicial nas licitações. Segundo Kloh, esse é um dos maiores entraves da cadeia naval.
Investimento na indústria brasileira e o reflexo na indústria naval
O presidente Lula e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, estão investindo pesadamente na renovação da frota, lançando licitações, fomentando emprego e defendendo que a Petrobras atue como instrumento de desenvolvimento nacional. “É um reaquecimento da indústria nacional brasileira”, disse Chambriard, em fevereiro, em evento da Transpetro. Já Lula afirmou: “não é o Brasil que é da Petrobras. É a Petrobras que é do Brasil”.
A injeção de recursos do FMM e reformas regulatórias (como depreciação acelerada) deram fôlego à construção naval. Estudos indicam que parte dos R$ 623 milhões investidos até novembro de 2022 foi investida em estaleiros e infraestrutura portuária. O resultado já é visível: novas tecnologias, empregos e um mercado naval brasileiro preparando-se para decolar de verdade.

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