Com lançamento previsto para 2027, a nova tecnologia de irrigação agrícola desenvolvida no Brasil une IA e IoT para otimizar custos e preservar recursos hídricos.
Até o ano de 2027, o agronegócio brasileiro deverá contar com uma ferramenta inédita capaz de automatizar decisões complexas sobre o uso de recursos naturais. Pesquisadores dos Centros de Competência da Embrapii estão finalizando o desenvolvimento de uma nova tecnologia de irrigação agrícola que promete revolucionar o manejo de pivôs centrais.
O projeto, que integra a chamada Rede Agrointeligente, é liderado pelo Future Grid com a colaboração do Cedra, e foca na criação de uma solução de hardware e software que integre, em um só lugar, a gestão de água e energia nas fazendas. A iniciativa atua como uma ponte estratégica entre a ciência acadêmica e o mercado produtor.
Além de aumentar a produtividade, o objetivo é fortalecer o ecossistema de inovação nacional, estimulando a criação de novas startups e garantindo que o Brasil mantenha sua liderança na agricultura digital e sustentável.
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Bastidores da criação da nova tecnologia
O desenvolvimento desta nova tecnologia é dividido em frentes especializadas para garantir que o produto final seja robusto e confiável. Enquanto o Future Grid se dedica à validação técnica dos componentes eletrônicos e dos modelos matemáticos, o Cedra aplica sua experiência em sensoriamento e agricultura de precisão.
Juntos, eles trabalham para superar obstáculos críticos, como a adaptação do sistema à sazonalidade de diferentes regiões e a garantia de que os dados coletados no campo sejam transmitidos sem falhas. A proposta vai além de um simples temporizador. Trata-se de uma inteligência capaz de analisar a viabilidade financeira da irrigação a cada minuto.
O sistema considera variáveis fundamentais para o sucesso da lavoura, tais como:
- Disponibilidade hídrica: Monitoramento real de quanta água pode ser utilizada.
- Fontes de energia: Integração entre energia da rede elétrica e geração própria (como painéis solares).
- Armazenamento: Uso de sistemas de baterias (BESS) para garantir autonomia energética.
- Custo operacional: Identificação dos horários em que a tarifa de energia é mais barata para o bolso do produtor.
Como a inteligência artificial otimiza a irrigação agrícola
No coração do projeto está a eletrônica embarcada, que permite decisões imediatas sem depender exclusivamente da intervenção humana. Através de sensores instalados na plantação, a nova tecnologia processa dados ambientais e agendar automaticamente o acionamento de motobombas.
Essa inteligência permite que o sistema escolha “quando, quanto e como irrigar”, garantindo que a planta receba a hidratação necessária no momento exato de maior absorção, evitando desperdícios por evaporação ou encharcamento.

Portanto, a irrigação agrícola deixa de ser um custo fixo pesado para se tornar uma operação otimizada por dados. A integração com a Internet das Coisas (IoT) permite que todos os equipamentos da propriedade operem em sintonia, priorizando períodos de maior disponibilidade energética.
Assim, o produtor rural ganha uma ferramenta que atua tanto na preservação ambiental quanto na eficiência financeira.
Impacto na sustentabilidade e economia hídrica
Um dos maiores benefícios esperados com a consolidação desta ferramenta é o uso racional da água, um recurso cada vez mais escasso e monitorado. Ao aliar IA e IoT, a solução brasileira ataca diretamente o desperdício, promovendo uma redução significativa nos custos de produção.

Enquanto isso, o uso eficiente de energia contribui para uma agricultura mais resiliente diante das mudanças climáticas globais. A fase de pesquisa aplicada atual foca na escalabilidade, visando que o modelo seja replicável para diferentes culturas e tamanhos de propriedades.
Ao unir ciência de ponta e as necessidades reais do campo, a rede de pesquisadores espera entregar uma solução que não apenas transforme a rotina do agricultor, mas que estabeleça um novo padrão global de sustentabilidade para o setor de irrigação.
Com informações do Compre Rural

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