Indústria brasileira acumula queda de 4,1% entre maio e setembro de 2026, praticamente anula crescimento do início do ano e registra retração em 17 dos 25 setores pesquisados pelo IBGE no último levantamento divulgado
A produção industrial brasileira perdeu praticamente todo o crescimento conquistado no começo de 2026. Depois de avançar nos primeiros quatro meses, as fábricas passaram a produzir menos, acumulando cinco meses de perdas e chegando a setembro praticamente estagnadas.
Indústria brasileira perde força e apaga ganhos do início do ano
Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (5) mostram uma mudança no ritmo das fábricas brasileiras.
Entre janeiro e abril, a produção cresceu 4,2%. Mas a situação virou. De maio a setembro, a atividade industrial acumulou retração de 4,1%, praticamente anulando o avanço anterior.
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Mesmo com essa perda, a indústria ainda registra crescimento de 0,4% no acumulado dos nove primeiros meses de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025.
O resultado mostra que o setor perdeu força depois de começar o ano em expansão.

Queda na produção industrial atinge 17 dos 25 setores pesquisados
O enfraquecimento não ficou concentrado em poucas atividades. Em setembro, 17 dos 25 ramos industriais acompanhados pelo IBGE produziram menos do que em agosto.
Entre as quatro grandes categorias econômicas, três apresentaram resultados negativos.
A produção de bens de capital, categoria que inclui máquinas e equipamentos utilizados pelas empresas, caiu 1,9%.
Já os bens intermediários, usados como insumos em outras atividades produtivas, recuaram 0,7%.
Os bens de consumo semi e não duráveis também registraram queda, de 1,2%. A exceção foram os bens de consumo duráveis, com crescimento de 0,7%.

Média móvel confirma perda de ritmo das fábricas
Outro indicador reforça a desaceleração. A média móvel trimestral da produção industrial mantém trajetória descendente desde maio.
Esse cálculo considera períodos de três meses para reduzir o efeito de oscilações isoladas e mostrar melhor a tendência da atividade.
Na prática, os números indicam que a indústria não conseguiu manter o ritmo de crescimento observado no primeiro quadrimestre.
Resultado dos próximos meses definirá desempenho de 2026
Apesar das perdas recentes, o acumulado de janeiro a setembro permanece ligeiramente positivo.
A diferença entre o avanço inicial e a retração posterior mostra uma indústria praticamente no mesmo nível do começo do ano.
Os próximos levantamentos do IBGE mostrarão se a produção conseguirá recuperar parte das perdas ou terminará 2026 próxima da estabilidade.
Matéria elaborada com base em dados de Poder 360.
