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Com apenas 1,8 m², casinha construída em um mês por homem de 28 anos em um quintal, custou apenas US$ 5 mil, totalmente funcional e capaz de encaixar cozinha, cama, banheiro, eletrodomésticos e energia solar

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 25/08/2026 às 21:01 Atualizado em 25/08/2026 às 21:02
Assista o vídeoLevi Kelly, criador de conteúdo de 28 anos, construiu uma microcasa funcional de aproximadamente 1,8 m² no próprio quintal
Levi Kelly, criador de conteúdo de 28 anos, construiu uma microcasa funcional de aproximadamente 1,8 m² no próprio quintal
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Construída em 30 dias no sul de Ohio, nos Estados Unidos, a pequena casa de 1,8 m² tem cama retrátil, cozinha, banheiro portátil, água quente, climatização e energia solar em uma área menor que muitos banheiros brasileiros.

Seria possível morar em uma área menor que muitos banheiros brasileiros? Foi nessa escala que Levi Kelly, criador de conteúdo de 28 anos, construiu uma microcasa funcional de aproximadamente 1,8 m² no próprio quintal, no sul de Ohio, nos Estados Unidos.

Executado em 2024 sobre um pequeno reboque, o projeto levou 30 dias e custou cerca de US$ 5 mil. A estrutura recebeu cama retrátil, minigeladeira, pia com água quente, vaso portátil, chuveiro externo, ar condicionado, aquecimento e painéis solares.

A informação foi publicada em 8 de agosto de 2026 por The U.S. Sun, veículo jornalístico de notícias dos Estados Unidos. Kelly também passou algumas noites dentro da construção, inclusive durante uma tempestade de neve, para testar o espaço em condições difíceis.

Uma casa de 1,8 m² menor que um closet e próxima da escala de um elevador

A casinha tem uma área total de aproximadamente 1,8 m². A base usada na construção foi um reboque que Kelly já possuía, com cerca de 0,91 metro por 1,22 metro, instalado em seu quintal.

Para visualizar a dimensão, essa área cabe várias vezes no espaço de uma vaga comum de automóvel. Ela se aproxima da escala de uma cabine de elevador e ainda pode ser menor que muitos banheiros, lavanderias e closets encontrados em residências brasileiras.

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O interior é tão estreito que uma pessoa consegue alcançar as paredes apenas esticando os braços. Por isso, cada item precisou ocupar mais de uma função ou desaparecer quando não estava sendo utilizado.

Cama desce do teto e torneira desaparece para liberar a pequena bancada

A cama ocuparia mais da metade do piso disponível se permanecesse aberta. Kelly resolveu o problema colocando o espaço de dormir em um nível elevado com estrutura retrátil, que pode ser baixada a partir do teto na hora do descanso.

Na cozinha, uma torneira dobrável fica escondida sob uma tampa de madeira. Quando a pia não está em uso, essa cobertura vira tábua de corte e devolve parte da bancada ao morador. A minigeladeira fica instalada logo abaixo.

Não existe uma cozinha voltada ao preparo de refeições elaboradas. O espaço permite fazer pratos simples com uma chapa elétrica ou um fogareiro de acampamento, enquanto a pia oferece água corrente e aquecida.

O vaso com descarga é portátil e permanece em um compartimento externo até ser levado para dentro. Já o chuveiro foi montado do lado de fora, uma escolha que economiza área interna, mas também revela os limites do projeto para o uso cotidiano.

Sistema de bateria e climatização consumiram a maior parte dos US$ 5 mil

O orçamento total ficou em aproximadamente US$ 5 mil. Desse valor, US$ 2.500 foram destinados ao sistema de baterias ligado aos painéis solares instalados no teto. A bateria fica escondida sob o banco da área de estar.

O aparelho de climatização, usado para resfriar o interior, custou mais US$ 600. Juntos, bateria e climatização consumiram mais da metade de todo o orçamento da microcasa. O espaço também recebeu um equipamento compacto de aquecimento.

The U.S. Sun, veículo jornalístico de notícias dos Estados Unidos, detalhou que a energia solar alimenta a minigeladeira, a iluminação, a climatização e até o chuveiro externo. Assim, a estrutura não depende apenas de uma tomada ligada à casa principal.

Kelly ainda escolheu madeiras diferenciadas para os acabamentos, aplicou uma pintura preta na parte externa e colocou janelas de galpão para ampliar a entrada de luz natural. Sua esposa, Savannah, ajudou a levantar as paredes mais pesadas durante a obra.

Levi Kelly dormiu na casinha durante uma tempestade com mais de 30 centímetros de neve

Depois de concluir a construção, Kelly passou algumas noites dentro da casinha. Um dos testes ocorreu durante uma tempestade de inverno em Ohio, quando o acúmulo de neve ultrapassou 30 centímetros.

O aquecimento compacto permitiu que ele permanecesse no interior durante a experiência. A cama elevada, o sistema de energia e os equipamentos básicos continuaram disponíveis dentro de uma estrutura na qual quase não existe espaço livre.

Levi Kelly dormiu na microcasa durante uma tempestade com mais de 30 centímetros de neve
Levi Kelly dormiu na casinha durante uma tempestade com mais de 30 centímetros de neve

O teste mostra que os recursos planejados puderam ser usados por algumas noites, inclusive sob frio intenso.

Recorde, protótipo ou moradia real de apenas 1,8 m²

Kelly criou a estrutura para ser menor e mais completa do que outros projetos mínimos vistos por ele na internet. A construção foi apresentada como a menor casa funcional do mundo, mas não foi informada uma certificação independente que confirme esse possível recorde.

Na prática, o próprio criador não vive no local. Ele mora com a esposa e os três filhos em uma casa convencional de aproximadamente 232 m², situada a cerca de 30 metros da microcasa, que permanece parada no quintal.

Entre as possibilidades avaliadas estão vender a estrutura, fazer uma viagem com ela ou construir uma versão permanente um pouco maior, com cerca de 2,8 m², para receber hóspedes. Nenhuma dessas ideias havia sido executada quando as informações foram publicadas.

Uma casa funcional não é necessariamente uma moradia adequada

O experimento mostra como móveis retráteis e equipamentos compactos podem concentrar várias funções em uma área extrema. Também evidencia que chamar uma construção de funcional não significa dizer que ela oferece conforto, privacidade e condições adequadas para qualquer pessoa morar todos os dias.

A casinha de 1,8 m² funciona melhor como demonstração de criatividade e aproveitamento de espaço. Seu custo de US$ 5 mil e o teste na neve impressionam, mas o projeto permanece como protótipo instalado a poucos metros da residência real da família.

Você passaria uma noite nessa pequena casa durante uma nevasca ou consideraria o espaço pequeno demais? Conte nos comentários e compartilhe a publicação.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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