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Governo libera e novo RG pode ser solicitado do celular para ser entregue em casa com CPF como número único, tecnologia antifraude e biometria facial

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 20/05/2026 às 16:59
Atualizado em 20/05/2026 às 17:01
Veja como emitir a nova Carteira de Identidade Nacional, acessar a CIN digital no gov.br e entender validade, CPF único e QR Code.
Veja como emitir a nova Carteira de Identidade Nacional, acessar a CIN digital no gov.br e entender validade, CPF único e QR Code.
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Mudança no documento de identidade unifica registros pelo CPF, leva a versão digital ao gov.br e muda a rotina de quem ainda usa o RG antigo, com regras distintas para emissão, validação, prazo de uso, segurança e acesso pelo celular em todo o país.

Carteira de Identidade Nacional, conhecida como CIN, já reúne CPF como número único, QR Code de verificação e versão digital no aplicativo gov.br, embora a emissão ainda dependa de atendimento presencial para conferência de documentos e coleta biométrica.

Pelo celular, o cidadão pode iniciar o processo com o agendamento no órgão de identificação do estado, enquanto a entrega em casa só ocorre quando essa modalidade está prevista nas regras locais do serviço emissor.

Com a mudança, o antigo RG estadual será substituído de forma gradual, já que o modelo anterior permitia registros diferentes em cada unidade da federação e dificultava a integração das bases públicas.

Em todo o país, o CPF passa a funcionar como identificação única do cidadão, reduzindo duplicidades e facilitando a conferência de dados por órgãos públicos, instituições financeiras, aeroportos e serviços privados que exigem validação documental.

Nova identidade nacional usa CPF como registro único

Criada para padronizar a identificação civil brasileira, a CIN organiza informações que antes ficavam espalhadas entre estados, reduzindo divergências cadastrais e dando ao cidadão um documento válido em todo o território nacional.

Dependendo da disponibilidade local, a carteira pode ser emitida em papel ou cartão, mas a versão digital fica vinculada ao gov.br somente depois que o documento físico é produzido pelo órgão responsável.

No verso da identidade, o QR Code permite verificar a autenticidade da carteira e consultar informações de validação, o que cria uma camada adicional de segurança contra fraudes e uso indevido de dados pessoais.

Segundo o Governo Digital, essa leitura pode mostrar dados básicos, como CPF e data de nascimento, ou permitir checagem completa quando houver conexão com a internet e acesso às funcionalidades necessárias.

Além da integração digital, o documento segue padrões internacionais e inclui zona legível por máquina, recurso usado também em passaportes e exigido em documentos de viagem aceitos em determinados acordos regionais.

Mesmo com essa estrutura, a CIN não substitui o passaporte em destinos fora das regras específicas do Mercosul, embora possa ser aceita em países do bloco com os quais o Brasil mantém acordo de viagem.

Veja como emitir a nova Carteira de Identidade Nacional, acessar a CIN digital no gov.br e entender validade, CPF único e QR Code.
Veja como emitir a nova Carteira de Identidade Nacional, acessar a CIN digital no gov.br e entender validade, CPF único e QR Code.

Emissão da CIN começa online e termina no atendimento presencial

Para tirar a nova identidade, o cidadão deve procurar o canal oficial de emissão do estado ou acessar a página gov.br/identidade, que direciona o usuário ao instituto responsável pelo atendimento.

Na maior parte dos estados, o agendamento pode ser feito pela internet, mas a pessoa precisa comparecer ao posto no dia marcado para apresentar a documentação exigida e concluir a coleta dos dados biométricos.

Essa etapa presencial permanece necessária porque os órgãos de identificação conferem documentos, validam informações pessoais e registram biometria, procedimentos que não são substituídos integralmente pelo acesso ao aplicativo ou pelo agendamento digital.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, o encaminhamento pode ocorrer de forma online ou presencial, conforme o posto escolhido, mas mesmo o pedido digital mantém a exigência de comparecimento para conclusão.

Para brasileiros nascidos no país, a documentação básica costuma incluir certidão de nascimento ou casamento, conforme o estado civil, além do CPF, sem prejuízo de outras exigências definidas pelo órgão local.

De acordo com o Governo Digital, a emissão fica sob responsabilidade dos órgãos de identificação civil dos estados e do Distrito Federal, que podem orientar sobre atualização de certidões e documentos complementares.

Entrega da nova identidade em casa depende do estado

Embora o pedido possa começar pelo celular em muitos locais, a entrega da CIN em casa não é uma regra nacional automática e depende da política adotada por cada unidade federativa.

Em Minas Gerais, o portal oficial informa que o documento é enviado ao endereço indicado no atendimento em até 15 dias úteis, com três tentativas dos Correios antes do encaminhamento para retirada.

Já em São Paulo, o Poupatempo informa que a carteira fica pronta em até 22 dias úteis e permite ao cidadão solicitar o envio pelos Correios durante o processo de atendimento.

Antes de contar com a entrega residencial, portanto, o usuário deve consultar o órgão de identificação do estado para confirmar disponibilidade, prazo, forma de recebimento e eventuais condições aplicáveis ao serviço.

CIN digital aparece no gov.br após emissão física

A versão digital da identidade não aparece no aplicativo antes da conclusão da emissão física, porque o sistema depende da produção do documento e da validação posterior pelo próprio titular.

Na orientação do Governo Digital, primeiro é preciso solicitar a CIN em um instituto de identificação, receber o documento físico, acessar o aplicativo gov.br, ler o QR Code e fazer reconhecimento facial.

Concluída essa etapa, a carteira pode ser adicionada à área de documentos digitais do aplicativo, onde passa a ficar disponível para apresentação em serviços que aceitam documentos eletrônicos oficiais.

Veja como emitir a nova Carteira de Identidade Nacional, acessar a CIN digital no gov.br e entender validade, CPF único e QR Code.
Veja como emitir a nova Carteira de Identidade Nacional, acessar a CIN digital no gov.br e entender validade, CPF único e QR Code.

Em Mato Grosso, a Politec informa que a CIN digital é gerada após a finalização da impressão do documento físico e tem a mesma validade da versão física para diversos serviços.

Para liberar o acesso com segurança, a conta gov.br também precisa estar em nível adequado, já que o governo classifica os perfis em bronze, prata e ouro conforme o tipo de validação.

Entre as formas de alcançar o nível ouro, está a validação dos dados pelo aplicativo com o QR Code da própria CIN, além de outros métodos de autenticação aceitos pela plataforma gov.br.

RG antigo continua válido durante a transição

Durante o período de adaptação, o RG antigo continua aceito em todo o país, desde que esteja em bom estado de conservação e permita identificar o titular com segurança.

O Governo Digital informa que a identidade anterior pode ser usada até 2032, prazo que evita uma corrida imediata aos postos e permite que os estados organizem a substituição gradual dos documentos.

No caso da nova CIN, a validade muda conforme a idade do cidadão no momento da emissão, regra criada para manter foto e biometria compatíveis com a aparência do titular.

Para crianças de zero a menos de 12 anos, o prazo é de cinco anos; para pessoas de 12 a menos de 60 anos, a validade é de dez anos.

Quem tem 60 anos ou mais recebe documento com validade indeterminada, o que reduz a necessidade de novas emissões para essa faixa etária, salvo em casos de atualização cadastral ou perda.

Essa diferença de prazos também ajuda bancos, aeroportos, cartórios, órgãos públicos e empresas a conferir documentos mais recentes em atendimentos que dependem de validação visual e checagem de dados.

Dados extras podem ser incluídos na carteira digital

Além das informações essenciais de identificação, a CIN pode reunir dados complementares na versão digital, desde que o cidadão apresente documentos comprobatórios no momento da solicitação feita ao órgão emissor.

Entre as possibilidades estão CNH, título de eleitor, carteira de trabalho, certificado militar, identidade profissional e outros registros previstos nas normas, o que concentra diferentes informações em um único documento.

Também podem constar tipo sanguíneo, fator RH, disposição para doação de órgãos e informações de saúde úteis em situação de emergência, quando esses dados forem comprovados corretamente pelo cidadão.

Por esse motivo, o Governo Digital orienta que cada pessoa consulte previamente o órgão de identificação civil sobre os documentos necessários para incluir informações extras na nova carteira.

A primeira emissão em papel é gratuita, conforme a Lei nº 7.116/1983 citada pelo Governo Digital, mas alguns estados oferecem modelo em cartão de policarbonato mediante cobrança.

Nesse formato, a versão digital continua vinculada ao documento físico emitido e ao acesso pelo aplicativo gov.br, independentemente da escolha local entre papel, cartão ou outros formatos disponíveis.

Documento digital facilita identificação em serviços e viagens

Em situações nas quais o cidadão precisaria apresentar a carteira física, a CIN digital pode facilitar a identificação, inclusive em viagens nacionais, desde que exibida no aplicativo oficial e aceita na conferência.

A ANAC informa que documentos eletrônicos usados em voos domésticos devem conter foto capaz de permitir a identificação do passageiro, requisito que orienta a aceitação nos procedimentos aeroportuários.

Nos bancos e serviços privados, a nova identidade tende a simplificar cadastros porque usa o CPF como registro nacional e permite checagem por QR Code, mas instituições podem manter regras próprias.

Essa cautela vale especialmente para operações financeiras, abertura de conta e atualização cadastral, situações em que empresas costumam adotar etapas adicionais de segurança antes de concluir o atendimento.

A troca antes de 2032 não é obrigatória para todos, mas pode ser útil a quem precisa atualizar dados, concentrar documentos no gov.br ou usar a identidade digital com mais frequência.

Como a emissão depende da capacidade de atendimento de cada estado, o cidadão deve observar prazos, vagas disponíveis, documentos exigidos e modalidade de entrega informados pelo órgão local.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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