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Google vai pagar R$ 7,5 milhões para quem achar falhas de segurança no Android

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 06/05/2026 às 15:42
Atualizado em 06/05/2026 às 15:45
O Google atualizou seu programa de recompensas por vulnerabilidades e passou a oferecer até US$ 1,5 milhão para pesquisadores que encontrarem falhas críticas no chip Titan M2 do Android. A mudança foi motivada pelo avanço da inteligência artificial.
O Google atualizou seu programa de recompensas por vulnerabilidades e passou a oferecer até US$ 1,5 milhão para pesquisadores que encontrarem falhas críticas no chip Titan M2 do Android. A mudança foi motivada pelo avanço da inteligência artificial. Imagem: Canva.
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O Google atualizou seu programa de recompensas por vulnerabilidades e passou a oferecer até US$ 1,5 milhão para pesquisadores que encontrarem falhas críticas no chip Titan M2 do Android. A mudança foi motivada pelo avanço da inteligência artificial. 

A estratégia de segurança digital do Google acaba de passar por uma mudança significativa com o objetivo de enfrentar as ameaças da era da inteligência artificial, segundo divulgado pelo TecMundo. A empresa atualizou seus Programas de Recompensa por Vulnerabilidades (VRPs), estabelecendo um novo teto de pagamento que pode chegar a US$ 1,5 milhão — aproximadamente R$ 7,5 milhões em conversão direta — para pesquisadores que detectarem falhas de segurança graves no Android e no Chrome.

O foco agora está em identificar brechas “de alto impacto” que representem perigos reais aos usuários e que sejam imunes às ferramentas de detecção automatizada.

Com essa reestruturação, a companhia de Mountain View busca atrair relatórios de segurança mais técnicos, objetivos e que já tragam sugestões de correção.

A ideia é que o conhecimento humano seja direcionado para os problemas mais complexos, enquanto a automação lida com o básico.

Novas diretrizes para os caçadores de falhas no Android

Para otimizar a segurança de seus sistemas, o google decidiu alterar suas prioridades internas no Android.

A partir de agora, a empresa vai diminuir o foco em vulnerabilidades no kernel do Linux e concentrar seus recursos nos componentes que ela mesma desenvolve e mantém.

Essa mudança exige que os especialistas submetam relatórios de alta qualidade. A empresa agora prioriza documentos que apresentem:

  • Provas concretas: Demonstração técnica inquestionável de que o bug existe no sistema.
  • Objetividade: Textos concisos e diretos ao ponto, evitando informações irrelevantes para a análise.
  • Respostas técnicas: Sugestões específicas de atualizações que possam resolver o problema apontado.
  • Foco no Chrome: Recompensas de até US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) para falhas descobertas no navegador em sistemas modernos.

Recompensas milionárias: os valores atualizados pelo Google

A tabela de pagamentos reflete o nível de dificuldade imposto aos pesquisadores de segurança.

Os valores mais altos são reservados para invasões que ocorram sem a necessidade de qualquer ação ou consentimento da vítima, afetando diretamente o hardware de proteção.

No topo da lista de premiações estão:

  1. US$ 1,5 milhão (R$ 7,4 milhões): Pago para quem encontrar brechas de longo prazo (com persistência) no chip de segurança Pixel Titan M2.
  1. US$ 750 mil (R$ 3,7 milhões): Reservado para falhas similares no Pixel Titan M2, mas que não possuem persistência no sistema.
  1. Reduções pontuais: Por outro lado, a empresa decidiu diminuir bônus e valores para denúncias em situações específicas nos sistemas Chrome e Android.

O papel da inteligência artificial na segurança do Google

A reformulação do programa foi motivada pelo fato de que a inteligência artificial agora consegue detectar e sugerir ajustes para brechas menos raras de execução de código.

Por conta disso, várias categorias que antes eram premiadas foram removidas ou perderam o caráter de urgência para o google. Dessa forma, a empresa incentiva a comunidade de tecnologia a buscar o que é “mais desafiador”.

Enquanto a IA cuida do que é repetitivo, o cérebro humano é recompensado com milhões para proteger o chip Titan e a privacidade dos dados de bilhões de pessoas ao redor do mundo.

Fonte: TecMundo

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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