Construtora ligada ao prédio mais alto da América Latina quer fechar 2025 com R$ 400 milhões em lançamentos e mira R$ 800 milhões em 2026, puxando a verticalização de Balneário Camboriú, Itapema, Porto Belo e Curitiba no mercado imobiliário de alto padrão
A GT Home, construtora especializada em imóveis de luxo no Sul do Brasil, entrou em um novo ciclo de crescimento. A empresa afirma ter um portfólio de terrenos com Valor Geral de Vendas (VGV) potencial acima de R$ 10 bilhões, posicionando-se como uma das protagonistas da atual onda de verticalização em Santa Catarina.
De acordo com reportagens recentes do Brazil Economy e Folha de Curitiba, a companhia projeta encerrar 2025 com cerca de R$ 400 milhões em VGV lançado. A meta para 2026 é dobrar esse montante e alcançar R$ 800 milhões em novos empreendimentos, um crescimento de 100% em apenas um ano.
A GT Home integra o ecossistema da GT Company, grupo que concentra operações em Curitiba, Balneário Camboriú, Porto Belo e outras cidades do Sul. A atuação combina construção, incorporação e gestão de projetos residenciais premium, com forte presença em bairros nobres e frentes para o mar.
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Esse avanço ocorre em um contexto em que Balneário Camboriú e cidades vizinhas já são conhecidas como a “Dubai brasileira”, graças à concentração de arranha-céus residenciais de luxo, preços recordes por metro quadrado e disputa por terrenos raros na orla.
Crescimento acelerado e meta de dobrar o VGV até 2026
O VGV, indicador que mede a soma dos valores de venda de todas as unidades de um projeto, é hoje o principal termômetro da estratégia da GT Home. Com VGV potencial superior a R$ 10 bilhões em sua carteira de terrenos, a companhia busca transformar esse “banco de áreas” em lançamentos de alto padrão ao longo dos próximos anos.
Segundo as projeções divulgadas pela empresa, o plano é seguir um cronograma de lançamentos que leve o VGV de R$ 400 milhões em 2025 para R$ 800 milhões em 2026, consolidando um salto relevante em um mercado de luxo considerado mais seletivo e dependente de confiança de longo prazo.
Em declarações à imprensa, o fundador e presidente da GT Company, Geninho Thomé, destaca que o modelo de negócio se apoia em “engenharia de precisão, design internacional e inteligência de mercado”, com decisões baseadas em dados, gestão de risco e foco na criação de ativos que gerem valor sustentável ao longo do tempo.
Expansão no litoral catarinense e terreno recorde de frente para o mar em Itapema
Um dos movimentos mais observados por analistas é a chegada da GT Home a Itapema, cidade que vem se consolidando como novo polo do mercado imobiliário de luxo em Santa Catarina.
A empresa é proprietária do que é apresentado como o maior terreno de frente para o mar na cidade, com 55 mil metros quadrados, área que deve abrigar um empreendimento com potencial para figurar entre os maiores VGVs do País no segmento de alta renda.
Além de Itapema, a construtora reforça investimentos em Porto Belo, onde desenvolve o marco urbano Lagom Perequê, complexo que combina apartamentos de alto padrão com grande área de lazer, contato com a lagoa e mais de 30 mil metros quadrados de áreas verdes e de uso comum. O projeto reforça a aposta em empreendimentos que unem natureza, infraestrutura e exclusividade, conceito valorizado pelo público de renda mais alta.
Yachthouse, Vitra e os ícones que transformaram Balneário Camboriú na “Dubai brasileira”
Balneário Camboriú já figura em rankings internacionais pela quantidade de arranha-céus residenciais acima de 150 metros de altura, muitos deles erguidos na faixa mais valorizada da orla. A cidade concentra hoje dezenas de edifícios muito altos e detém alguns dos prédios residenciais mais altos do Brasil, o que vem impulsionando o preço do metro quadrado e o apelido de “Dubai brasileira”.
Nesse cenário, a GT Home ganhou projeção ao participar do Yachthouse by Pininfarina, complexo de torres gêmeas que chegam a cerca de 294 metros de altura e figuram entre os edifícios mais altos do País. Em materiais da própria companhia e de parceiros, o Yachthouse é apresentado como o maior residencial da América Latina, reforçando o peso simbólico do projeto na estratégia do grupo.
O Yachthouse recebeu o The American Architecture Award, concedido pelo The Chicago Athenaeum Museum of Architecture and Design, enquanto o Vitra, outro empreendimento da GT Home em Balneário Camboriú, foi premiado com o German Design Award, além de reconhecimento em premiações nos Estados Unidos. Esses títulos reforçam a narrativa da empresa de que seus projetos combinam engenharia complexa, estética internacional e inovação em soluções construtivas.
Esses empreendimentos levam a assinatura da italiana Pininfarina, tradicional estúdio de design ligado a marcas como Ferrari e Maserati, hoje também presente em projetos imobiliários de luxo pelo mundo. Para a GT Home, associar seus edifícios a nomes globais é uma forma de se diferenciar em um mercado em que o cliente busca status, exclusividade e um “storytelling” forte em torno do imóvel.
Ao mesmo tempo, a sucessão de torres muito altas em Balneário Camboriú e região alimenta debates sobre sombreamento das praias, trânsito, pressão sobre infraestrutura urbana e acesso democrático ao litoral. Reportagens já destacaram, por exemplo, a polêmica em torno de edifícios que “roubam o sol” de determinados trechos da orla, o que mostra que o avanço da verticalização não é consenso entre moradores e especialistas.
Curitiba, GT Building e o portfólio de 23 empreendimentos de alto padrão
Fora do litoral, a GT Company mantém em Curitiba a base da unidade GT Building, responsável por um portfólio de empreendimentos residenciais de alto padrão em bairros nobres da capital paranaense. Entre os projetos divulgados estão o Casa Milano, o Linea e o Casa Jobim, que apostam em arquitetura marcante, design assinado e áreas comuns voltadas a bem-estar e lazer.
Somando litoral e capital, o grupo declara 23 empreendimentos e mais de 300 mil metros quadrados já construídos, além de um quadro com mais de 600 colaboradores diretos e indiretos. A diversificação geográfica entre Santa Catarina e Paraná funciona como estratégia para reduzir riscos e manter um fluxo contínuo de lançamentos em diferentes mercados, acompanhando a demanda de famílias de alta renda e investidores.
Você considera que o avanço de megaempreendimentos de luxo fortalece a economia e melhora a qualidade urbana ou acredita que eles aprofundam desigualdades, encarecem o custo de vida e restringem o acesso democrático à orla catarinense? Deixe sua opinião nos comentários, conte como enxerga a transformação de Balneário Camboriú, Itapema, Porto Belo e Curitiba e diga se você moraria em um arranha-céu como o Yachthouse.

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