Compra de 40% da FS pela AMAGGI reforça avanço do etanol de milho em Mato Grosso, aproxima logística, produção e exportações e amplia a disputa por biocombustíveis de baixa intensidade de carbono
A compra de 40% da FS pela AMAGGI, anunciada nesta terça-feira (13), coloca uma das maiores empresas do agronegócio brasileiro no centro da expansão do etanol de milho e reforça o avanço dos biocombustíveis em Mato Grosso.
Segundo dados do Brazil Journal, A AMAGGI pagará cerca de US$ 1 bilhão por 40% da FS, que tem capacidade produtiva anual de 2,6 bilhões de litros de etanol de milho.
Operação leva AMAGGI a novo segmento
A operação foi protocolada no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e une duas empresas com atuação forte em Mato Grosso. A AMAGGI, fundada pela família Maggi, amplia sua presença industrial no setor.
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Tradicionalmente associada às cadeias de soja, milho e algodão, a companhia entra em um setor visto como promissor. A compra de participação na FS marca mudança relevante em sua estratégai de atuação.
A FS foi pioneira no Brasil na produção de etanol de milho e também atua em nutrição animal. A empresa se consolidou pela eficiência industrial e baixa intensidade de carbono.
Parceria junta logística e capital internacional
Mais que uma aquisição societária, o acordo aproxima a Summit Agricultural Group, grupo americano controlador da FS, da estrutura logística, comercial e produtiva da AMAGGI, apontada como a maior empresa brasileira de grãos e fibras de capital 100% nacional.
Blairo Maggi, acionista e um dos fundadores da AMAGGI, afirmou estar confiante no alinhamento de valores e na capacidade de execução que fundamentam o negócio.
Bruce Rastetter, fundador da Summit Agricultural Group, destacou as sinergias entre as empresas e afirmou que a parceria deve levar a FS ao próximo nível.
Etanol de milho ganha força com industrialização
Nos bastidores, a avaliação é que o acordo acelera a verticalização da cadeia do milho. Além da produção agrícola, grupos do agro avançam sobre industrialização e exportação de valor agregado.
As empresas informaram que a parceria deve gerar ganhos estratégicos em originação de milho, logística e exportações.
O CEO da FS, Rafael Abud, afirmou que o acordo chega em momento decisivo para a expansão da indústria de etanol de milho no Brasil. Ele citou a descarbonização global como fonte de oportunidades.
Segundo Abud, a chegada da AMAGGI fortalece significativamente a competitiviade da FS. Do lado da AMAGGI, o CEO Judiney Carvalho disse que a entrada no segmento vinha sendo estudada havia anos.
FS foi escolhida por alinhamento
Judiney Carvalho afirmou que a escolha pela FS ocorreu pelo alinhamento estratégico entre as empresas e pelo potencial de crescimento do mercado de biocombustíveis, reforçando uma estratégia já avaliada internamente.
A operação também evidencia o papel de Mato Grosso na expansão do etanol de milho. O estado aparece como líder do crescimento dessa indústria, impulsionada pela segunda safra de milho.
Nos últimos anos, o setor deixou de ser aposta regional e passou a ocupar posição estratégica no agronegócio brasileiro, atraindo grupos nacionais e internacionais ligados a biocombustíveis, energia e nutrição animal.
Coprodutos ampliam o modelo das usinas
O avanço das usinas flex e da industrialização do milho mudou o perfil da cadeia produtiva brasileira. O grão passou a ganhar valor dentro do próprio país, com produção de combustível, DDG/DDGS, óleo de milho e bioenergia.
O modelo combina biocombustíveis e coprodutos usados na alimentação animal. Essa estrutura amplia a rentabilidade das operações e fortalece o interesse de empresas em diferentes frentes do agronegócio.
A pressão global por descarbonização e a busca por combustíveis renováveis com menor intensidade de carbono sustentam a visão de crescimento do setor. Nesse cenário, a entrada da AMAGGI na FS reforça a consolidação do etanol de milho.
O movimento também alimenta a expectativa de alianças, fusões e investimentos, em uma corrida pela consolidação de mercado e pelo domínio de uma cadeia considerada fundamental para o futuro energético e econômico do país.
Com informações de Compre Rural.


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