1. Início
  2. Agronegócio
  3. Gigante dos grãos faz movimento bilionário de US$ 1 bilhão, assume 40% da FS e coloca 2,6 bilhões de litros de etanol de milho no centro da disputa do agro brasileiro
Faça um comentário 4 min de leitura

Gigante dos grãos faz movimento bilionário de US$ 1 bilhão, assume 40% da FS e coloca 2,6 bilhões de litros de etanol de milho no centro da disputa do agro brasileiro

Imagem de perfil do autor Romário Pereira de Carvalho
Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 19/05/2026 às 17:09 Atualizado em 19/05/2026 às 17:11
Assista o vídeoGigante dos Grãos
Imagem: Ilustração artística
  • Reação
3 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Compra de 40% da FS pela AMAGGI reforça avanço do etanol de milho em Mato Grosso, aproxima logística, produção e exportações e amplia a disputa por biocombustíveis de baixa intensidade de carbono

A compra de 40% da FS pela AMAGGI, anunciada nesta terça-feira (13), coloca uma das maiores empresas do agronegócio brasileiro no centro da expansão do etanol de milho e reforça o avanço dos biocombustíveis em Mato Grosso.

Segundo dados do Brazil Journal, A AMAGGI pagará cerca de US$ 1 bilhão por 40% da FS, que tem capacidade produtiva anual de 2,6 bilhões de litros de etanol de milho.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Operação leva AMAGGI a novo segmento

A operação foi protocolada no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e une duas empresas com atuação forte em Mato Grosso. A AMAGGI, fundada pela família Maggi, amplia sua presença industrial no setor.

Tradicionalmente associada às cadeias de soja, milho e algodão, a companhia entra em um setor visto como promissor. A compra de participação na FS marca mudança relevante em sua estratégai de atuação.

A FS foi pioneira no Brasil na produção de etanol de milho e também atua em nutrição animal. A empresa se consolidou pela eficiência industrial e baixa intensidade de carbono.

Parceria junta logística e capital internacional

Mais que uma aquisição societária, o acordo aproxima a Summit Agricultural Group, grupo americano controlador da FS, da estrutura logística, comercial e produtiva da AMAGGI, apontada como a maior empresa brasileira de grãos e fibras de capital 100% nacional.

Blairo Maggi, acionista e um dos fundadores da AMAGGI, afirmou estar confiante no alinhamento de valores e na capacidade de execução que fundamentam o negócio.

Bruce Rastetter, fundador da Summit Agricultural Group, destacou as sinergias entre as empresas e afirmou que a parceria deve levar a FS ao próximo nível.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Etanol de milho ganha força com industrialização

Nos bastidores, a avaliação é que o acordo acelera a verticalização da cadeia do milho. Além da produção agrícola, grupos do agro avançam sobre industrialização e exportação de valor agregado.

As empresas informaram que a parceria deve gerar ganhos estratégicos em originação de milho, logística e exportações.

O CEO da FS, Rafael Abud, afirmou que o acordo chega em momento decisivo para a expansão da indústria de etanol de milho no Brasil. Ele citou a descarbonização global como fonte de oportunidades.

Segundo Abud, a chegada da AMAGGI fortalece significativamente a competitiviade da FS. Do lado da AMAGGI, o CEO Judiney Carvalho disse que a entrada no segmento vinha sendo estudada havia anos.

FS foi escolhida por alinhamento

Judiney Carvalho afirmou que a escolha pela FS ocorreu pelo alinhamento estratégico entre as empresas e pelo potencial de crescimento do mercado de biocombustíveis, reforçando uma estratégia já avaliada internamente.

A operação também evidencia o papel de Mato Grosso na expansão do etanol de milho. O estado aparece como líder do crescimento dessa indústria, impulsionada pela segunda safra de milho.

Nos últimos anos, o setor deixou de ser aposta regional e passou a ocupar posição estratégica no agronegócio brasileiro, atraindo grupos nacionais e internacionais ligados a biocombustíveis, energia e nutrição animal.

Coprodutos ampliam o modelo das usinas

O avanço das usinas flex e da industrialização do milho mudou o perfil da cadeia produtiva brasileira. O grão passou a ganhar valor dentro do próprio país, com produção de combustível, DDG/DDGS, óleo de milho e bioenergia.

O modelo combina biocombustíveis e coprodutos usados na alimentação animal. Essa estrutura amplia a rentabilidade das operações e fortalece o interesse de empresas em diferentes frentes do agronegócio.

A pressão global por descarbonização e a busca por combustíveis renováveis com menor intensidade de carbono sustentam a visão de crescimento do setor. Nesse cenário, a entrada da AMAGGI na FS reforça a consolidação do etanol de milho.

O movimento também alimenta a expectativa de alianças, fusões e investimentos, em uma corrida pela consolidação de mercado e pelo domínio de uma cadeia considerada fundamental para o futuro energético e econômico do país.

Com informações de Compre Rural.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x