Mama-cadela, fruta nativa da Chapada dos Veadeiros, é rica em pró-vitamina A, antioxidantes e fibras, com usos medicinais, culinários e sustentáveis, promovendo saúde e preservação do Cerrado.
O fruto da mama-cadela (Brosimum gaudichaudii), também como chicletinho-do-cerrado, inharé, burlé, fruta-de-cera ou algodãozinho, e nativo da Chapada dos Veadeiros, começa a chamar atenção não apenas de cientistas, mas também de nutricionistas e chefs de cozinha. Estudos recentes da Universidade de São Paulo (USP) mostram que a fruta é rica em pró-vitamina A, nutriente essencial para a saúde da visão, imunidade e pele.
Além disso, contém compostos antioxidantes que protegem as células e fibras que contribuem para o bom funcionamento intestinal. Essa combinação de benefícios nutricionais tem elevado o interesse pelo seu consumo e pelo uso sustentável da planta.
Além de seu valor nutricional, a mama-cadela tem grande potencial culinário. Seu sabor doce e textura fibrosa permitem a preparação de geleias, compotas e receitas artesanais, agregando valor econômico e ampliando a presença da fruta na mesa do brasileiro.
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A exploração do fruto e das folhas da planta ajuda a preservar a espécie, evitando o uso da raiz, cuja extração pode levar à morte da planta, e garantindo a conservação do bioma Cerrado.
Saiba tudo sobre a mama-cadela
O fruto da mama-cadela concentra antioxidantes importantes, como flavonoides, fenóis, taninos e catequinas, conferindo proteção celular e benefícios significativos para a saúde ocular.
Estudos também indicam que a fruta apresenta atividade antifúngica, com capacidade de inibir o crescimento da Candida albicans, reforçando seu valor funcional.
Para a Dra. Andréa Alvarenga, especialista em fitoterapia e cannabis medicinal, “é uma planta com múltiplas funções, que vai muito além do uso tradicional já conhecido”.
Do uso tradicional à ciência moderna
Historicamente, a mama-cadela é conhecida por seu uso medicinal, especialmente no tratamento de distúrbios de pigmentação da pele, como o vitiligo.
Compostos presentes na raiz, chamados psoralenos e bergaptenos, possuem ação fotossensibilizante, estimulando a produção de melanina quando combinados com exposição controlada à radiação ultravioleta.
A Dra. Alvarenga alerta que o uso inadequado pode causar lesões cutâneas graves, reforçando que não se trata de automedicação.
Hoje, os estudos estão concentrados no fruto, permitindo o aproveitamento seguro e nutricional da planta, conciliando tradição e ciência.
Diferentes partes da mama-cadela também são utilizadas em chás, cataplasmas e preparações medicinais tradicionais, conhecimento transmitido por gerações de comunidades locais do Cerrado.
Por que a mama-cadela chama atenção da ciência?
Nos últimos anos, a mama-cadela passou a ser alvo de estudos científicos devido à sua composição nutricional. Pesquisas publicadas na revista científica Journal of the Brazilian Chemical Society indicam que a fruta possui alta concentração de vitamina C.
De acordo com os dados, uma porção de cerca de 100 gramas de mama-cadela pode fornecer praticamente 100% da ingestão diária recomendada dessa vitamina.
Além disso, a fruta contém carotenoides, substâncias que atuam como precursores da vitamina A, podendo atingir aproximadamente 80% da necessidade diária.
Portanto, a mama-cadela se destaca como uma fruta com potencial funcional. Ou seja, além de alimentar, ela pode contribuir para a prevenção de doenças e fortalecimento do sistema imunológico.
Potencial gastronômico e econômico da mama-cadela
O fruto da mama-cadela começa a ser valorizado na gastronomia por seu sabor versátil e suas propriedades funcionais.
Além de geleias e compotas, o fruto pode ser incorporado em receitas artesanais, abrindo oportunidades para pequenos produtores e cooperativas locais.

Essa abordagem promove o consumo sustentável e fortalece a economia regional, ao mesmo tempo em que contribui para a preservação da planta.
Mama-cadela pode ser considerada um superalimento?
A expressão “superalimento” costuma ser usada para descrever alimentos ricos em nutrientes e compostos benéficos à saúde. Nesse contexto, especialistas apontam que a mama-cadela pode se encaixar nessa categoria.
Segundo o biólogo e doutor em botânica Marcelo Kuhlmann, a fruta apresenta um perfil nutricional relevante, especialmente por ser uma espécie nativa e pouco explorada comercialmente.
Além disso, quando comparada a outras frutas do Cerrado, como pequi, baru e jatobá, a mama-cadela mantém um padrão elevado de vitaminas, fibras e antioxidantes. Isso reforça seu potencial como alimento saudável e sustentável.
Características da mama-cadela: como identificar essa fruta típica do Cerrado?
A mama-cadela é uma fruta que nasce em arbustos ou pequenas árvores, geralmente com altura entre 1,5 e 4 metros. A planta pertence à família Moraceae, a mesma do figo e da amora, e se adapta facilmente a solos pobres e bem drenados.
Além disso, a fruta apresenta características bastante específicas. Sua casca possui aparência enrugada e, quando colhida, libera um látex branco — um líquido comum em espécies dessa família botânica. Esse detalhe, inclusive, está relacionado ao nome curioso da planta.
Por outro lado, a polpa da mama-cadela é macia, doce e levemente elástica. Essa textura diferenciada faz com que a fruta seja conhecida também como “chicletinho-do-cerrado”, já que pode ser mastigada por bastante tempo.
É possível cultivar em casa?
Para quem deseja ter acesso à fruta, existe uma boa notícia: a mama-cadela pode ser cultivada em casa. A planta se adapta bem a ambientes com sol pleno e solos bem drenados.
Entretanto, o cultivo exige atenção a alguns detalhes. A espécie apresenta crescimento lento e investe inicialmente no desenvolvimento das raízes. Por isso, o ideal é plantar diretamente no local definitivo.
Outro ponto importante é o cuidado com as sementes. Elas devem ser plantadas logo após a retirada do fruto, pois não resistem ao ressecamento. Com o manejo adequado, a planta pode frutificar principalmente durante o período chuvoso.
Conservação e sustentabilidade
O crescimento lento da mama-cadela e a exploração da raiz são desafios ambientais importantes. Por isso, a preservação do fruto e das folhas se torna uma estratégia crucial para garantir a sobrevivência da espécie.
A Chapada dos Veadeiros funciona como um verdadeiro laboratório natural, onde biodiversidade, saberes tradicionais e pesquisa científica se encontram.
Para Mércia Beatriz Miranda, presidente da Associação Veadeiros, “quando pesquisas revelam o valor nutricional e funcional de espécies do Cerrado, como a mama-cadela, mostramos ao Brasil que preservar a Chapada é cuidar da saúde, da biodiversidade e do futuro das próximas gerações”.
O reconhecimento científico da mama-cadela evidencia como espécies nativas do Cerrado podem unir nutrição, saúde, cultura e sustentabilidade, servindo de exemplo para conservação ambiental, valorização de alimentos locais e desenvolvimento econômico regional.
Com informações do Ciclo Vivo e g1


Pitumba e muito bom pra infecção urinária
Aqui na minha cidade em recife agente conhece a fruta como pintomba
Quando vi a foto me pareceu uma fruta que conheci na região de Piaçabuçu em Alagoas chamada Cambui, muito gostosa.
Depois vi que esta do estudo e outra fruta.
Alguem conhece ou ja ouviu falar do cambui ****, sabem se tem algum estudo sobre esta fruta tbm.