O frio polar nos Estados Unidos derrubou temperaturas a até -42°C, provocando rachaduras explosivas em árvores, queda de galhos, vídeos virais e impactos diretos na segurança e na energia
Uma intensa onda de frio polar avançou por grandes áreas dos Estados Unidos e derrubou as temperaturas para níveis extremos. Em várias regiões, o ar ártico trouxe neve pesada, gelo e condições que afetaram diretamente a população e a infraestrutura.
No meio desse cenário, um fenômeno natural ganhou destaque e viralizou nas redes sociais. Árvores passaram a rachar de forma repentina, produzindo sons altos que muitos moradores descrevem como explosões vindas da própria natureza.
Esses registros chamaram atenção porque ocorrem sem aviso, geralmente durante a noite, quando o silêncio torna o barulho ainda mais impactante.
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Temperaturas extremas chegaram a -42°C no auge do frio
Durante o pico do evento invernal de janeiro de 2026, áreas do norte dos Estados Unidos registraram temperaturas próximas de -42°C. Esse nível de frio extremo cria condições ideais para tensões severas na madeira das árvores.
Quando a queda de temperatura acontece de forma rápida, o tronco não consegue se adaptar. A camada externa esfria e se contrai mais rápido que o interior, aumentando o estresse estrutural.
Por que os troncos estalam e parecem explodir
O som que assusta moradores surge quando a tensão acumulada no tronco é liberada de forma abrupta. A madeira se rompe de uma vez, abrindo uma fissura profunda e produzindo um estalo seco e alto.
Em bairros arborizados, esse ruído pode se repetir diversas vezes durante a madrugada, à medida que diferentes árvores sofrem o mesmo processo físico provocado pelo frio intenso.
Rachaduras rápidas são chamadas de frost crack e deixam cicatriz
As fissuras observadas nos troncos são conhecidas como frost crack, um fenômeno associado ao congelamento rápido da água e da seiva dentro da árvore, combinado com a contração da madeira externa.
Segundo Reuters, agencia internacional de noticias com cobertura global, o frio extremo registrado em várias regiões dos Estados Unidos intensificou relatos de árvores rachando, principalmente em áreas residenciais e parques urbanos.
Regiões mais afetadas concentram vídeos e relatos
Os registros mais frequentes surgiram no Centro Norte do país e em áreas próximas às Grandes Planícies. Estados como Minnesota, Wisconsin e as Dakotas concentraram muitos relatos por enfrentarem quedas bruscas e prolongadas de temperatura.
Nessas regiões, o fenômeno é mais perceptível porque o frio intenso se mantém por horas, aumentando a chance de múltiplos troncos liberarem tensão quase ao mesmo tempo.
O maior risco está na queda de galhos e nos apagões
Mesmo quando a árvore não se parte completamente, a rachadura pode enfraquecer sua estrutura. O peso adicional da neve e do gelo nos galhos agrava o problema e aumenta o risco de quedas.
Quando galhos ou troncos atingem cabos elétricos, os efeitos aparecem rapidamente. Apagões, bloqueio de ruas e riscos para pedestres e veículos se tornam mais frequentes durante esse tipo de evento climático.
O que acontece com as árvores após o frio extremo
Em muitos casos, as fissuras se fecham com o tempo e deixam apenas cicatrizes visíveis no tronco. No entanto, rachaduras profundas podem facilitar a entrada de umidade e comprometer a resistência da árvore no futuro.
Com a repetição de ciclos de congelamento intenso, árvores já fragilizadas tendem a sofrer danos maiores. Em áreas urbanas, isso exige monitoramento contínuo, já que o risco de queda pode persistir mesmo após o fim da tempestade.
O frio polar mostra como eventos climáticos extremos podem gerar efeitos surpreendentes na natureza. O fenômeno das árvores que parecem explodir chama atenção pelo som, mas o impacto real está nos riscos à segurança e nos danos à infraestrutura urbana.

