1. Início
  2. Agronegócio
  3. Feijão carioca pode chegar a R$ 12 o quilo em algumas regiões em 2027, alerta entidade, enquanto produtores reduzem plantio e dão espaço à soja
Faça um comentário 3 min de leitura

Feijão carioca pode chegar a R$ 12 o quilo em algumas regiões em 2027, alerta entidade, enquanto produtores reduzem plantio e dão espaço à soja

Imagem de perfil do autor Bruno Teles
Escrito por Bruno Teles Publicado em 23/09/2026 às 14:42 Atualizado em 23/09/2026 às 15:09
Google News
Assista o vídeoFeijão carioca em ilustração com a pergunta R$ 12 o quilo?
Ilustração gerada por inteligência artificial. R$ 12 por quilo é uma possibilidade apontada pelo Ibrafe para algumas regiões em 2027.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

O feijão carioca pode chegar a R$ 12 o quilo em algumas regiões em fevereiro de 2027, segundo o Ibrafe. Para os próximos meses, porém, a Conab prevê mais oferta com a terceira safra.

A preocupação do Ibrafe é com o intervalo entre os estoques disponíveis e a próxima colheita. Na avaliação apresentada à CNN Brasil em 21 de setembro, a menor disposição para plantar ameaça a oferta, mesmo com preços mais atraentes para quem vende no campo.

A projeção tem limites claros: trata do carioca, de determinados mercados e de um período futuro. Não é um preço já cobrado em todo o país nem uma alta garantida.

Um dia depois, o presidente da Conab, Silvio Porto, apresentou outra perspectiva para os meses mais próximos: a terceira safra deve acrescentar mais de 700 mil toneladas ao mercado. A informação foi divulgada em entrevista noticiada pela CNN.

Consumidor diante de pacotes de alimentos em prateleiras de supermercado.
Compra de alimentos em supermercado, em imagem de arquivo publicada pela Agência Brasil em abril de 2026. A fotografia não documenta preços de 2027. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Por que o preço maior não garante mais plantio

Na estimativa do Ibrafe, a primeira safra paranaense pode ocupar 90 mil hectares, contra 104 mil no ciclo anterior. A diferença corresponde a 14 mil hectares, ou cerca de 13,5%, em cálculo feito a partir desses números.

Marcelo Lüders, presidente da entidade, relaciona a escolha pela soja à maior facilidade de vender a produção e à previsibilidade do negócio. Na comparação do produtor, o valor recebido pelo feijão precisa compensar também os riscos de clima e comercialização.

Área estimada de feijão no Paraná: de 104 mil para 90 mil hectares, redução de aproximadamente 13,5%.
Estimativa estadual, sujeita a revisão. Dados: Ibrafe, via CNN Brasil, 21/09/2026. Gráfico e cálculo: CPG.

A reportagem em vídeo abaixo apresenta a avaliação da entidade. O conteúdo está incorporado da publicação original da CNN Brasil Money.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube
Avaliação sobre o mercado de feijão. Vídeo: CNN Brasil Money/YouTube, 21 de setembro de 2026.

A produção nacional caiu, mesmo com maior produtividade

O levantamento de setembro da Conab estima 2,95 milhões de toneladas de feijão na safra 2025/26, queda de 3,6% sobre a temporada anterior. A área diminuiu 5,7%, enquanto o rendimento médio avançou 2,2%, para 1.161 quilos por hectare.

Esses números ajudam a separar duas variáveis: colher mais em cada hectare e reservar mais terra à cultura. Na safra estimada pela companhia, o ganho de produtividade não foi suficiente para compensar a redução da área.

A Conab estima o consumo interno em 2,7 milhões de toneladas. O total nacional reúne o produto de diferentes safras e tipos de feijão. Por isso, a comparação entre produção e consumo, sozinha, não informa quanto o carioca custará numa cidade específica.

A terceira safra e as chuvas podem mudar a trajetória

Na avaliação de Porto divulgada em 22 de setembro, preços mais remuneradores podem incentivar a produção. Ele também apontou o excesso de chuvas no Sul como fator a acompanhar, especialmente no Paraná e no Rio Grande do Sul.

Há diferença entre a oferta que chega agora e a produção do próximo ciclo. Nas perspectivas para 2026/27 divulgadas pela Conab, a produção de feijão é projetada perto de 3 milhões de toneladas, com área próxima da estabilidade e menor produtividade esperada.

Assim, o recuo projetado para a primeira safra de um estado não deve ser aplicado ao total brasileiro. O dado paranaense do Ibrafe e a projeção nacional da Conab medem recortes diferentes.

O que o alerta representa no carrinho do supermercado

Numa compra hipotética de quatro quilos, cada R$ 1 de aumento no preço unitário acrescentaria R$ 4 à despesa. Se o valor atingisse R$ 12, esses quatro quilos custariam R$ 48. A conta ilustra o impacto, sem pressupor o consumo de toda família.

O que merece acompanhamento até o início de 2027 é a confirmação da área plantada, o rendimento das lavouras e a chegada do produto ao mercado. São essas condições que podem aproximar ou afastar o preço do patamar apontado no alerta.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Tags
Fonte
Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x