Na Fazenda Casulo, em Cachoeiras de Macacu, Rafael Cardoso intensificou em 2020 um projeto que avançava devagar, adotou práticas de agrofloresta para produzir alimentos orgânicos e estruturou vendas com entregas no Rio de Janeiro e em Niterói, enquanto a produção também passou a abastecer cestas comercializadas diretamente ao consumidor final.
Rafael Cardoso encontrou na Fazenda Casulo, em Cachoeiras de Macacu, na Região Serrana do Rio de Janeiro, espaço para acelerar um projeto rural que vinha avançando lentamente por causa da agenda profissional. Com o isolamento provocado pela pandemia em 2020, o ator passou mais tempo na propriedade e direcionou atenção à agricultura sustentável, adotando práticas de agrofloresta para produzir alimentos orgânicos e transformar parte do que saía da terra em uma atividade comercial com entregas para consumidores do Rio de Janeiro e de Niterói.
A Fazenda Casulo ganhou impulso durante o isolamento social, expandiu a venda de orgânicos e chegou a contar com logística de distribuição de cestas. O material de 2025, porém, indica que a situação da fazenda havia mudado posteriormente e que o imóvel estava envolvido em litígio relacionado à separação de bens, razão pela qual a fase comercial descrita aqui deve ser entendida dentro de seu período histórico.
Projeto de Rafael Cardoso avançava devagar antes do isolamento
A relação de Rafael Cardoso com a Fazenda Casulo não começou em 2020. Em reportagem publicada em 2021, o ator dizia já possuir a propriedade havia cerca de sete anos, mas admitia que o projeto ligado à agricultura sustentável caminhava de forma mais lenta em razão de sua agenda de trabalho na televisão. A interrupção provocada pela pandemia mudou essa dinâmica ao permitir uma permanência maior na fazenda e uma dedicação mais intensa ao cultivo e ao planejamento da atividade rural.
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Foi nesse período que Cardoso passou a tratar a agricultura sustentável como um projeto pessoal de maior importância. Durante o 5º Fórum Agronegócio Sustentável, organizado pela Folha, ele afirmou que o isolamento lhe dera a possibilidade de desenvolver aquilo que considerava um projeto de vida ligado ao cuidado com a terra. A agrofloresta deixou de ser apenas uma intenção que avançava entre outros compromissos e passou a ocupar uma parcela maior de sua rotina naquele momento.
Fazenda Casulo adotou agrofloresta para produzir alimentos orgânicos

O modelo escolhido na propriedade foi a agrofloresta. Segundo a reportagem de 2021, a Fazenda Casulo utilizava esse sistema para produzir alimentos orgânicos, combinando diferentes espécies e buscando maior equilíbrio do ecossistema do solo. A proposta descrita pela fonte ia além da simples colheita: o manejo procurava preservar biodiversidade, qualidade da terra e, quando possível, contribuir para a recuperação de áreas degradadas.
As fontes também associam a produção da propriedade à ausência de agrotóxicos. Em 2025, ao relembrar essa fase, o Folha Vitória informou que Rafael Cardoso chegou a morar no imóvel, cultivar alimentos orgânicos e comercializá-los defendendo um processo de cultivo sem uso desses produtos. A informação confirma que a proposta ambiental não ficava restrita ao discurso sobre sustentabilidade, mas fazia parte da maneira como a produção era apresentada comercialmente.
Colheita começou a sair da fazenda em forma de cestas
O cultivo também ganhou uma dimensão comercial. A reportagem do O Estado registrava que os alimentos orgânicos da Fazenda Casulo eram vendidos por meio de um sistema de entrega voltado ao Rio de Janeiro e a Niterói. A produção rural, portanto, deixou de permanecer apenas dentro dos limites da propriedade e passou a chegar diretamente a consumidores urbanos por meio de cestas.
A operação havia se expandido e contava com um centro de distribuição na cidade do Rio de Janeiro, responsável por apoiar as entregas das cestas. A reportagem também dizia que os produtos comercializados não vinham exclusivamente da família de Rafael Cardoso, mas incluíam itens de outros produtores locais. O negócio passou, assim, a conectar a colheita da Fazenda Casulo a uma rede mais ampla de alimentos ligados à produção sustentável.
Produtos da fazenda passaram a ocupar diferentes refeições

Uma das pessoas associadas à divulgação do projeto foi a chef Raquel Vidal. A parceria surgiu ainda no início da iniciativa comercial. A chef relatou que recebia produtos da Casulo para diferentes momentos da alimentação diária, mencionando bananas orgânicas, verduras, folhagens, frutas e outros itens comercializados pelo empreendimento.
Raquel também produzia receitas com os produtos e utilizava suas redes para mostrar diferentes possibilidades de preparo. A estratégia ampliava o negócio para além da entrega de hortaliças e frutas, criando uma narrativa em torno do uso cotidiano dos alimentos produzidos sem agrotóxicos e do aproveitamento integral das matérias-primas.
Agrofloresta passou a ser tratada pelo ator como projeto de vida
A mudança de ritmo na fazenda coincidiu com uma revisão de prioridades pessoais durante a pandemia. Em 2021, Rafael Cardoso afirmou que a agrofloresta havia se tornado aquilo que mais o movia naquele momento. Paralelamente, ele vinha reduzindo sua participação em outros negócios, incluindo empreendimentos ligados à gastronomia. A propriedade rural passou, naquele período, a ocupar um espaço maior entre suas iniciativas empresariais e pessoais.
O ator também dizia enxergar possibilidades econômicas dentro de um empreendimento sustentável. Essa afirmação ajuda a explicar a passagem de um projeto que avançava lentamente para uma estrutura que combinava cultivo, venda direta e distribuição urbana. A Fazenda Casulo não foi apresentada apenas como local de descanso, mas como uma propriedade capaz de reunir produção rural, sustentabilidade e atividade comercial.
Produção excedente também foi destinada a comunidades
A dimensão econômica não era a única finalidade mencionada pelas fontes. Rafael Cardoso contou em 2021 que a Fazenda Casulo mantinha uma iniciativa com o G10 Favelas, grupo de empreendedores de impacto social, pela qual excedentes da produção eram destinados a comunidades. O material fornecido não informa quantidades, periodicidade ou quais localidades recebiam esses alimentos.
Ainda assim, o projeto mostra que parte da colheita seguia uma rota diferente daquela das cestas comerciais. Enquanto uma parcela era vendida para consumidores no Rio de Janeiro e em Niterói, o excedente podia ser direcionado à iniciativa social mencionada pelo ator, adicionando outra finalidade ao sistema produtivo desenvolvido naquele período.
Situação da propriedade apareceu diferente em 2025
Embora as reportagens de 2021 e 2022 descrevam uma fase de expansão da Fazenda Casulo, uma publicação posterior introduz uma atualização importante. Em março de 2025, o Folha Vitória informou que Rafael Cardoso continuava ligado a uma propriedade rural no interior do Rio, mas havia declarado que não podia vender, penhorar ou movimentar o imóvel porque ele estava envolvido em litígio na separação de bens.
Por isso, não é seguro apresentar em 2026 a operação de cestas, a estrutura comercial ou o modelo de gestão descrito em 2021 e 2022 como se continuassem funcionando exatamente da mesma maneira hoje. O que as fontes permitem afirmar é que, naquele período, o isolamento acelerou um projeto rural de Rafael Cardoso, a agrofloresta sustentou a produção de orgânicos e a colheita chegou ao mercado por meio de entregas no Rio e em Niterói. Entre transformação ambiental, mudança de vida e criação de um negócio a partir da produção da própria fazenda, qual parte dessa história mais chama sua atenção? Deixe sua opinião nos comentários.

Não pude ler! Enfiaram uma **** de uma propaganda! A gente paga e esses artigos invadem os aparelhos!