Em Glória de Dourados, José Anderson dos Santos iniciou a criação de suínos em 1996 com trabalho manual, vendeu o gado para expandir, enfrentou financiamentos, automatizou a produção e agora amplia a estrutura familiar, enquanto Vinícius Cauan, de 18 anos, começa a administrar a granja onde tudo começou na propriedade.
Uma família de Glória de Dourados, em Mato Grosso do Sul, transformou uma estrutura inicial de 330 suínos em uma operação que reúne mais de 11 granjas. José Anderson dos Santos começou na atividade em 1996, quando a alimentação, a limpeza, a vacinação e o transporte dos animais eram realizados manualmente, com ajuda dos pais e dos irmãos.
A trajetória foi apresentada no programa Interligados Vida no Campo, em conteúdo patrocinado pela Seara. O material enviado não informa a data exata de publicação do vídeo, mas registra que a família se aproximava de 30 anos na suinocultura e preparava uma expansão de R$ 12 milhões.
Propriedade já sustentava uma família numerosa
José Anderson, conhecido como Giló, nasceu e cresceu na mesma propriedade onde parte das granjas funciona atualmente. Seus pais mantinham um pequeno rebanho leiteiro e desenvolviam diferentes atividades para sustentar os 12 filhos.
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Ainda jovem, ele trabalhou arrancando feijão, colhendo algodão, entregando leite e vendendo alface e ovos caipiras. A renda era construída com várias tarefas rurais, antes de os suínos se tornarem o centro do negócio familiar.
Primeira granja começou em 1996
A entrada na suinocultura ocorreu depois que um conhecido da família sugeriu a instalação de uma granja. O pai de José Anderson aceitou investir no projeto sob a condição de que o filho permanecesse na propriedade e assumisse a atividade.
A primeira estrutura alojava 330 suínos. Como José Anderson ainda era jovem, o pai assinou uma procuração para que ele pudesse lidar com bancos, financiamentos e demais responsabilidades relacionadas ao empreendimento.
Carriola era usada para alimentar os animais
O primeiro módulo funcionava de forma praticamente manual. A família acordava por volta das 4h, transportava ração em carriolas e preenchia os cochos sem os equipamentos disponíveis nas estruturas modernas.
Pais, irmãos e outros familiares ajudavam na limpeza, na vacinação, na medicação e no manejo dos suínos. Não havia descanso regular em domingos, feriados ou datas comemorativas, porque os animais precisavam de cuidados contínuos.
Dívidas provocaram desconfiança entre vizinhos
A instalação da granja exigiu financiamento e despertou dúvidas entre moradores da região. Segundo o relato, havia quem acreditasse que a família perderia a propriedade por causa das dívidas bancárias.
José Anderson decidiu continuar porque enxergava a criação de suínos como uma atividade própria e uma oportunidade de permanecer no campo. Embora o retorno financeiro inicial fosse limitado, ele passou a reinvestir no negócio e a ampliar gradualmente a estrutura.
Primeiro salto tecnológico ocorreu em 2001
Cinco anos depois do início, José Anderson instalou uma granja para cerca de 1.600 animais. A unidade já contava com alimentação distribuída por linhas, reduzindo parte do esforço manual exigido no primeiro módulo.
A automação marcou uma mudança importante na rotina da propriedade. A família começou a substituir tarefas executadas com carriolas e trabalho físico por sistemas capazes de abastecer os animais de maneira mais rápida e padronizada.
Venda do gado financiou nova expansão
Em uma das etapas de crescimento, José Anderson vendeu todo o gado que a família possuía para pagar parte de uma área e viabilizar a construção de outra granja.
O investimento também envolveu novos financiamentos e compromissos com credores. O produtor relatou noites de preocupação enquanto aguardava a aprovação de recursos e precisava cumprir pagamentos assumidos durante a expansão.
Estrutura chegou a cerca de 25 mil animais
Com ampliações sucessivas, a família passou a administrar mais de 11 granjas. No momento da gravação, a operação reunia aproximadamente 25 mil a 26 mil suínos, considerando estruturas próprias e uma unidade arrendada.
Parte das instalações utiliza climatização, pressão negativa, sondas automáticas, painéis eletrônicos e acompanhamento remoto de temperatura e umidade. A fonte não afirma que todas as 11 granjas sejam totalmente automatizadas, mas confirma a presença de tecnologia avançada em diferentes módulos.
Investimento de R$ 12 milhões amplia capacidade
José Anderson informou que havia obtido aprovação bancária para construir mais dois módulos, com investimento estimado em R$ 12 milhões.
Com a nova estrutura, a capacidade projetada chegaria a aproximadamente 38 mil suínos. O material não detalha o cronograma das obras, as condições do financiamento ou a data prevista para o início da operação dos novos alojamentos.
Produção passou a ser tratada como empresa
A operação conta com 12 funcionários, organizados em seis casais que vivem nas propriedades e cuidam dos módulos. José Anderson afirmou que considera os trabalhadores parceiros e mantém uma rotina de cobrança, treinamento e troca de informações.
A gestão inclui acompanhamento pelo celular, visitas aos galpões e comunicação constante com funcionários, técnicos e veterinários. O produtor passou a enxergar a suinocultura não apenas como uma atividade rural, mas como uma empresa que depende de organização e resultados.
Família divide responsabilidades no negócio
A esposa de José Anderson participou da trajetória desde o início do casamento. Ela deixou a cidade, mudou-se para a zona rural e acompanhou uma fase em que a família vivia em uma casa pequena e enfrentava limitações financeiras.
Além das tarefas familiares, ela oferece suporte aos escritórios e ajuda na organização de alimentação e uniformes durante embarques realizados fora do horário comum. O relato mostra que a administração das granjas envolve diferentes membros da família.
Filho de 18 anos assume primeira unidade
Vinícius Cauan cresceu acompanhando o manejo dos suínos e ajudando o pai quando faltavam funcionários. Aos 18 anos, ele cursava Medicina Veterinária e já demonstrava interesse em permanecer na atividade.
A família abriu um cadastro em seu nome na integração com a JBS, permitindo que o jovem assumisse a granja onde José Anderson havia iniciado o negócio. A unidade original foi ampliada ao longo dos anos e passou a alojar aproximadamente 2.500 animais.
Sucessão começou antes da aposentadoria do pai
José Anderson decidiu transferir uma unidade ao filho enquanto ainda participa diretamente da operação. A estratégia permite que Vinícius construa experiência e aprenda a tomar decisões antes de assumir responsabilidades maiores.
O produtor também incentivou o jovem a concluir a faculdade, oportunidade que ele próprio não teve. A expectativa é reunir formação veterinária, conhecimento prático e participação direta na gestão das granjas.
Crescimento foi acompanhado por integração industrial
A família trabalhou com diferentes empresas ao longo da trajetória até chegar à integração com a JBS Seara. Técnicos ligados à operação acompanham o manejo, orientam os funcionários e ajudam na preparação das equipes.
José Anderson também mencionou premiações obtidas dentro do sistema de produção. Segundo ele, parte dos valores recebidos é destinada às famílias responsáveis pelas granjas que alcançaram os resultados reconhecidos.
De 330 para uma projeção de 38 mil suínos
A operação começou com um pequeno galpão, alimentação manual e participação direta de pais e irmãos. Décadas depois, reúne tecnologia, funcionários, acompanhamento remoto e uma nova geração assumindo parte do patrimônio construído.
A capacidade de 38 mil suínos ainda depende da conclusão dos módulos financiados pelo investimento de R$ 12 milhões. Na sua opinião, preparar os filhos enquanto os fundadores ainda estão na atividade é o melhor caminho para garantir a continuidade de propriedades rurais? Conte nos comentários.
