Prefeitura ainda não publicou a licitação para retirar os antigos pavilhões, etapa necessária para transformar a área industrial no futuro Parque Empresarial de Inovação Leonardo da Vinci, complexo estimado em R$ 200 milhões em Criciúma
A demolição da Cecrisa, em Criciúma, continua sem data para começar após a Prefeitura não cumprir a estimativa de lançar a licitação em até 60 dias. A retirada controlada dos antigos pavilhões é uma das primeiras etapas do futuro Parque Empresarial de Inovação Leonardo da Vinci, projeto estimado em R$ 200 milhões.
Licitação para demolição da Cecrisa ainda não foi publicada
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, Thiago Fabris, confirmou que o edital para contratar a empresa responsável pela demolição controlada ainda não foi lançado.
Segundo o secretário, os procedimentos administrativos permanecem em andamento. A Prefeitura, porém, decidiu não estabelecer uma nova previsão para a abertura da licitação, diante das diferentes etapas e variáveis envolvidas no projeto.
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Fabris afirmou que a equipe municipal trabalha para avançar nos procedimentos necessários. Um novo prazo deverá ser divulgado somente quando houver uma definição mais concreta sobre as próximas fases.
Área da fábrica receberá parque de inovação de R$ 200 milhões
A demolição da Cecrisa permitirá preparar o terreno para o Parque Empresarial de Inovação Leonardo da Vinci.
O complexo será direcionado às áreas de inovação, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e economia criativa.
O planejamento prevê laboratórios de inovação, centros de pesquisa, espaços de coworking e áreas empresariais.
O empreendimento também deverá reunir um centro de eventos, espaços gastronômicos e construções residenciais e corporativas.
Sem a publicação da licitação, ainda não existe uma data definida para o início da retirada dos antigos pavilhões nem para o avanço dessa etapa inicial do novo complexo.
Pavilhões da fábrica representam parte da história industrial de Criciúma
A Cecrisa foi fundada em 1966 pelo empresário Manoel Dilor de Freitas e começou a produzir revestimentos cerâmicos em 1971. Nas décadas seguintes, tornou-se uma das principais fabricantes brasileiras do setor.
A empresa exportou produtos para mais de 50 países nos cinco continentes e consolidou marcas como Cecrisa e Portinari no mercado nacional de revestimentos cerâmicos.
Em 2019, a companhia foi adquirida pela Dexco, anteriormente chamada Duratex, em uma negociação avaliada em até R$ 539 milhões. A área dos antigos pavilhões passou posteriormente ao município de Criciúma.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do ND Mais e em declarações da Prefeitura de Criciúma, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
