As exportações do agro impulsionaram a balança comercial paulista em janeiro ao garantir superávit de US$ 1,31 bilhão, consolidando o estado como líder nacional com 17,1% dos embarques do setor e forte dependência econômica das vendas externas do agronegócio
O desempenho das exportações do agro colocou São Paulo na liderança nacional em janeiro, com superávit de US$ 1,31 bilhão, resultado de US$ 1,84 bilhão em exportações e US$ 530 milhões em importações, reforçando o peso estratégico do setor na economia estadual.
exportações do agro garantem superávit bilionário e ampliam participação paulista na balança comercial estadual
As exportações do agro representaram 40,9% de todas as vendas externas do estado em janeiro. No mesmo período, as importações do setor corresponderam a apenas 8% do total estadual, evidenciando o impacto direto do agronegócio paulista no saldo comercial.
O resultado consolidou São Paulo como o maior exportador do agro brasileiro, responsável por 17,1% dos embarques nacionais do setor. Mesmo com área territorial menor que outros estados produtores, o estado manteve posição à frente de Mato Grosso, com 16,7%, e Minas Gerais, com 11,5%.
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Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, o desempenho está associado à diversidade produtiva, elevada produtividade agrícola e investimentos contínuos em inovação, pesquisa científica e práticas ambientais adotadas no campo paulista.
complexo sucroalcooleiro lidera exportações do agro paulista com US$ 465,32 milhões embarcados
O complexo sucroalcooleiro respondeu por 25,3% das exportações do agro paulista, somando US$ 465,32 milhões. O açúcar concentrou 96,9% desse total, enquanto o álcool etílico, etanol, representou 3,1%.
Os produtos florestais ocuparam a segunda posição, com participação de 18,8% e receitas de US$ 346,90 milhões. Dentro desse grupo, a celulose respondeu por 75,3% das vendas externas e o papel por 21,1%.
O setor de carnes registrou participação de 16,6%, totalizando US$ 305,81 milhões. A carne bovina respondeu por 82,8% das exportações desse segmento, mantendo forte presença na pauta comercial paulista.
exportações do agro concentram 76,8% em cinco grupos produtivos e indicam mudanças nas receitas externas
Os sucos representaram 8,9% das exportações, com US$ 163,86 milhões, sendo 96,1% referentes ao suco de laranja. O café participou com 7,2%, totalizando US$ 132,50 milhões, dos quais 76,7% correspondem ao café verde e 19,5% ao café solúvel.
Esses cinco grupos concentraram, juntos, 76,8% das exportações do agronegócio paulista no período analisado. O complexo soja apareceu na décima posição, com participação de 2,7% e US$ 49,96 milhões exportados.
Dentro do complexo soja, 29,8% correspondem à soja em grão e 48,1% ao farelo. Há previsão de crescimento das vendas externas a partir de fevereiro de 2026 com o início da colheita.
variações de preços e volumes influenciam desempenho anual das exportações do agro
Na comparação com janeiro do ano anterior, produtos florestais registraram aumento de 22,8% nas vendas externas. O setor de carnes cresceu 11,6%, enquanto o complexo soja avançou 7,2%.
Por outro lado, ocorreram quedas nas receitas do complexo sucroalcooleiro, com retração de 25%. O café apresentou redução de 20,4% e os sucos registraram queda de 53,1%.
As oscilações observadas são atribuídas à combinação entre variações de preços internacionais e volumes exportados ao longo do período analisado.
china, união europeia e estados unidos concentram principais destinos das exportações paulistas
A China permaneceu como principal destino das exportações do agro paulista, concentrando 21,9% das compras externas. Entre os produtos adquiridos estão itens florestais, carnes, fibras têxteis e produtos do complexo soja.
A União Europeia apareceu em segundo lugar, com participação de 18,1%. Os Estados Unidos ocuparam a terceira posição, respondendo por 8,1% das exportações do setor.
No cenário nacional, São Paulo manteve a liderança das exportações do agronegócio brasileiro, com 17,1% de participação, seguido por Mato Grosso e Minas Gerais no ranking estadual.
A análise mensal da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada pelo diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, em conjunto com os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
